Como a oferta restrita de animais afetou os preços da arroba do boi
Como a oferta restrita de animais afetou os preços da arroba do boi

A arroba do boi gordo encerrou o mês de março em alta, acumulando um aumento de cerca de 10% no período. De acordo com dados da Scot Consultoria, o preço médio da arroba do boi gordo em São Paulo, principal referência de mercado, ficou em torno de R$ 315 no final do mês. Esse valor representa uma valorização significativa em relação ao início do mês, quando a arroba era negociada a cerca de R$ 287.

O principal fator que contribuiu para esse aumento foi a retomada das exportações de carne bovina para a China. Em novembro do ano passado, a China suspendeu as importações de carne bovina brasileira devido à confirmação de um caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), popularmente conhecida como “mal da vaca louca“. A suspensão durou cerca de cinco meses e foi levantada em março deste ano, após negociações entre as autoridades sanitárias dos dois países.

Com a retomada das exportações para a China, o mercado interno ficou mais aquecido, já que parte da produção de carne bovina passou a ser destinada ao mercado externo. Além disso, o aumento da demanda externa também contribuiu para a elevação dos preços.

Outro fator que influenciou a alta dos preços foi a redução na oferta de animais prontos para abate. Isso ocorreu devido à diminuição do ritmo de engorda dos bovinos, que foi afetado pelas chuvas intensas em algumas regiões do país. Com isso, a oferta de animais para abate diminuiu, o que contribuiu para o aumento dos preços.

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De acordo com especialistas do setor, a tendência é que os preços da arroba do boi gordo continuem em alta no curto prazo, uma vez que a oferta de animais para abate ainda está restrita. No entanto, é importante destacar que a volatilidade do mercado é uma característica intrínseca ao setor pecuário, e que os preços podem sofrer oscilações devido a diversos fatores, como clima, oferta e demanda, e variações cambiais.

Em resumo, a retomada das exportações de carne bovina para a China e a redução da oferta de animais prontos para abate foram os principais fatores que impulsionaram a alta da arroba do boi gordo em março. No entanto, é importante que os produtores fiquem atentos às oscilações do mercado, de forma a adotar as estratégias mais adequadas para garantir a rentabilidade do negócio.

Arroba do boi sobe 10% em março e volta ao nível anterior ao embargo chinês

O mês de março foi marcado por uma forte recuperação dos preços do boi gordo no mercado brasileiro, após a queda registrada em fevereiro, quando a China suspendeu temporariamente as importações de carne bovina do país por causa de um caso atípico de encefalopatia espongiforme bovina (EEB), conhecida como mal da vaca louca.

Segundo o indicador CEPEA/B3, que mede o preço médio da arroba do boi gordo à vista no estado de São Paulo, o valor subiu 10,2% em março, fechando o mês em R$ 295,20. Esse foi o maior nível desde meados de fevereiro, antes do anúncio do embargo chinês, que derrubou a cotação para R$ 267,50 no dia 23 daquele mês.

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A retomada das exportações para a China no dia 23 de março foi um dos principais fatores que impulsionaram a alta dos preços internos, já que o país asiático é o maior comprador de carne bovina brasileira e tem uma demanda crescente pelo produto. Além disso, a oferta restrita de animais prontos para o abate e as boas condições das pastagens favoreceram a retenção dos pecuaristas, que esperam melhores momentos para negociar.

O cenário de alta nos preços do boi gordo também foi observado em outras regiões do país, como Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais, onde os valores superaram os R$ 300 por arroba em alguns casos. A expectativa é que a demanda externa continue aquecida nos próximos meses, especialmente com a proximidade do Ramadã, período de maior consumo de carne pelos países muçulmanos.

No mercado futuro, os contratos do boi gordo na B3 também registraram valorização em março, refletindo as perspectivas positivas para o setor. O contrato para maio/2023 encerrou o mês em R$ 301,80 por arroba, com alta de 9% em relação ao fechamento de fevereiro. Já o contrato para outubro/2023 atingiu R$ 323 por arroba no último dia do mês, com avanço de 8%.

O desempenho favorável do mercado do boi gordo contrasta com a situação dos frigoríficos, que enfrentam dificuldades para repassar os custos elevados da matéria-prima para os consumidores finais. A inflação dos alimentos e a redução do poder de compra da população brasileira afetam a demanda interna por carne bovina, que tem perdido espaço para proteínas mais baratas, como frango e ovos.

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Diante desse quadro, a margem de lucro dos frigoríficos tem se reduzido e muitos têm optado por diminuir o ritmo de abate ou até mesmo paralisar as atividades temporariamente. Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o volume de abate de bovinos no Brasil caiu 9% em 2022 na comparação com 2021.

Para os próximos meses, o desafio para o setor será equilibrar a oferta e a demanda de carne bovina no mercado interno e externo, buscando manter a rentabilidade dos agentes envolvidos na cadeia produtiva. A evolução da pandemia da Covid-19 e seus impactos na economia também serão fatores determinantes para o comportamento dos preços do boi gordo.



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