Silagem contaminada mata rebanho prejuízo

Em áudio emocionado, um pecuarista conta que perdeu suas vacas leiteiras por conta da contaminação da silagem, provavelmente por causa de um tatu morto.

Você provavelmente já recebeu este vídeo através da mídia social, é uma visão comovente de várias vacas de aptidão leiteira mortas. No vídeo, é possível ouvir o áudio do motorista do trator dizendo que as vacas haviam morrido por intoxicação pelo consumo de silagem, e que o motivo da contaminação havia sido um animal silvestre, um tatu.

Isso nos lembra um caso semelhante, quem é da Pecuária vai lembrar, quando mais de mil cabeças de gado morreram em confinamento no Mato Grosso do Sul, também por intoxicação. O prejuízo foi em torno de mais de R$ 2 milhões, o confinamento está localizado no município de Ribas do Rio Pardo, a 120 km da capital Campo Grande. Neste caso, a suspeita de botulismo foi confirmada.

Ouça o áudio triste do rancheiro

Os cuidados com a silagem são essenciais para garantir a saúde dos animais que irão consumi-la. A análise da silagem também deve ser fornecida antes do consumo do animal.

Neste caso, o pecuarista perdeu todos os animais, deixando a perda milionária e uma dolorosa lição. Infelizmente, por mais absurda que possa parecer, a situação ainda é muito comum, principalmente em fazendas leiteiras, onde o maior aproveitamento de silagem ocorre nesta época do ano.

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Uma forma quase certa de ter perdas no silo é abri-lo com antecedência, ou seja, antes que o material ensilado esteja completamente fermentado e totalmente estabilizado. Além de perdas de material e consumo reduzido, silagens com fermentação incompleta tendem a apresentar valores de pH mais elevados e riscos de favorecer fermentações indesejáveis ​​e o surgimento de toxinas perigosas.

A avaliação feita no momento da abertura visa verificar como ocorreu o processo de fermentação da silagem. Baseia-se principalmente na aparência, odor e temperatura da silagem e é importante, pois identificará a necessidade de descartar parte da silagem ou não.

Confira o vídeo dos animais mortos.

Botulismo em bovinos: o que é e como prevenir?

É uma infecção por intoxicação alimentar, ou seja, o animal se infecta quando ingere alimentos ou água contaminados com a bactéria. Clostridium botulinumpresentes no ambiente em locais que apresentam condições favoráveis ​​para sua manutenção no estado dormente.

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As bactérias estão presentes em alimentos mal conservados, como silagens úmidas e fermentadas, e nos restos de carcaças de outros animais. Nesse caso, animais com deficiências minerais buscam fontes para suprir suas necessidades e acabam lambendo ossos que estão no pasto, por exemplo.

Botulismo: sintomas

Quando há infecção, o animal apresenta o que se chama de paralisia flácida e, posteriormente, paralisia dos membros, além da dificuldade de deglutição. Em seguida, há parada respiratória e morte.

Tratamento

“Quando (botulismo) está presente, com todos os sintomas, é difícil de tratar. Dependendo da quantidade de toxina ingerida, o quadro evolui mais rápido e é mais agudo. A paralisia respiratória logo ocorre e ele morre. Quando o animal ingeriu menos toxinas, ele tem que dar tratamento de suporte, principalmente para engolir porque não come nem bebe. É difícil economizar”, explica Silva.

Prevenção do botulismo bovino

Existem quatro pontos a serem seguidos para reduzir significativamente a chance de seu rebanho ser acometido pela doença. O veterinário Roulberg Silva recomenda:

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  • Conservação da água. “Às vezes, a água até parece limpa, mas há restos de carcaça que comprometem sua qualidade. Então você tem a degradação e aí você tem a bactéria, que vai se multiplicar”, detalha o veterinário.
  • Mineralização: um ponto importante é fornecer uma suplementação adequada para a categoria, reduzindo a necessidade do animal buscar minerais de outras fontes, como quaisquer ossos encontrados no pasto;
  • preservação de alimentos: silagem úmida de milho e rações fermentadas por mais tempo do que o necessário podem abrigar a bactéria;
  • Vacina🇧🇷 “É uma das formas de evitar que a toxina cause problemas porque as bactérias estão no ambiente e é difícil controlar em todos os aspectos sem ter uma vacina para parar infecções”, alertou Roulber. “Temos várias vacinas no calendário sanitário, algumas obrigatórias, como a febre aftosa e a brucelose em mulheres com idade entre três e oito meses. Mas alguns não obrigatórios são importantes. como a própria vacina contra o botulismo, algumas clostridioses, raiva, BVD, que é uma doença reprodutiva e causa imunossupressão”, exemplificou o gerente da Boehringer Saúde Animal.

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Fonte: Comprerural

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