Preço do Leite Estável até Dez.

Preço do Leite Estável até Dez.

O declínio nos preços do leite ao produtor parece estar desacelerando

Segundo o último levantamento do Cepea, divulgado nesta quarta-feira (22), o preço do leite cru captado por laticínios registrou a quinta queda mensal consecutiva. Em setembro, houve uma diminuição de 9,1% em relação a agosto, atingindo a marca de 2,0509/litro na ‘Média Brasil’ líquida. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, a queda foi de 31,5% em termos reais, após a correção pelos índices do IPCA de setembro de 2023.

Tendência de redução nos preços do leite ao produtor pode persistir em outubro

Os estudos em andamento pelo Cepea indicam que essa tendência de redução nos preços do leite ao produtor pode persistir em outubro, mas com menor intensidade e variabilidade entre as diferentes regiões produtoras de leite. A expectativa é que a ‘Média Brasil’ recue em torno de 5%.

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Sumário

1. Declínio nos preços do leite ao produtor

2. Persistência da redução nos preços

3. Influência da disponibilidade interna de lácteos

4. Desaceleração na captação de leite

5. Redução na margem de lucro dos produtores

6. Aumento nas importações

7. Variação dos preços dos derivados lácteos

8. Perspectiva de estabilidade nos preços

A oferta limitada no campo impulsionou a concorrência entre os laticínios para assegurar a compra do leite.
Foto: Pixabay/Divulgação
O declínio nos preços do leite ao produtor parece estar desacelerando, de acordo com o último levantamento do Cepea, divulgado nesta quarta-feira (22). Em setembro, o preço do leite cru captado por laticínios registrou a quinta queda mensal consecutiva, diminuindo em 9,1% em relação a agosto, atingindo a marca de 2,0509/litro na ‘Média Brasil’ líquida. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, houve uma queda significativa de 31,5% em termos reais, após a correção pelos índices do IPCA de setembro de 2023.
Os estudos em andamento pelo Cepea indicam que a tendência de redução nos preços do leite ao produtor pode persistir em outubro, mas com menor intensidade e variabilidade entre as diferentes regiões produtoras de leite. A expectativa é que a ‘Média Brasil’ recue em torno de 5%.
A desaceleração desse declínio em outubro pode ser atribuída, em parte, à ligeira diminuição na disponibilidade interna de lácteos, influenciada pelo abrandamento no crescimento da captação nacional de leite.
O Índice de Captação Leiteira (ICAP-L) do Cepea registrou um aumento de apenas 0,36% entre agosto e setembro, com destaques para os aumentos de 4,9% na Bahia, 2,5% em Goiás, 2,41% em Minas Gerais e 2,14% em São Paulo. Por outro lado, houve uma queda média de 2% na captação nos estados do Sul em setembro, com retrações de 2,71% no Rio Grande do Sul, 1,71% no Paraná e 1,64% em Santa Catarina. Esses dados evidenciam uma desaceleração na captação, tendência que deve se acentuar no último bimestre de 2023.
Além dos desafios climáticos, como seca e calor no Sudeste e Centro-Oeste e excesso de chuvas no Sul, a redução na margem de lucro dos produtores tem limitado a produção. Segundo o Cepea, o Custo Operacional Efetivo (COE) da pecuária leiteira na ‘Média Brasil’ caiu 5,4% de janeiro a outubro, enquanto a receita e a margem bruta diminuíram mais intensamente, 19% e 55%, respectivamente.
Diante dessa queda progressiva e substancial na margem dos produtores, espera-se uma redução nos investimentos a curto prazo na atividade. Paralelamente, as importações continuam a aumentar, conforme dados da Secex, que indicam um aumento de 26,1% nas compras externas em outubro. No acumulado do ano, o volume importado atinge 1,8 bilhão de litros em equivalente leite, um aumento expressivo de 77,4% em relação ao mesmo período de 2022.
A pesquisa do Cepea revela que, em outubro, os preços do UHT e da muçarela negociados entre laticínios e distribuidores em São Paulo caíram 4,1% e 2,5%, respectivamente, em comparação com setembro. No entanto, o leite em pó fracionado (400g) valorizou-se em 2,5%, devido à redução na produção deste derivado. As médias da primeira quinzena de novembro indicam uma inversão na tendência do mercado de derivados, com estoques mais baixos e sinais de recuperação no consumo.
Esses dados reforçam a percepção de agentes de mercado consultados pelo Cepea de que as cotações do leite ao produtor podem apresentar uma queda menos acentuada em outubro, com perspectiva de estabilidade para o último bimestre do ano.

Confira o boletim do Cepea:

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O declínio nos preços do leite ao produtor parece estar desacelerando, de acordo com o último levantamento do Cepea, divulgado nesta quarta-feira (22). Em setembro, o preço do leite cru captado por laticínios registrou a quinta queda mensal consecutiva, diminuindo em 9,1% em relação a agosto, atingindo a marca de 2,0509/litro na ‘Média Brasil’ líquida. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, houve uma queda significativa de 31,5% em termos reais, após a correção pelos índices do IPCA de setembro de 2023.

Os estudos em andamento pelo Cepea indicam que a tendência de redução nos preços do leite ao produtor pode persistir em outubro, mas com menor intensidade e variabilidade entre as diferentes regiões produtoras de leite. A expectativa é que a ‘Média Brasil’ recue em torno de 5%.

A desaceleração desse declínio em outubro pode ser atribuída, em parte, à ligeira diminuição na disponibilidade interna de lácteos, influenciada pelo abrandamento no crescimento da captação nacional de leite.

O Índice de Captação Leiteira (ICAP-L) do Cepea registrou um aumento de apenas 0,36% entre agosto e setembro, com destaques para os aumentos de 4,9% na Bahia, 2,5% em Goiás, 2,41% em Minas Gerais e 2,14% em São Paulo. Por outro lado, houve uma queda média de 2% na captação nos estados do Sul em setembro, com retrações de 2,71% no Rio Grande do Sul, 1,71% no Paraná e 1,64% em Santa Catarina. Esses dados evidenciam uma desaceleração na captação, tendência que deve se acentuar no último bimestre de 2023.

Além dos desafios climáticos, como seca e calor no Sudeste e Centro-Oeste e excesso de chuvas no Sul, a redução na margem de lucro dos produtores tem limitado a produção. Segundo o Cepea, o Custo Operacional Efetivo (COE) da pecuária leiteira na ‘Média Brasil’ caiu 5,4% de janeiro a outubro, enquanto a receita e a margem bruta diminuíram mais intensamente, 19% e 55%, respectivamente.

Diante dessa queda progressiva e substancial na margem dos produtores, espera-se uma redução nos investimentos a curto prazo na atividade. Paralelamente, as importações continuam a aumentar, conforme dados da Secex, que indicam um aumento de 26,1% nas compras externas em outubro. No acumulado do ano, o volume importado atinge 1,8 bilhão de litros em equivalente leite, um aumento expressivo de 77,4% em relação ao mesmo período de 2022.

A pesquisa do Cepea revela que, em outubro, os preços do UHT e da muçarela negociados entre laticínios e distribuidores em São Paulo caíram 4,1% e 2,5%, respectivamente, em comparação com setembro. No entanto, o leite em pó fracionado (400g) valorizou-se em 2,5%, devido à redução na produção deste derivado. As médias da primeira quinzena de novembro indicam uma inversão na tendência do mercado de derivados, com estoques mais baixos e sinais de recuperação no consumo.

Esses dados reforçam a percepção de agentes de mercado consultados pelo Cepea de que as cotações do leite ao produtor podem apresentar uma queda menos acentuada em outubro, com perspectiva de estabilidade para o último bimestre do ano.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo

Conclusão

Diante da análise do último levantamento do Cepea, é possível afirmar que há sinais de desaceleração no declínio dos preços do leite ao produtor. A queda, embora ainda significativa, pode apresentar uma intensidade menor nos próximos meses. Além disso, a disponibilidade interna de lácteos e a captação de leite têm influenciado nesse cenário. A redução na margem de lucro dos produtores também tem limitado a produção, enquanto as importações continuam aumentando. No entanto, há indícios de que o mercado de derivados esteja se recuperando. Diante desses dados, a expectativa é de estabilidade nos preços para o último bimestre do ano.

Perguntas e Respostas

1. O preço do leite ao produtor apresentou queda em setembro?

Sim, de acordo com o último levantamento do Cepea, o preço do leite cru captado por laticínios registrou a quinta queda mensal consecutiva, diminuindo em 9,1% em relação a agosto.

2. A tendência de redução nos preços do leite ao produtor pode persistir em outubro?

Sim, os estudos indicam que a tendência de redução nos preços pode persistir em outubro, porém com menor intensidade e variabilidade entre as diferentes regiões produtoras de leite. A expectativa é que a ‘Média Brasil’ recue em torno de 5%.

3. O que tem influenciado na desaceleração desse declínio em outubro?

A desaceleração desse declínio em outubro pode ser atribuída, em parte, à ligeira diminuição na disponibilidade interna de lácteos, influenciada pelo abrandamento no crescimento da captação nacional de leite.

4. Como tem sido a captação de leite no país?

O Índice de Captação Leiteira (ICAP-L) do Cepea registrou um aumento de apenas 0,36% entre agosto e setembro. Alguns estados apresentaram aumento na captação, como Bahia, Goiás, Minas Gerais e São Paulo, enquanto outros tiveram queda, como Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

5. Quais os principais fatores que têm limitado a produção de leite?

Além dos desafios climáticos, como seca e calor no Sudeste e Centro-Oeste e excesso de chuvas no Sul, a redução na margem de lucro dos produtores tem limitado a produção.

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A oferta limitada no campo impulsionou a concorrência entre os laticínios para assegurar a compra do leite.
Foto: Pixabay/Divulgação

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