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Gripe aviária: quatro estados declaram emergência zoossanitária no Brasil

Introdução:

Nas últimas semanas, o Brasil tem enfrentado casos de gripe aviária em diferentes estados. Diante dessa situação, o Ministério da Agricultura tem recomendado que os governos estaduais declarem emergência zoossanitária, a fim de obter recursos da União para o combate e controle da doença. Neste contexto, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso do Sul e Tocantins responderam à recomendação e decretaram a emergência por um período de 180 dias. Além disso, Santa Catarina já havia adotado essa medida anteriormente.

Espírito Santo adota emergência zoossanitária

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, anunciou a adoção da emergência zoossanitária após uma reunião com o Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e outros governadores. O estado já registrou 29 casos confirmados de gripe aviária, sendo a maioria em aves silvestres. Com a medida, o governo busca conter a propagação do vírus e garantir a segurança da produção avícola.

Bahia firma acordo nacional

Na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues publicou um decreto de emergência zoossanitária, seguindo um acordo nacional com o Ministério da Agricultura. A Bahia é rota migratória das aves silvestres e já registrou quatro casos da doença. O estado ressalta a importância de preservar a produção avícola em todas as escalas, desde grandes produtores até pequenos produtores de subsistência.

Mato Grosso do Sul reforça ações preventivas

Em Mato Grosso do Sul, mesmo sem casos de gripe aviária de alta patogenicidade, o governo decidiu reforçar as ações preventivas e de fiscalização. O estado já havia declarado estado de alerta para a doença e implementou barreiras sanitárias para evitar a entrada do vírus. Além disso, o governo solicitou recursos federais para fortalecer as barreiras sanitárias e unidades móveis de fiscalização.

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A declaração de emergência zoossanitária por parte de alguns estados brasileiros é uma medida importante para conter a propagação da gripe aviária. Com essa medida, os governos têm acesso a recursos da União para implementar ações de controle e combate à doença. Essa iniciativa demonstra o comprometimento do Brasil em preservar a produção avícola e garantir a segurança alimentar no país.

Perguntas e respostas exclusivas

1. Qual a importância da declaração de emergência zoossanitária?
– A declaração de emergência zoossanitária permite que os estados recebam recursos da União para combater a gripe aviária.

2. Quantos casos confirmados de gripe aviária o Espírito Santo registrou?
– O Espírito Santo já registrou 29 casos confirmados de gripe aviária.

3. Por que a Bahia firmou um acordo nacional?
– A Bahia firmou um acordo nacional para preservar a produção avícola em todas as escalas e garantir a segurança alimentar.

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4. Quais as medidas preventivas adotadas por Mato Grosso do Sul?
– Mato Grosso do Sul implementou barreiras sanitárias e reforçou as ações de fiscalização para evitar a entrada do vírus da gripe aviária.

5. O que a declaração de emergência zoossanitária representa para a produção avícola?
– A declaração de emergência zoossanitária representa o comprometimento em preservar a produção avícola e garantir a segurança alimentar no país.
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Mais quatro estados responderam Recomendação do Ministério da Agricultura e declarou emergência zoossanitária devido aos casos de gripe aviária detectados no Brasil. A medida foi adotada por Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso do Sul e Tocantins e é válido por 180 dias. Na última sexta-feira (21), Santa Catarina já havia declarado a entrada na fase emergencial.

Gripe aviária: Santa Catarina declara emergência sanitária animal

As medidas adotadas pelos governos estaduais seguem orientação do Ministério da Agricultura para que os estados possam acessar recursos da União para conter a propagação da gripe aviária. O governo federal já havia declarado emergência zoossanitária em todo o território nacional no dia 22 de maio, o que possibilitou a liberação de R$ 200 milhões em recursos destinados a ações de controle e combate à gripe.

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Espírito Santo

O Governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB)informou que a ação foi tomada após uma pauta com o Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e outros governadores na última semana. “Juntamente com os demais governadores e secretários, nos reunimos com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, para discutir ações conjuntas diante da disseminação do vírus. Por isso, decidimos decretar estado de emergência zoossanitária no Espírito Santo por 180 dias”, escreveu no Twitter.

O estado tem 29 casos confirmados da doença, sendo 28 em aves silvestres e um na produção de subsistência, chamada de criação doméstica.

Bahia

A Bahia publicou decreto semelhante no último sábado (22) e justificou que a medida segue um “acordo nacional” entre o ministério e os estados. “Essa ação conjunta entre os estados e o governo federal é uma forma de mostrar nossa responsabilidade com a produção avícola e o respeito aos grandes produtores. Mas também produção em pequena escala, desde o produtor de quintal até uma fazenda menor. Ou seja, o sistema de produção de alimentos e a economia nacional”, disse o Governador Jerônimo Rodrigues.

Segundo o governo, a Bahia faz parte de uma das principais rotas migratórias das aves silvestres que cruzam o continente, a Rota do Atlântico Nordeste. Até o momento, o estado tem quatro casos registrados em aves silvestres.

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Mato Grosso do Sul

O governo do Mato Grosso do Sul afirmou, em nota, que, mesmo sem focos de gripe aviária de alta patogenicidade, o estado vai reforçar as ações preventivas e de fiscalização para evitar a entrada do vírus da emergência zoossanitária. Em junho, o estado havia declarado “estado de alerta” para a doença, após a confirmação do vírus em países vizinhos.

“Temos barreiras sanitárias em Corumbá desde fevereiro. Inclusive, junto com a Avimasul [Associação de Avicultores], instalamos o arco sanitário para desinfecção dos caminhões. Agora temos barreiras na fronteira com o Paraguai. Por isso, aqui no estado já estamos estabelecendo medidas sanitárias desde fevereiro”, disse o Secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck.

O estado pediu ao governo federal aporte de R$ 2,7 milhões para reforçar barreiras sanitárias e unidades móveis de fiscalização e gerir o Sistema de Monitoramento, Alertas e Ações, de responsabilidade do (Grupo Especial de Atenção à Suspeita de Emergências ou Doenças Exóticas do Mato Grosso Grosso do Sul).

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**Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo**

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