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CHINA VAI FAZER ARROBA DISPARAR, O TIGRE ESTARA FAMINTO, SERÁ?

Com os mercados, interno e externo, seguindo caminhos distintos neste momento, o pecuarista precisa estar atento a oferta de animais na praça.

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Entenda!

Uma coisa é fato neste mês de fevereiro:

“O mercado externo ainda é um grande mercado para os frigoríficos e, com isso, para o sustento dos preços da arroba em patamares elevados”.

Pois bem, nesta última semana o cenário teve os mercados, interno e externo, seguindo caminhos distintos e, por isso, o pecuarista precisa estar atento a oferta de animais na praça.

Entenda!

Segundo os dados divulgados pela Secex, no front externo, as vendas brasileiras de carne bovina in natura começaram fevereiro em ritmo elevado. 

A China dita o fluxo de embarque do mercado e os frigoríficos seguem operando para atender o avanço dessa demanda. Esse mercado ainda é o maior destino da carne brasileira, apesar do aumento dos EUA e Egito.

“Tigre” faminto na China vai fazer arroba disparar

O Ano Novo Lunar da China sempre é marcado por significados, cada ano é associado em algum animal do horóscopo chinês.

NOTA
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Portanto, este ano de 2022 o animal vinculado é o tigre. Além disso, 2022 é o ano 4720 no calendário chinês. O ano do tigre se iniciou em 01 de Fevereiro de 2022.

Quando o assunto é Boi China, ou seja, o animal até 30 meses de idade e até quatro dentes, a indústria garante melhores preços e disputa para garantir que a matéria-prima chegue para preencher as escalas de abate e, dessa forma, possam cumprir os contratos de venda.

Como essas indústrias operam no mercado em dólar, a grande competitividade da carne brasileira favorece a demanda externa e, além disso, garantem melhores margens para que essas ofertem ágios de até R$ 30,00/@ em alguns casos, conforme visto nesta segunda semana de fevereiro.

Boiadas cujo destino é a exportação os preços seguem firmes e disputados a R$ 350,00/@, conforme divulgado pelo app da Agrobrazil.

Os pecuaristas de Araçatuba, no estado paulista, informaram negociações de R$ 350,00/@ com pagamento a prazo de 2 dias e o abate programado para o dia 22 de fevereiro.

Esse cenário mostra que o “Tigre” faminto na China vai fazer arroba disparar, será?

Ao que tudo indica, SIM. A retomada da China as compras e o término das festividades do Ano Novo Lunar, no dia 10, devem impulsionar ainda mais a demanda pela carne brasileira.

Aliado a baixa oferta de animais, devemos observar uma nova alta para os preços da arroba ao longo deste mês.

Exportações aquecidas afirmam alta demanda As exportações somaram 39,6 mil toneladas nos quatro primeiros dias úteis de fevereiro, que resultou numa média diária de embarque de 9,91 mil toneladas da proteína, um aumento de 75% quando comparado com a média de fevereiro/21, e uma elevação de 48% frente ao ritmo de embarques de janeiro/22.

Caso esse ritmo de exportação persista

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Fevereiro deve registrar volume maior que janeiro passado, mesmo com menos dias úteis, observam os analistas.

Na primeira semana deste mês, o preço médio mensal da carne bovina embarcada ficou em US$ 5,45 mil/tonelada, uma valorização de 5,3% ante a média de janeiro/22.

Diferencial de base e prejuízo para os pecuaristas Os preços do boi gordo seguiram estáveis nas praças paulistas cotados a média de R$ 345,48/@, conforme os dados informados na Agrobrazil.

Esse cenário, aliado a queda nas exportações, fez com que o diferencial de base aumentasse em importantes praças pecuárias.

Segundo os relatos

Em Rondônia, a situação tem preocupado os pecuaristas. Como é possível observar na tabela abaixo, o boi gordo é precificado a vale R$ 61,14/@ à menos do que a referência paulista.

O único estado que tem uma arroba próxima da referência é o estado mineiro, que segue com valores acima de R$ 335,00/@

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Abates em queda Nesta semana, o IBGE divulgou a sua pesquisa trimestral de abate de animais, que apontou uma forte retração no número de bovinos levados ao gancho em 2021.

De acordo com os dados, as indústrias frigoríficas brasileiras abateram 27,39 milhões de bovinos no ano passado, uma queda de 8,4% frente ao resultado de 2020.

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