Alcançar índices de produtividade acima de 100 sacas de soja por hectare é o sonho de muitos agricultores do país.

E conseguir um resultado assim, em uma área de refúgio, parecia algo ainda mais distante. Mas alguns produtores de importantes polos produtores de soja do país, como Goiás, Paraná e Minas Gerais, conseguiram registrar produtividade média entre 100 e 111 sacas de soja por hectare na primeira safra comercial, utilizando variedades com a tecnologia Xtend® Refúgio, marca exclusiva para plantio de áreas de refúgio na nova plataforma Intacta2 Xtend®, da Bayer.

Mostrando que além de ser uma importante ferramenta de manejo da resistência de insetos, também é economicamente sustentável.

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No Maranhão, nas fazendas do Grupo Samara, as áreas cultivadas com aO Xtend® Refúgio, na safra 2021/2022, também surpreendeu com produtividade média de 97,4 sacas de soja por hectare, mostrando que além de colaborar com estratégias de manejo de resistência a insetos (MRI) em lavouras que utilizam tecnologia Bt, a prática também é economicamente sustentável.

A produtividade média de soja registrada no Maranhão está em torno de 55,5 sacas por hectare, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Alcançar alta produtividade não é uma tarefa fácil e exige muita dedicação e investimento em inovação e sustentabilidade, segundo Marco Samara, diretor da Fazenda. Marco Samara – Diretor da Fazenda

“Meu pai, Jamil João Samara, foi pioneiro na agricultura mecanizada de sementes no Mato Grosso do Sul e fundador de uma das mais importantes empresas produtoras de sementes do Mato Grosso. Sempre defendeu a inovação sustentável por onde passou, chegando aqui no Maranhão. Os resultados que registramos comprovam que esse tipo de cuidado e atenção compensa.”

Lá, são quase 7 mil hectares cultivados com soja por ano, divididos entre os municípios de São Domingos do Azeitão, Pastos Bons e Carolina, no Maranhão, e o agricultor não abre mão do plantio de áreas de refúgio. A variedade Xtend® Refúgio surpreendeu ao atingir uma produtividade de 100 sacas por hectare, já que o refúgio ocupa 20% dessas áreas e tem uma produtividade média já considerada alta, próxima a 80 sacas.

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“Foi o primeiro ano que testamos a variedade, em 1% da área de refúgio da fazenda. Nós gostamos muito. Na próxima safra, vamos expandir para quase 7% da área destinada ao refúgio e assim sucessivamente. À medida que o material se solidifica no ranking da fazenda, ganha área, pois além de ser uma excelente ferramenta de refúgio, tem trazido bons resultados e rentabilidade”, afirma Marco.

Os resultados obtidos foram tão bons que o Grupo Samara sagrou-se campeão na categoria “Refúgio” da Liga i2x, concurso de produtividade criado pela Bayer para

reconhecer e recompensar os produtores que atingem novos níveis de produtividade com a Plataforma Intacta2 Xtend®.

“A Plataforma Intacta2 Xtend®️ faz parte da estratégia da Bayer de entregar constantemente soluções inovadoras que trazem ganhos de produtividade, mas também tornam as lavouras mais sustentáveis, ajudando a otimizar o uso de recursos naturais e insumos”, afirma o gerente técnico de soja.

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Da Bayer, Matheus Palhano. Para a safra 2022/23, os produtores terão mais de 100 variedades de soja disponíveis para as principais regiões produtoras do Brasil, cerca de 20 delas com tecnologia Xtend®️ Refúgio.

“Os excelentes rendimentos obtidos com o Xtend®️ Refúgio nesta safra são a prova de como o investimento em pesquisa e desenvolvimento é fundamental para a agricultura. Por trás de cada biotecnologia há pelo menos 10 anos de pesquisa científica e é esse tipo de esforço que permite ao produtor obter melhores rendimentos mesmo em variedades não Bt”, destaca Palhano.

Ele também destaca que a área de refúgio serve para retardar o desenvolvimento de populações de insetos resistentes às proteínas da cultura Bt. Ou seja, essa gestão contribui diretamente para que os agricultores continuem usufruindo dos benefícios da tecnologia no longo prazo.

“É uma das boas práticas agronômicas que visam a sustentabilidade do sistema de produção e a proteção da lucratividade do agricultor, pois retarda a evolução da resistência dos insetos às proteínas expressas pelas culturas Bt. Ao adotar a área de refúgio, o produtor permite que insetos não resistentes sobrevivam, cruzem com resistentes e gerem descendentes que continuarão sensíveis à tecnologia”, reforça Palhano.

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Um dos primeiros aspectos que o produtor de soja deve considerar é a proporção da área de refúgio em relação ao total da safra. A prática consiste em plantar variedades convencionais ou apenas tolerantes a herbicidas em pelo menos 20% da área total plantada, respeitando a distância máxima de 800 metros entre áreas Bt e não Bt, diz Palhano.

“Isso é importante porque o cruzamento de insetos suscetíveis com os resistentes à tecnologia ajuda a manter baixa a frequência de pragas resistentes que se desenvolvem a todo momento. Consequentemente, ajuda a manter a biotecnologia em funcionamento no longo prazo”, diz o executivo.

Outro ponto de atenção está relacionado ao ciclo da cultura. O gerente técnico de soja da Bayer explica que o ideal é investir em cultivares com ciclo fechado, ou seja, semear soja Bt e não Bt ao mesmo tempo. A eficácia depende, sobretudo, do monitoramento adequado das áreas. Portanto, é importante promover um processo de manejo agrícola baseado nas necessidades e características de cada variedade de soja.

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O monitoramento da presença de lagartas deve ser feito pelo método tradicional, por meio do chamado pano de rebatida. Isso deve ser feito semanalmente em ambas as áreas. É essencial garantir que a cultivar esteja protegida, não apenas das lagartas mencionadas, mas também de outras pragas. Isso se aplica ao controle de plantas daninhas e ao uso racional de agrotóxicos.

Recomenda-se também não usar compostos biológicos de Bacillus thuringiensis (Bt) na área de refúgio, pois podem acelerar o processo de resistência da praga. Finalmente, a rotação de culturas e as medidas de Manejo Integrado de Pragas (MIP) devem fazer parte do planejamento de controle.

“Por meio de iniciativas de MIP, como monitoramento de pragas e manejo pontual com inseticidas, seguindo as recomendações da bula, aliados ao trabalho genético

desenvolvido para variedades de soja não Bt, é possível obter resultados muito positivos”, conclui Palhano.

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Por meio de informações e recomendações, a plataforma de agricultura digital Climate FieldView™ auxilia o produtor na tomada de diversas decisões sobre a propriedade, inclusive onde implantar a área de refúgio estruturada no campo. Com a tecnologia, fica mais fácil determinar a porcentagem de sementes utilizadas e a distância entre as parcelas Bt e não Bt que devem ser plantadas.

Por meio de imagens de satélite capturadas ao longo da safra, é possível acompanhar o desenvolvimento da cultura, tanto da soja Bt quanto da soja na área de refúgio.

Essa solução permite monitorar a incidência de pragas, avaliar se a população de plantas está adequada e, ao final do ciclo, calcular a produtividade linha a linha plantada. Assim, o produtor poderá entender o desempenho de cada variedade e de cada campo na lavoura.

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