Mastite – Cuidados e Prevenção

Mastite

Mastite - Cuidados e Prevenção
Mastite – Cuidados e Prevenção

Mastite ou infecção do úbere é um problema comum nas explorações leiteiras. A mastite pode ser crónica ou aguda. Sintomas da mastite aguda são: leite de consistência anormal com grumos, de cor diferente, aguado e com um mau cheiro. A área infectada do úbere fica dolorosa, dura e, às vezes, inchada e avermelhada.

A ordenha da vaca infectada é difícil e a sua produção leiteira fica diminuída. A infecção ocorre, na maioria das vezes, mesmo após a ordenha quando a teta ainda está aberta de modo que as bactérias podem entrar facilmente.

Mastite Cuidados Com A Mastite


Figura 12: Para descobrir precocemente um caso de mastite crónica será útil empregar uma caneca de fundo preto para teste de mastite, no qual se recolhe o primeiro leite. Ao ordenhar uma vaca que sofre de mastite crónica, os primeiros jorros de leite são aguados e contêm grumos miúdos.

Mastite – Cuidados e Prevenção

Tentar prevenir a mastite através das seguintes medidas:

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 Manter a higiene do ordenhador , do edifício, do equipamento e do gado é sempre muito importante.

 Os ordenhadores devem usar vestuário limpo, lavar as mãos e manter as unhas aparadas.

Manter os úberes tão limpos quanto for possível tosquiando-os e

fornecendo uma cama limpa no estábulo do gado.

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Se o úbere não estiver muito sujo, utilizar mesmo um pano seco

para remover qualquer sujidade solta.

Se for necessário empregar água para a limpeza do úbere, acrescentar um desinfetante ligeiro, mudar frequentemente a água e os vestuários

e secar bem os úberes, preferivelmente com toalhas de papel.

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Após a ordenha, desinfetar as tetas através dum mergulho ou com

um spray.

Alimentar as vacas depois da ordenha de modo que não se deitem

durante a primeira hora após serem mungidas.

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Nas explorações agropecuárias que se vêem enfrentadas com graves problemas de mastite pode-se aplicar um antibiótico com efeitos duradouros para tratar todos os quartos durante o período de secagem do gado.

Se uma vaca tiver mastite, deve-se:

Ordenhar e aplicar massagens na parte infectada tanto quanto possível, por exemplo cada duas horas. Também será útil lavar o úbere alternadamente com água quente e água fria e aplicar massagens

com uma pomada.

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Consultar um funcionário veterinário e aplicar antibióticos na área

infectada. O leite das vacas tratadas não deve ser consumido!

Ordenhar os animais infectados como últimos e enterrar o leite infectado.

Limpar, meticulosamente, as mãos depois de ordenhar o quarto

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infectado do úbere.

Levar a cabo uma inspeção meticulosa das demais vacas para verificar se há sintomas de mastite, com uso de uma caneca de fundo preto para teste de mastite.

Selecionar as vacas com mastite crónica ou incurável para retirá-las do rebanho.

Mastite subclínica

A mastite subclínica pode ocorrer em qualquer fase da lactação e caracteriza-se pelo aumento da Contagem de Células Somáticas (CCS), maior que 300.000. Tem como fonte de transmissão fômites, como as mãos do ordenador, os panos usados na secagem dos tetos, as esponjas usadas para limpar a mama, as teteiras das unidades de ordenha e moscas, transmitindo a doença dos quartos doentes para quartos sadios, do próprio animal ou de outros animais.

Os principais agentes causadores da mastite subclínica são bactérias contagiosas (Gram-positivas), que são aquelas que estão presente no próprio animal, principalmente Staphylococcus aureus Streptococcus agalactiae.

Naqueles animais onde há um histórico de mastites recorrentes, em que a vaca apresentou mastite em lactações anteriores e/ou vários casos da doença na mesma lactação, caracterizando um quadro de vários tratamentos sem sucesso, classificamos estes casos de mastites crônicas.

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Mastite clínica

A mastite clínica é classifica em três tipos: leve, moderada e aguda.

Leve: Não há alterações sistêmicas, apresentando apenas alterações no leite, como grumos, leite aguado ou com traços de sangue. Ocorre em qualquer fase da lactação. Pode ser causada tanto por bactérias contagiosas (Gram-Positivas) como por bactérias ambientais (Gram-Positivas e Negativas);

Moderada: Não há alterações sistêmicas e além das alterações no leite, a mama apresenta alterações como inchaço, vermelhidão, edema, enrijecimento do quarto afetado. Ocorre em qualquer fase da lactação. Tem como causa as mesmas da mastite clínica leve.

Aguda: Além das alterações no leite e na mama, observa-se febre e outros sinais de distúrbio sistêmico como: depressão acentuada, pulsação fraca, olhos fundos, fraqueza e anorexia, podendo até levar o animal a morte. Ocorre geralmente no período pós parto até o pico de lactação. Tem como principal causa bactérias ambientais (Gram-Negativas), principalmente coliformes, como Escherichia coli, Klebsiella pneumonae e Enterobacter aerogenes.

No caso das mastites causada por bactérias ambientais, principais causadoras de mastite aguda, a transmissão se dá pela penetração das bactérias pelo ducto do teto, assim a permanência dos animais em um ambiente com excesso de fezes, lama e umidade nos períodos pré e pós-ordenha favorece ao aparecimento deste tipo de mastite no rebanho.



Tratamento da mastite

Mastite subclínica

Em animais em lactação é recomendado a utilização de antibióticos intramamários para vacas em lactação, as principais bases seriam os β-lactâmicos e cefalosporinas;

Em animais no final de lactação é recomendado o tratamento de todos os quartos a secagem do animal. com intramamários para vacas secas (cefalosporinas e β-lactâmicos) associado à aplicação de um selante de teto;

Animais cronicamente infectados, que são aqueles que possuem um histórico de mastite frequente, recomenda-se o descarte destes, uma vez que são reservatório das bactérias causadoras de mastites, apresentando um risco de contaminação para todos os animais do rebanho.

Mastite clínica

Mastite leve e moderada: no primeiro caso de mastite recomenda-se o uso de antibióticos intramamários (β-lactâmicos e cefalosporinas) por um período de quatro dias; no caso de uma recidiva recomenda-se uma terapia combinada: intramamário por quatro ou cinco dias (β- lactâmicos e cefalosporinas) associado à um antibiótico sistêmico (marbofloxacina, enrofloxacina, cefquinoma, ceftiofur).

Nos casos de mastite aguda recomenda-se a aplicação intramuscular ou intravenosa de antibióticos sistêmicos (marbofloxacina, enrofloxacina, cefquinoma, ceftiofur) associado à um suporte ao animal feito com um anti-inflamatório não-esteroidal e uma fluidoterapia.

Falhas no tratamento de mastites

As principais causas das falhas nos tratamentos de mastites são:

1- Uso de antibióticos sem ação sobre a bactéria causadora da mastite;
2- Baixa penetração de antibióticos nas áreas inflamadas;
3- Inativação do antibiótico pelo leite e componentes do soro;
4- Localização intracelular dos microorganismos;
5- Desenvolvimento de formas resistentes durante o tratamento;
6- Intervalos e procedimentos impróprios de tratamento.

Conclusão

Em conclusão, a mastite acarreta uma série de prejuízos ao produtor, sendo crucial o seu tratamento. Porém são necessários alguns cuidados na hora do diagnóstico para o que este seja feito corretamente, assim favorecendo a escolha do melhor protocolo a ser utilizado, buscando a cura do animal.

Sobre a Vétoquinol

A Vétoquinol é o décimo maior laboratório veterinário no mundo, com mais de 80 anos dedicados exclusivamente à saúde animal. De origem francesa, a Vétoquinol está presente em mais de 24 países, produzindo, distribuindo e comercializando a sua ampla gama de medicamentos, com foco em anti-infecciosos, dor e inflamação.

O ano de 2014 foi muito especial para a Vétoquinol, devido ao lançamento do Forcyl para o mercado de bovinos e suínos. Forcyl é um antibiótico injetável à base de marbofloxacina 16% e apresenta um exclusivo modo de ação: SISAAB, uma dose única de ação ultra rápida, o qual foi muito bem aceito pelos produtores em decorrência da eficácia dos seus bons resultados.

Forcyl é indicado para bovinos no tratamento da mastite aguda causada por E. coli e infecções respiratórias provocadas por Pasteurella multocida Mannheimia haemolytica. Nos suínos, Forcyl é indicado para o tratamento de: infecções intestinais causada por cepas sensíveis de E. coli., infecções respiratórias provocadas por Pasteurella multocida, Actinobacillus pleuropneumoniae e Haemophilus parasuis; infecções do trato urinário causado por E. coli e no tratamento da síndrome metrite-mastite-agalaxia (MMA) causada por cepas sensíveis de E. coli. Forcyl é comercializado nas apresentações de 50mL e 100mL.

15554Por Guilherme Silva Moura: gerente técnico de serviços veterinários da Vétoquinol

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