O desafio da degradação de pastagens no Brasil: Como identificar e resolver?

O Brasil conta com o maior rebanho do mundo, com 224,6 milhões de bovinos, porém, 52% das áreas de pastagens apresentam níveis de degradação. Isso impacta diretamente na produtividade e rentabilidade dos pecuaristas, além de causar desvalorização das propriedades.

Os sinais de um pasto degradado e a importância da recuperação

Identificar as áreas de pastagens degradadas é crucial para os pecuaristas, pois, além da competição com plantas daninhas, a perda de nutrientes do solo pode afetar a produção de forrageiras essenciais para o gado. A recuperação do pasto é fundamental para aumentar a produtividade e garantir uma pecuária sustentável no país.

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Desenvolvimento

A identificação de um pasto degradado é fundamental para qualquer pecuarista que deseja manter a produtividade de seu rebanho. Quando o solo perde sua capacidade de produzir forrageiras, devido a fatores como infestação de plantas daninhas ou deterioração do solo, é essencial agir para evitar prejuízos. Apenas 21% das áreas de pastagens no Brasil são verdadeiramente produtivas, o que destaca a urgência de investir na recuperação dessas áreas.

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Para recuperar uma área degradada, é necessário inicialmente realizar uma análise técnica detalhada, identificando as plantas daninhas presentes e seus níveis de infestação. Com essas informações em mãos, o produtor pode escolher o herbicida adequado e definir o método de aplicação mais eficaz. O controle das plantas invasoras estimula a recuperação das forrageiras, garantindo uma melhor produção de alimento para o gado.

Manejo adequado como prevenção

Além do controle das plantas daninhas, é fundamental adotar práticas de manejo adequadas para prevenir a degradação das pastagens. A correta administração do pasto, o estabelecimento de um bom estande de capim, a definição do período de descanso e a gestão dos recursos naturais são essenciais para garantir a saúde das áreas de pastagem e a produtividade do rebanho. O manejo preventivo é uma estratégia eficaz para evitar a propagação de plantas daninhas e manter a sustentabilidade da pecuária.

Identificação das principais plantas daninhas

No Brasil, as pastagens estão sujeitas a uma variedade de plantas daninhas, que podem impactar diretamente na produtividade e qualidade do pasto. Estas invasoras são mais comuns em determinadas regiões do país, devido às características climáticas e dos biomas. Identificar as espécies presentes nas pastagens é crucial para traçar estratégias de controle e recuperação das áreas degradadas.

Impacto das invasoras na produtividade

As plantas daninhas têm o potencial de reduzir a produtividade das pastagens e afetar a qualidade nutricional do alimento disponível para o gado. Além disso, a presença dessas invasoras pode depreciar o valor da terra e comprometer a rentabilidade do pecuarista. O uso adequado de herbicidas aliado à correção do solo e adubação são medidas essenciais para controlar as plantas daninhas e manter a produtividade das pastagens em níveis satisfatórios.

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Conclusão: Como melhorar a produtividade das pastagens e garantir a sustentabilidade pecuária

A recuperação de áreas de pastagens degradadas é fundamental para aumentar a produtividade do rebanho bovino, melhorar a rentabilidade do pecuarista e garantir a sustentabilidade da atividade pecuária. A identificação e controle das plantas daninhas são passos essenciais nesse processo, pois essas invasoras competem com as forrageiras, prejudicando a alimentação do gado e causando degradação do solo.

Além disso, o correto manejo das pastagens, a escolha adequada de herbicidas e a análise do solo são práticas essenciais para garantir a recuperação e o desenvolvimento das áreas de pastagens. Ao implementar boas práticas de manejo e investir na correção do solo, os pecuaristas podem obter maior produtividade, valor nutricional e rentabilidade por hectare.

Portanto, ao adotar estratégias de controle de plantas daninhas, correção do solo, adubação e manejo sustentável, os pecuaristas podem não apenas recuperar áreas degradadas, mas também aumentar a produção de carne e leite de forma sustentável e lucrativa. A pecuária sustentável é o caminho para garantir o sucesso a longo prazo no setor pecuário, beneficiando tanto os produtores quanto o meio ambiente.

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Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo

Como recuperar uma área de pastagem degradada?

Para recuperar uma área de pastagem degradada, é fundamental realizar uma análise técnica para identificar as plantas daninhas presentes e seus níveis de infestação. Com base nesse diagnóstico, é possível escolher o herbicida adequado e definir o método de aplicação, como via foliar, basal ou toco. Além disso, é importante implementar práticas de manejo preventivas, como estabelecer adequadamente o estande de capim, respeitar o período de descanso do pasto e controlar insetos e doenças. Essas medidas contribuem para estimular a recuperação das forrageiras e aumentar a produtividade da área.

Quais são as principais plantas daninhas presentes nas pastagens brasileiras?

No Brasil, as plantas daninhas nas pastagens podem variar de acordo com os biomas e climas regionais. Em geral, as daninhas nas pastagens brasileiras são classificadas em plantas de folhas largas e estreitas, sendo a maioria perenes. Algumas das plantas daninhas mais comuns incluem a Velame no Norte e Nordeste, e o lacre-roxo no Centro-Oeste, que podem impactar na produtividade e qualidade do pasto. Por isso, a análise técnica de um especialista é essencial para identificar as espécies e definir estratégias de controle e recuperação.

Qual é a importância dos herbicidas na melhoria da pastagem degradada?

No processo de recuperação da pastagem degradada, os herbicidas desempenham um papel fundamental no controle das plantas daninhas. Os herbicidas contribuem para eliminar as invasoras, permitindo que as forrageiras se desenvolvam e aumentem a produção de forragem. Além disso, o uso adequado de herbicidas aliado à análise do solo e adubação pode maximizar o potencial produtivo da pastagem, garantindo maior rentabilidade ao pecuarista e valor nutricional para o rebanho.

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Como identificar um pasto degradado?

Um pasto degradado é caracterizado pela perda ou diminuição da capacidade do solo em produzir forragens para alimentação do rebanho. Isso pode ocorrer devido à presença de plantas daninhas que competem com as forrageiras, dificultando a alimentação do gado, ou pela deterioração do solo, que pode levar à erosão e perda de nutrientes. Sintomas de pasto degradado incluem diminuição na produtividade do gado, perda de peso e redução na produção de leite.

Por que é importante investir na recuperação das áreas de pastagem degradadas?

Investir na recuperação das áreas de pastagem degradadas é essencial para aumentar a produtividade do rebanho e a rentabilidade da atividade pecuária. Pastagens recuperadas são mais produtivas e sustentáveis, permitindo que o pecuarista aumente a produção de carne e leite sem a necessidade de abrir novas áreas. Além disso, áreas de pastagem em bom estado de conservação valorizam o patrimônio do produtor e garantem uma pecuária mais lucrativa e sustentável a longo prazo.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo

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*Por Lucas Maraia

Foto: Divulgação

O Brasil conta com o maior rebanho do mundo, com 224,6 milhões de bovinos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em dados de 2022 – há mais bovinos do que pessoas no Brasil, já que, segundo o último Censo, também do IBGE, a população é de 203,1 milhões.

Para a alimentação dos animais, o país tem aproximadamente 160 milhões de hectares de áreas de pastagens, mas 52% apresentam algum nível de degradação – cerca de 89 milhões de hectares, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Para um pasto produtivo, os pecuaristas devem investir na recuperação das áreas, já que, sendo mais produtivas, aumentam a rentabilidade.

Além do fator produtividade do rebanho, o pecuarista que tem uma área com grandes infestações de daninhas sofre ainda com a desvalorização do patrimônio. Fazendas com pastagens infestadas podem valer menos da metade das com pasto limpo. Por isso, é essencial que o produtor saiba evitar a propagação dessas plantas, fazendo o controle e não deixando atingir a degradação.

Como identificar um pasto degradado?

Uma área de pastagem degradada é quando o solo vai perdendo ou já perdeu a sua capacidade de produzir as forrageiras para a alimentação do rebanho. Isso acontece por dois fatores: o primeiro, é por causa das plantas daninhas, que passam a competir com as forrageiras, dificultando a alimentação do gado.

Já o segundo pode estar relacionado à deterioração do solo, que sem a forrageira, pode ter erosão e a perda de nutrientes. Muitos pecuaristas percebem essa degradação quando não conseguem criar a mesma quantidade de animais em um mesmo terreno ou quando o gado perde peso ou para de produzir leite.

Hoje, estimamos que apenas 21% das áreas de pastagens são realmente produtivas. Convertendo e recuperando o pasto, o pecuarista poderá aumentar a sua produção de carne e/ou leite, sem a necessidade de abrir novas áreas, promovendo uma pecuária sustentável.

Como recuperar a área degradada?

É importante ressaltar que antes de tudo é necessária uma análise técnica realizada por um profissional para efetuar um levantamento, identificando quais são as plantas daninhas presentes, seus níveis de infestações, entre outros atributos. Com o diagnóstico, é o momento de partir para a tomada de decisão sobre a escolha do herbicida e qual será o método de aplicação: via foliar, basal ou toco.

O controle das invasoras também possibilita à planta forrageira um estímulo de recuperação e perfilhamento, entendendo que não há outra planta daninha competindo com espaço, luz, nutriente e água. Dessa maneira, começa a busca pela estabilidade na produção de forragem.

O manejo das daninhas não deve acontecer só quando elas forem identificadas no pasto. É fundamental adequá-lo como uma alternativa preventiva. Inserir no dia a dia da propriedade o método cultural, que consiste em manejar corretamente o pasto, estabelecer adequadamente o estande de capim e a uniformidade da pastagem; aderir ao período de descanso do pasto levando em consideração a altura (entrada e saída dos animais) de cada espécie; conciliar cada espécie de forrageira com ajuste da taxa de lotação à capacidade de suporte da pastagem; manejo e recomendação correta no controle de insetos e doenças, é um fator super importante na recuperação e desenvolvimento da forrageira a reposição nutricional.

Quais são as plantas daninhas mais presentes nas pastagens brasileiras?

Em um país de tamanho continental como o Brasil, dividido por biomas – Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal – os tipos de plantas daninhas também são variados. Além disso, os diferentes climas do país tropical também interferem diretamente nas espécies de invasoras que se desenvolvem em determinadas regiões.

De maneira geral, as daninhas são classificadas em plantas de folhas largas (herbáceas, subarbustivas, arbustivas ou arbóreas) ou estreitas (gramíneas). As principais invasoras que ocorrem nas pastagens no Brasil, de um modo geral, são constituídas por plantas dicotiledôneas herbáceas, semiarbustivas e arbustivas.

A grande maioria são plantas perenes que possuem estruturas de reprodução vegetativa, e rebrotam com o corte mecânico. Algumas gramíneas, também não desejadas no ecossistema das pastagens, apresentam problemas na produtividade.

Fazendo um recorte das principais plantas daninhas por regiões, podemos destacar duas que tiram o sono do pecuarista. No Norte e Nordeste, a Velame (Croton heliotropiifolius), tem maior incidência. Tem preferência por regiões de solo arenoso e é capaz de resistir a longos períodos de secas. Seu ciclo é rápido e anual, entre 90 e 100 dias, e é capaz de florescer ao longo de todo o ano, dificultando o seu controle, principalmente por meio da capina, caso seja feita após a liberação das sementes. É uma planta de crescimento ereto e apresenta diversos ramos durante seu desenvolvimento.

Já no Centro-Oeste, como Mato Grosso, a lacre-roxo (Vismia sp) é encontrada com facilidade e um dos indicativos para áreas degradadas, visto que tem bom desenvolvimento em áreas com baixa fertilidade (poucos nutrientes). De porte arbustivo, apresenta um caule lenhoso com secreção alaranjada. Suas folhas são ovais e alongadas, de coloração verde na região superior e amarelada na face inferior.

No geral, há uma grande variedade de plantas daninhas que encontramos nas pastagens brasileiras, tudo por conta das nossas dimensões, biomas e clima. Todas elas, de alguma forma, podem impactar na produtividade e qualidade do pasto. Por isso, é de extrema importância a análise técnica de um especialista para a identificação da espécie e definições de manejo e ações de controle e recuperação de áreas.

Herbicidas aliados à condição do solo

No processo de recuperação da pastagem degradada, o herbicida é fundamental, mas seu protagonismo está aliado a outros personagens: o solo e adubação. Cada forrageira tem suas exigências nutricionais, adaptabilidade ambiental, rusticidade, entre outros fatores ideais para extrair ao máximo o potencial produtivo. Dessa maneira, a escolha correta de manejo reflete o futuro produtivo e vida útil do pasto. Entre eles, a correção das características do solo e sua adubação têm importância singular.

A melhor forma de obter retorno na correção das características químicas do solo e de adubação, além de evitar custos desnecessários, é investir na análise de solo, método que especifica quais nutrientes existem e sua quantidade. Esse investimento irá garantir o melhor manejo dos insumos, consequentemente melhor aproveitamento dos nutrientes necessários à produção exigida pela forrageira e aumento da produtividade nas áreas de pastejo.

Uma planta invasora pode impactar a rentabilidade do pecuarista de diversas formas: da queda de produção e rentabilidade até a desvalorização da sua terra, que é o seu bem e fonte de renda. Por isso, o controle das plantas daninhas com herbicidas é essencial em todo o ano. Ele trará maior qualidade ao pasto e consequentemente, maior valor nutricional para o rebanho, permitindo maior ganho de peso e @ por hectare.

Outro ponto é que o manejo de pastagens está mudando. É hora de olhar a criação de gado como um negócio de lucro por hectare. Para isso, maximizar a produtividade das pastagens é o melhor começo. Implementação de boas práticas de manejo adequadas a produção da forrageira, análise de solo e gerenciamento de plantas daninhas podem beneficiar diretamente os resultados financeiros dos pecuaristas. Cultivar mais forragem e aumentar a utilização de pastagens são grandes passos para tornar a pecuária um negócio de maior lucro por hectare.

* Agrônomo de campo da Linha Pastagem da Corteva Agriscience

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