Foram processadas 48,37 milhões de toneladas contra 46,42 milhões. No acumulado da safra 23/24, a moagem atingiu 258,25 milhões de toneladas, ante 234,56 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo 22/23 – avanço de 10,10%.

Em junho, dados do benchmarking agronômico do CTC apontam que o rendimento agrícola registra crescimento de 17% ante o mesmo mês do ano anterior – 88,3 ton/ha versus 75,5 ton/ha. A despeito do excelente resultado, há de se evidenciar a alta participação de canaviais mais jovens nesse indicador até o atual momento da safra. Em especial, a representatividade elevada de cana de 18 meses comparado ao histórico recente. Com o esvaziamento dessas áreas devido à colheita, e a sua subsequente queda na participação no indicador, é provável que os ganhos de produtividade sejam mais moderados nos meses que seguem.

Uma unidade deu início à safra 23/24 na primeira quinzena de julho. Atualmente, 260 unidades estão em operação no Centro-Sul, sendo 243 unidades com processamento de cana, sete empresas que fabricam etanol a partir do milho e nove usinas flex. No mesmo período, na safra 22/23, havia 258 unidades produtoras em atividade.

No que condiz à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na primeira quinzena de julho foi de 140,58 kg por tonelada de cana-de-açúcar, contra 142,99 kg por tonelada na safra 22/23 – variação negativa de 1,69%. No acumulado da safra, o indicador marca o valor de 130,60 kg de ATR por tonelada (+0,12%).

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Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar na primeira quinzena de julho totalizou 3,24 milhões de toneladas. Essa quantidade, quando comparada àquela registrada na safra 22/23 de 2,98 milhões de toneladas, representa aumento de 8,86%. No acumulado desde 1º de abril, a fabricação do adoçante totaliza 15,47 milhões de toneladas, contra 12,69 milhões de toneladas do ciclo anterior (+21,88%). Mais de 50% do ATR processado na quinzena foi destinado à fabricação de açúcar. Novamente, o valor toca a fronteira de produção possível do produto e a produção passa a ser limitada pela quantidade de sacarose presente no caldo, contabilizada pelo ATR.

Na primeira metade de julho, 2,26 bilhões de litros (+1,36%) de etanol foram fabricados pelas unidades do Centro-Sul. Do volume total produzido, o etanol hidratado alcançou 1,30 bilhão de litros (+1,15%), enquanto a produção de etanol anidro totalizou 964,41 milhões de litros (+1,64%). No acumulado desde o início do atual ciclo agrícola até 16 de julho, a fabricação do biocombustível total foi 11,95 bilhões de litros (+5,96%), sendo 6,83 bilhões de etanol hidratado (-3,91%) e 5,12 bilhões de anidro (+22,77%).

Do total de etanol obtido na primeira quinzena de julho, 12% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 268,41 milhões de litros neste ano, contra 172,49 milhões de litros no mesmo período do ciclo 22/23 – aumento de 55,61%. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 1,70 bilhão de litros – avanço de 50,14% na comparação com igual período do ano passado.

Vendas de etanol 

Na primeira quinzena de julho, as vendas de etanol totalizaram 1,15 bilhão de litros, o que representa uma variação negativa de 7,38% em relação ao mesmo período da safra 22/23. O volume comercializado de etanol anidro no período foi de 549 milhões de litros – um avanço de 16,57% – enquanto o etanol hidratado, em movimento retrativo, registrou venda de 595,46 milhões de litros – queda de 22,16%.

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Observando os movimentos ocorridos a fim de atender ao mercado doméstico, o volume de etanol hidratado interrompeu, o que parecia ser na última quinzena, uma recuperação. O volume comercializado de 561,04 milhões de litros ficou bastante aquém da saída registrada na safra 2022/2023, representando uma queda de 24,97%. Tal resultado é uma conjunção entre a queda no consumo de Ciclo Otto no mês de julho – sazonalmente mais baixo devido às férias escolares – e a maior aquisição das distribuidoras na segunda metade de junho, que garantiu certo conforto aos estoques das empresas.

Todavia, cabe destacar que os ganhos de competitividade recentes do biocombustível, observados nas pesquisas semanais de preços divulgadas pela ANP, não parecem estar surtindo efeito no consumo, por hora. Dados da última semana (16 a 22/07) indicam que 51% do mercado consumidor de combustível estão com uma paridade atrativa. Em SP, 92% dos municípios amostrados estão com paridade convidativa para o consumidor, cuja diferença média dos preços foi de R$ 1,80 entre gasolina e etanol.

Também se observa competividade para o biocombustível em 50%, 82% e 100% dos municípios de MG, GO e MT, respectivamente. Nessas unidades federativas, o etanol hidratado se encontrava a R$ 1,65, R$1,80 e R$ 2,10 mais barato do que a gasolina na semana passada. A evidência que se manifesta por meio dos dados indica que, nas condições atuais, a não preferência pelo etanol fará o consumidor incorrer em uma perda financeira ao optar pelo concorrente fóssil.

No que diz respeito ao etanol anidro, este segue na contramão do hidratado com as vendas se mantendo robustas desde o início do atual ciclo de colheita. A venda do aditivo atingiu a marca de 495,76 milhões de litros, o que representa um crescimento de 6,90%.

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No acumulado da safra 23/24, a comercialização de etanol soma 8,21 bilhões de litros, o que representa uma queda de 0,87%. O álcool hidratado compreende uma venda no volume de 4,54 bilhões de litros (-10,80%), enquanto o anidro de 3,67 bilhões (+14,94%).

Mercado de CBios

Dados da B3 registrados até o dia 21 de julho indicam a emissão de 17,79 milhões de CBios em 2023. Até a data supracitada, a parte obrigada do programa RenovaBio havia adquirido cerca de 51,92 milhões de créditos de descarbonização. Esse valor considera o estoque de passagem da parte obrigada em 2021 somada com os créditos adquiridos em 2022 e 2023, até o momento, estejam eles ativos ou aposentados. O horizonte temporal selecionado cobre as aquisições que compreenderão os créditos utilizados para atendimento das metas de 2022, cujo prazo havia sido postergado, e 2023.


Jornal do campo
A moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil ultrapassou os 48 milhões de toneladas, de acordo com dados recentes. Isso representa um aumento de 4,19% em relação ao mesmo período da safra anterior. Ao longo da safra atual, a moagem já atingiu a marca de 258,25 milhões de toneladas, um avanço de 10,10% em comparação com a safra anterior.

O aumento da produção de cana-de-açúcar é atribuído ao crescimento do rendimento agrícola, que registrou um aumento de 17% em junho. No entanto, é importante destacar que esse resultado foi impulsionado pelo alto número de canaviais mais jovens no indicador. À medida que a colheita avança, espera-se que a participação desses canaviais caia, levando a um crescimento mais moderado da produtividade nos próximos meses.

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Atualmente, há 260 unidades em operação no Centro-Sul, sendo a maioria dedicada ao processamento de cana-de-açúcar. Além disso, existem sete empresas que produzem etanol a partir do milho e nove usinas flex. Esse número representa um aumento em comparação com a safra anterior, quando havia 258 unidades em atividade.

No que diz respeito à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrou uma pequena queda de 1,69% na primeira quinzena de julho em comparação com a safra anterior. No entanto, no acumulado da safra, o indicador mostra um aumento de 0,12%.

Em relação à produção de açúcar e etanol, a primeira quinzena de julho registrou um aumento na produção de açúcar em 8,86% em comparação com a safra anterior. A produção acumulada desde o início da safra atual também apresentou um crescimento significativo de 21,88%. Quanto ao etanol, houve um aumento de 1,36% na produção na quinzena de julho, e no acumulado da safra, a produção total de etanol foi 5,96% maior do que na safra anterior.

Em relação às vendas de etanol, houve uma queda de 7,38% na primeira quinzena de julho em comparação com o mesmo período da safra anterior. Esse declínio foi impulsionado por uma redução nas vendas de etanol hidratado, enquanto as vendas de etanol anidro se mantiveram robustas desde o início da safra atual.

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No mercado de CBios, até o dia 21 de julho, foram emitidos 17,79 milhões de créditos de descarbonização em 2023. A parte obrigada do programa RenovaBio já adquiriu cerca de 51,92 milhões de créditos de descarbonização até o momento.

Em conclusão, a safra atual de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil está apresentando um bom desempenho, com um aumento na moagem e na produção de açúcar e etanol. Apesar da queda nas vendas de etanol hidratado, as vendas de etanol anidro continuam fortes. Além disso, o mercado de CBios está mostrando um crescimento significativo. A perspectiva é positiva para o setor sucroenergético no país.

Perguntas frequentes:

1. Qual foi o aumento na moagem de cana-de-açúcar na safra atual em comparação com a safra anterior?
– A moagem de cana-de-açúcar na safra atual aumentou 4,19% em relação à safra anterior.

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2. O que impulsionou o crescimento do rendimento agrícola?
– O crescimento do rendimento agrícola foi impulsionado pelo alto número de canaviais mais jovens no indicador.

3. Quantas unidades estão em operação no Centro-Sul?
– Atualmente, há 260 unidades em operação no Centro-Sul.

4. Qual foi a variação no nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) na primeira quinzena de julho?
– O nível de ATR apresentou uma variação negativa de 1,69% na primeira quinzena de julho.

5. Como estão as vendas de etanol na safra atual?
– As vendas de etanol apresentaram uma queda de 7,38% na primeira quinzena de julho em comparação com a safra anterior.

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Fonte
**Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo**

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