Pesquisadores descobrem ‘exército aliado’ para controle biológico de carrapatos.
Um grupos de pesquisadores está propondo uma solução inovadora para controlar carrapatos na pecuária – estimativas apontam que o parasita é responsável por causar prejuízos na ordem de US$ 3,2 bi ao setor todos os anos
Um grupos de pesquisadores está propondo uma solução inovadora para controlar carrapatos na pecuária

Estimativas apontam que o parasita é responsável por causar prejuízos na ordem de US$ 3,2 bi ao setor todos os anos.
Trata-se do primeiro produto para o controle biológico dos ectoparasitas, um verdadeiro “exército aliado” formado por duas espécies de fungos e que são inimigos naturais destes artrópodes.

Nesta quarta, um dos profissionais responsáveis pela inovação, o biólogo Lucas Von Zuben, mestre e doutor em ecologia química, falou sobre a tecnologia ao Giro do Boi.
O projeto começou ainda em 2015, a partir de um financiamento da Fapesp, a Fundação de Amparo à pesquisa do estado de São Paulo, e atualmente está sendo desenvolvido pela Decoy Smart Control, uma startup de biotecnologia que tem como proposta promover o controle biológico de pragas para diminuir sua influência negativa na produtividade e na qualidade dos alimentos.
“A gente usou a lógica, foi na base da biologia, estudar a natureza.
Todo mundo sabe, e o produtor rural melhor do que ninguém, que a natureza é sábia.
A natureza é sábia e poderosa. Ela se protege.
Então a gente foi atrás de estudar a natureza, conhecer o carrapato, entender o ciclo de vida dele, entender os problemas que ele enfrenta e a gente achou o inimigo natural do carrapato, que é um fungo. Ou seja, ele já está no ambiente, já está por aí, ele infecta o carrapato, e quando ele infecta o carrapato, ele mata. Quando ele entra dentro do carrapato, ela solta umas enzimas que vão digerir o carrapato por dentro e aí ele mata o carrapato.

Se as condições ambientais forem favoráveis, ele vai se reproduzir, liberando outros esporos que vão infectar outros carrapatos, gerando um efeito em cadeia, que potencializa o controle do carrapato.
É um processo que já acontece na natureza, o que a gente faz é levar o poder natureza para o lugar certo na hora certa”, detalhou Von Zuben.
Depois de aplicado, os fungos começam a agir a partir de dois a três dias, sendo que a morte dos carrapatos já é expressiva pela observação a partir de sete dias, conforme mostrou o biólogo em imagens registradas durante a pesquisa.

Um grupos de pesquisadores está propondo uma solução inovadora para controlar carrapato na pecuária
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Estimativas apontam que o parasita é responsável por causar prejuízos na ordem de US$ 3,2 bi ao setor todos os anos.

Trata-se do primeiro produto para o controle biológico dos ectoparasitas, um verdadeiro “exército aliado” formado por duas espécies de fungos e que são inimigos naturais destes artrópodes.
Nesta quarta, um dos profissionais responsáveis pela inovação, o biólogo Lucas Von Zuben, mestre e doutor em ecologia química, falou sobre a tecnologia ao Giro do Boi.

O projeto começou ainda em 2015, a partir de um financiamento da Fapesp, a Fundação de Amparo à pesquisa do estado de São Paulo, e atualmente está sendo desenvolvido pela Decoy Smart Control, uma startup de biotecnologia que tem como proposta promover o controle biológico de pragas para diminuir sua influência negativa na produtividade e na qualidade dos alimentos.
“A gente usou a lógica, foi na base da biologia, estudar a natureza.
Todo mundo sabe, e o produtor rural melhor do que ninguém, que a natureza é sábia.
A natureza é sábia e poderosa. Ela se protege.
Então a gente foi atrás de estudar a natureza, conhecer o carrapato, entender o ciclo de vida dele, entender os problemas que ele enfrenta e a gente achou o inimigo natural do carrapato, que é um fungo. Ou seja, ele já está no ambiente, já está por aí, ele infecta o carrapato, e quando ele infecta o carrapato, ele mata. Quando ele entra dentro do carrapato, ela solta umas enzimas que vão digerir o carrapato por dentro e aí ele mata o carrapato.
Se as condições ambientais forem favoráveis, ele vai se reproduzir, liberando outros esporos que vão infectar outros carrapatos, gerando um efeito em cadeia, que potencializa o controle do carrapato.
É um processo que já acontece na natureza, o que a gente faz é levar o poder natureza para o lugar certo na hora certa”, detalhou Von Zuben.
Depois de aplicado, os fungos começam a agir a partir de dois a três dias, sendo que a morte dos carrapatos já é expressiva pela observação a partir de sete dias, conforme mostrou o biólogo em imagens registradas durante a pesquisa.
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