Bactérias contra fungos: uma nova solução para a agricultura

No cenário agrícola, a presença de fungos como o Bipolaris sorokiniana pode representar um sério desafio para os produtores, afetando a produtividade e resistindo aos métodos tradicionais de controle. Porém, um grupo de pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente e Esalq-USP identificou bactérias capazes de combater esse fungo de forma eficaz.

Neste post, vamos explorar os resultados desse estudo inovador, que abre portas para soluções sustentáveis e eficazes no controle de doenças de plantas no campo. A descoberta dessas bactérias criou uma nova frente na luta contra patógenos em culturas agrícolas, combinando conhecimentos de ecologia microbiana e biotecnologia.

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Desenvolvimento

Neste estudo, os pesquisadores revelam a importância da região das raízes das plantas, a rizosfera, na busca por soluções sustentáveis para o controle de doenças em culturas agrícolas. A inoculação de bactérias antagonistas na rizosfera de plantas suscetíveis ao fungo da mancha marrom mostrou resultados promissores na redução da incidência da doença. Essas bactérias, isoladas do solo onde o trigo é cultivado, foram capazes de alterar a comunidade microbiana na rizosfera, proporcionando uma defesa eficaz contra a infecção fúngica.

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O estudo também ressalta a importância da preservação das variedades tradicionais de trigo, já que a domesticação das plantas pode ter impactado negativamente a composição do microbioma da rizosfera. A reintrodução de bactérias benéficas em plantas modernas suscetíveis à mancha marrom pode ser uma estratégia eficaz para restabelecer a proteção contra a doença. Além disso, a caracterização das biomoléculas produzidas pelas bactérias permitiu identificar biosurfactantes e peptídeos antimicrobianos responsáveis pelo combate ao fungo patógeno.

Resultados Promissores

Os resultados obtidos no estudo indicam que a utilização de biocompostos desenvolvidos a partir de bactérias isoladas do solo pode representar uma nova frente na luta contra doenças de plantas em culturas agrícolas. A capacidade dessas bactérias de suprimir a atividade do fungo da mancha marrom abre caminho para o desenvolvimento de soluções sustentáveis e eficazes para o controle de patógenos, contribuindo para a produção agrícola sustentável.

Aplicações Futuras

Os pesquisadores estão empenhados em identificar e avaliar novas bactérias com potencial de biocontrole, bem como em desenvolver uma versão comercial do produto para disponibilizá-lo no mercado. A parceria entre a Embrapa e empresas interessadas nesse desenvolvimento mostra o interesse em levar essa tecnologia inovadora para os agricultores, visando a proteção das plantações e o aumento da produtividade de trigo e cevada.

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Conclusão

Com o avanço das pesquisas sobre o uso de bactérias no controle da mancha marrom em plantações de trigo e cevada, abre-se um novo horizonte na agricultura. A identificação de bactérias com potencial biocontrolador contra o fungo Bipolaris sorokiniana demonstra a importância da ecologia microbiana aliada à biotecnologia.

O estudo destaca a eficácia das bactérias antagonistas na redução da incidência da doença, revelando também a importância da reintrodução de bactérias benéficas em plantas modernas suscetíveis à infecção. A pesquisa ressalta a necessidade de utilizar soluções sustentáveis e eficazes no controle de patógenos em culturas agrícolas, visando a segurança alimentar e a preservação do meio ambiente.

Com os resultados promissores, a parceria entre a Embrapa e empresas interessadas em desenvolver uma versão comercial dos insumos biológicos reforça o potencial dessas descobertas para transformar o cenário agrícola, proporcionando alternativas mais sustentáveis e eficientes para os agricultores. O futuro da agricultura está em constante evolução, e a pesquisa com bactérias biocontroladoras é um passo importante nesse caminho.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo

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Bactérias no Controle da Mancha Marrom em Trigo e Cevada

Bactérias com potencial de biocontrole contra o fungo Bipolaris sorokiniana, causador da mancha marrom em plantações de trigo e cevada, foram identificadas em estudo conduzido por pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (SP) e da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP).

Estudo e Resultados

Os pesquisadores investigaram a região das raízes das plantas, a rizosfera, ambiente com microrganismos (microbioma) capaz de fornecer serviços ecológicos essenciais para as plantas, como nutrição e proteção contra doenças. Eles conseguiram reduzir a incidência da doença ao usar bactérias antagonistas no solo de cultivo de trigo suscetível ao fungo.

Identificação e Uso das Bactérias

As bactérias foram isoladas das raízes de trigo crioulo e armazenadas para desenvolvimento de uma tecnologia de biocontrole da mancha marrom. As bactérias selecionadas foram capazes de alterar a comunidade microbiana na rizosfera, oferecendo uma defesa eficaz contra a infecção fúngica.

Parceria para Desenvolvimento Comercial

A Embrapa procura empresas interessadas em desenvolver uma versão comercial para que o produto chegue ao mercado. Os interessados podem entrar em contato pelo e-mail: [email protected].

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Perspectivas e Sustentabilidade

Essas descobertas abrem caminho para soluções sustentáveis e eficazes no controle de patógenos em culturas agrícolas, oferecendo uma nova frente na luta contra doenças de plantas através do uso de microbioma benéfico.

FAQs

1. Como as bactérias identificadas no estudo ajudam no controle da mancha marrom em trigo e cevada?

As bactérias antagonistas modificam a comunidade microbiana na rizosfera, oferecendo uma defesa eficaz contra a infecção fúngica.

2. Qual a importância da rizosfera no desenvolvimento das bactérias de biocontrole?

A rizosfera fornece um ambiente rico em microrganismos essenciais para as plantas, permitindo o desenvolvimento de bactérias benéficas.

3. Como as bactérias isoladas foram armazenadas para futura utilização comercial?

As bactérias foram preservadas na Coleção de Microrganismos de Importância Agrícola e Ambiental, visando seu uso como base de insumo biológico para controle de patógenos.

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4. Como empresas interessadas podem colaborar no desenvolvimento comercial dessas bactérias?

A Embrapa busca parcerias para transformar a pesquisa em uma versão comercial viável, contribuindo para a disponibilidade dessas soluções no mercado agrícola.

5. Qual o impacto dessas descobertas na agricultura sustentável?

O estudo abre caminho para práticas agrícolas mais sustentáveis, proporcionando métodos eficazes no controle de doenças de plantas sem a necessidade de fungicidas tradicionais.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo

Verifique a Fonte Aqui

Bactérias com potencial de biocontrole contra o fungo Bipolaris sorokiniana, causador da mancha marrom em plantações de trigo e cevada, foram identificadas em estudo conduzido por pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (SP) e da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP).

O fungo da mancha marrom pode afetar significativamente a produção e é resistente a certos fungicidas, dificultando o controle. Os resultados da pesquisa apontam que ele pode ser combatido com o uso de biocompostos desenvolvidos a partir de bactérias isoladas do próprio solo no qual o trigo é cultivado.

Esse avanço representa uma nova frente na luta contra doenças de plantas, combinando conhecimentos de ecologia microbiana com biotecnologia. A equipe espera que essas descobertas abram caminho para o desenvolvimento de soluções sustentáveis e eficazes para o controle de patógenos em culturas agrícolas.

Estudo

Os pesquisadores investigaram a região das raízes das plantas, a rizosfera, ambiente com microrganismos (microbioma) capaz de fornecer serviços ecológicos essenciais para as plantas, como nutrição e proteção contra doenças. “A pesquisa mostrou que, mesmo diante de uma variedade de trigo suscetível ao fungo, a inoculação das bactérias antagonistas conseguiu reduzir a incidência da doença”, conta o doutorando da USP Helio Quevedo, principal autor do estudo.

Foto de raízes de plantas com sintomas da doença nos controles. No lado esquerdo (a) é observado o tratamento nas plantas com patógeno, enquanto no lado direito (b) é observado o tratamento nas plantas sem patógeno.Foto de raízes de plantas com sintomas da doença nos controles. No lado esquerdo (a) é observado o tratamento nas plantas com patógeno, enquanto no lado direito (b) é observado o tratamento nas plantas sem patógeno.
No lado esquerdo (a) é observado o tratamento nas plantas com patógeno, enquanto no lado direito (b) é observado o tratamento nas plantas sem patógeno | Foto: Helio Quevedo/Divulgação

A bactéria foi isolada das raízes de trigo crioulo (genótipos Karakilcik e Iran 1-29-11334). Com isso, os cientistas conseguiram resgatar bactérias que haviam sido perdidas no processo de domesticação dessas plantas. Elas foram armazenadas na Coleção de Microrganismos de Importância Agrícola e Ambiental (CMAA) e agora podem ser transformadas em tecnologia como base de um insumo biológico voltado ao controle da mancha marrom.

O pesquisador da Embrapa Rodrigo Mendes, orientador do estudo, explica que as bactérias selecionadas foram capazes de alterar a comunidade microbiana na rizosfera, o que resultou em uma defesa eficaz contra a infecção fúngica. A equipe conseguiu identificar o perfil químico dos inoculantes e as moléculas bioativas responsáveis pelo processo de antagonismo (o combate ao fungo patógeno).

“A caracterização das biomoléculas permitiu compreender como as bactérias estavam atuando no controle do patógeno. Foram identificados diversos biosurfactantes e peptídeos antimicrobianos capazes de atuar na inibição desses patógenos”, declara o professor da Universidade Federal do ABC (UFABC) Celio Fernando Figueiredo Angolini, coorientador do estudo. Ele relata ainda que, além de apresentar atividade antimicrobiana, as moléculas voláteis produzidas pelas bactérias conseguem se dispersar de maneira eficiente no solo, aumentando o seu raio de ação. Esses desdobramentos renderam ao trabalho a medalha Nico Nibbering na III Conferência Iberoamericana de Espectrometria de Massa (III Iberoamerican Conference on Mass Spectrometry).

O estudo também revelou que a reintrodução de bactérias benéficas, isoladas de variedades tradicionais de trigo, em plantas modernas suscetíveis à mancha marrom, pode restabelecer a proteção contra a doença. Isso sugere que a domesticação das plantas pode ter afetado negativamente a composição do microbioma da rizosfera, enfatizando a importância de se recuperar e utilizar microrganismos benéficos para o controle de doenças.

Além de analisar as alterações no microbioma e os mecanismos de defesa das plantas, a pesquisa procurou elucidar os efeitos dos inoculantes na supressão do patógeno. Testes mostraram que a severidade da doença foi significativamente reduzida nas plantas tratadas com as bactérias antagonistas, em comparação àquelas inoculadas apenas com o patógeno.

Parceria

A Embrapa procura empresas interessadas em desenvolver uma versão comercial para que que o produto chegue ao mercado. Os interessados podem entrar em contato pelo e-mail: [email protected].

Fonte: Embrapa

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