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Confinar a pasto é o melhor negócio?

Você Acha Que Confinamento A Pasto É O Melhor Negócio? Hoje O ...

Em primeiro lugar

você acha que confinamento a pasto é o melhor negócio?

Dar ração para o boi no pasto pode ser um grande negócio, desde que algumas práticas de manejo sejam aplicadas corretamente.

Confinar A Pasto É O Melhor Negócio?

Confinar ou não confinar? Como controlar os custos? Qual modelo escolher?

Essas e outras dúvidas podem tirar o sono do produtor rural.

Mas como saber o que vale a pena na hora de terminar o boi?

A resposta para saber o que é mais viável na sua propriedade é sempre a mesma: fazer conta.

Para entender a rentabilidade do negócio é importante que o pecuarista tenha o controle de todos os custos envolvidos na produção.

Os custos com mão de obra na fazenda, concentrado, insumos, instalações, combustível, entre outros.

Esses e outros componentes fazem parte dos cálculos que determinam a análise financeira do negócio.

Mas antes de decidir pelo sistema de confinamento a pasto, o pecuarista deve considerar dois fatos importantes:

O pasto em período de seca contribui muito pouco na composição nutricional do gado

Basicamente, ele é responsável por estimular a mastigação, a salivação e manter o PH ruminal equilibrado.

No confinamento, o que engorda o boi é o concentrado

Para ter acabamento de carcaça, ganho de peso vivo e ganho de peso na carcaça é fundamental uma dieta com alto valor energético.

Ou seja, para ter um ganho real no rendimento do peso animal é preciso oferecer uma dieta rica.

O pasto, principalmente em períodos de seca, tem baixo valor proteico e energético, o que impossibilita o acúmulo de gordura no animal.

Vantagens

Na escolha do sistema de semiconfinamento, o pecuarista percebe algumas vantagens na rentabilidade da fazenda. O ideal é que ele acompanhe os cálculos e tenha os números exatos dos ganhos no período.

Veja agora algumas vantagens do sistema:

Aumento da taxa de desfrute

Ou seja, a fazenda vai abater mais animais por ano, aumentando assim a rentabilidade em arroba por hectare.

Diminuição do consumo do gado da pastagem

Na oferta de concentrado ao gado, há um alívio na pressão do pastejo, o que representa um melhor equilíbrio da oferta de pasto por animal.

Em contrapartida, o animal aumenta o consumo de matéria seca, o que significa mais ganho de peso no animal.

Aumentar o número de animais por hectare na fazenda

Se o fazendeiro oferece o concentrado para o gado, é possível colocar dentro do mesmo espaço um maior número de animais.

Isso, além de diluir os custos de oportunidade da terra, permite que o produtor tenha receita durante todo o ano.

Por fim, a gestão da fazenda deve seguir as mesmas regras de qualquer empresa.

Todo investimento deve ser calculado conforme o retorno estimado.

Faça as contas, levante os custos e preveja os ganhos. E em suma? Tenha bons negócios!

Confinar ou engordar a pasto?

Confinar ou criar a pasto não é uma decisão fácil para qualquer pecuarista. Qualquer que seja a estratégia de terminação do animal, ela envolve investimento de tempo e financeiro e o retorno também irá depender de variáveis nem sempre controladas, como o preço da arroba, dos insumos e das recrias.

Essa dúvida é tão importante que separamos alguns tópicos neste post para ajudar você na decisão.

Informações que você vai ver no texto:

  • Dados do confinamento no Brasil
  • Tempo de abate
  • Alimentação
  • Infraestrutura

Um panorama sobre confinamento

De 2010 a 2018, os números de animais confinados  no Brasil tiveram um acréscimo de 61%. Isso representa um crescimento de quase 2 milhões de cabeças de gado.

Esse incremento demonstra o interesse dos pecuaristas no modelo de negócio. Além disso, é notório o nível de modernização das instalações nos últimos anos, o que também se reflete na produtividade do modelo.

Veja abaixo o gráfico que demonstra a evolução do número de bovinos confinados nos últimos anos no Brasil:

Engordar A Pasto

Outro fator importante na tomada de decisão do pecuarista para confinar ou não os animais é o valor da terra. Ou seja, é comum observar que em regiões/estados onde a terra tem um valor mais elevado, há um número maior de sistemas de confinamento.

O contrário também é válido: em regiões onde o valor da terra é mais barato, o pecuarista tende a optar pela engorda no pasto.

Engordar A Pasto

Fonte: AnualPec, 2016.

Tempo de abate

No momento de calcular os custos, o produtor precisa também considerar o tempo de acabamento do animal. Quanto maior for o tempo até o abate, maior também será o retorno financeiro sobre aquele lote.

O cálculo que o pecuarista precisa fazer é: o tempo x valor investido / valor de venda.

Com essa simples operação é possível determinar o quanto o animal custou durante o período de engorda, seja no pasto ou no sistema de confinamento.

Em média, o tempo de um animal criado no pasto é de 48 meses até o abate. Já no confinamento, o período até o abate é de 28 meses.

Alimentação

Além do tempo, outro fator importante na atividade pecuária são os custos que envolvem a alimentação.

Em média, o alimento do gado representa cerca de 70% dos custos de confinamento e esses custos estão diretamente ligados os valores de insumos agrícolas.

Para calcular corretamente todos os custos que envolvem a alimentação dos animais, deve-se considerar os valores de alguns itens como volumoso, concentrado, mão de obra e combustível.

Infraestrutura

A aquisição de equipamentos e a construção de estrutura impactam diretamente na tomada de decisão do produtor. O investimento inicial em infraestrutura exige um aporte financeiro significativo, seja na compra de tratores, cercas, cochos, barracão, bebedouros, entre outros.

Os custos implantação do modelo podem fazer com que muitos pecuaristas não se sintam preparados para a adoção dele.

Por isso, também é comum observar o modelo de semiconfinamento, que exige menos investimento para implantação, assim como o modelo de boitel, no qual o pecuarista engorda seu boi no confinamento de terceiro.

Depois de ponderar esses fatores, fica mais fácil decidir sobre o confinamento

Devido à oferta de pastagem e à extensão territorial, a criação a pasto no país ainda é a mais comum e, provavelmente, tal modelo de criação ainda será muito explorado nos próximos anos.

Mas também é verdade que o confinamento, ano a ano, ganha espaço e já representa uma fatia importante no volume de abate no Brasil.

Independente do modelo que o pecuarista adotar na sua fazenda, seja confinamento, semiconfinamento, ou a pasto, o importante é acompanhar os números para medir a efetividade do modelo.

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