
Forrageiras possuem um valor nutritivo que se mantém por muito tempo, são ricas em cálcio, fósforo sendo uma boa fonte de alimento para seus bovinos, porém, não deve ser a única, assim afirma o professor Antonio Vander, do Curso CPT de Seleção de forrageiras.
Aprenda quais as forrageiras mais usadas para fornecer para sua criação
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Entre centenas de espécies existentes, cada uma delas apresenta uma combinação diferente de características que proporciona maior ou menor adaptação aos fatores ambientais de cada local. O pecuarista que formará uma pastagem precisa não apenas saber identificar as plantas, mas também conhecer as características de cada forrageira no que se refere à sua adaptação ambiental, ou seja, se é viável para a região onde está situada a propriedade e para o tipo de manejo que será utilizado.
As densidades de semeadura recomendadas neste capítulo são para a formação de pastagem contendo uma única espécie. Quando em consorciação poderá ser utilizada uma quantidade menor de sementes de cada espécie por hectare (redução de aproximadamente 30%). Por outro lado, deve-se ter um cuidado especial com as sementes forrageiras, pois nem sempre são de boa qualidade. A quantidade de semente usada tem que ser corrigida de acordo com o poder germinativo, ou seja, o percentual das sementes que realmente germinará.
Para todas as espécies, é importante o controle de formigas, que podem prejudicar muito o desenvolvimento inicial das plantas. Também durante o período inicial, deve ser feito o controle das chamadas invasoras, ou plantas daninhas. Outro cuidado, principalmente quando o plantio é feito por mudas, é de que haja umidade suficiente no solo.
Para nosso estudo, dividiremos as forrageiras em quatro grandes grupos:
1. Gramíneas tropicais
A maioria das gramíneas forrageiras cultivadas, no Brasil, é composta por espécies de origem africana, tais como Brachiaria, Panicum, Pennisetum, Andropogon, Setaria, Cynodon e Cenchrus, portanto adaptadas às condições tropicais.
Algumas espécies introduzidas desde a época do descobrimento do Brasil e por apresentarem excelente adaptação às condições ambientais brasileiras têm sido consideradas “espécies naturalizadas”, como o capim-gordura (Melinis minutiflora) e o capim jaraguá (Hyparrhenia rufa). Representam o principal grupo de forrageiras cultivadas no Brasil.
2. Gramíneas subtropicais
Dentre as gramíneas subtropicais, merecem atenção um grupo específico do gênero Cynodon, cujas principais espécies e cultivares são Cynodon dactylon e Cynodon nlemfuensis
3. Forrageiras de inverno
Neste grupo, serão consideradas apenas as forrageiras de inverno, assim conhecidas porque são cultivadas, no Brasil, especialmente no inverno, quando apresentam melhor desenvolvimento. As espécies forrageiras mais recomendadas para cultivo de inverno são: Azevém anual (Lolium multiflorum) – Comum, LE 284 e Eclipse; Aveia preta (Avena strigosa) – Comum, IAPAR 61-Ibiporã e UPFA 21-Moreninha.
4. Leguminosas
Este grupo de plantas forrageiras adiciona qualidade nutricional às pastagens, quando em consórcio, aumentando o teor de proteína. Dentre as espécies e cultivares mais usadas, podem ser destacadas: Estilosantes (principais espécies – Stylosanthes gayanus, S. capitata e S. macrocephala) — Pioneiro, Campo Grande e Mineirão; Amendoim forrageiro (Arachis pintoi) – Belmonte, Amarillo; Leucena (Leucaena leucocephala) – Cunningham, Peru.
As gramíneas são classificadas em duas categorias quanto à sua adaptação ambiental e eficiência fotossintética (potencial de produção): espécies temperadas e tropicais. Normalmente, as espécies forrageiras temperadas, a exemplo do azevém e aveia, apresentam melhor qualidade, definida em termos de digestibilidade, consumo e teor de proteína.
Por outro lado, as gramíneas tropicais, como as Brachiaria e Panicum, apresentam maior eficiência fotossintética, sendo, portanto, mais produtivas em termos de matéria seca.
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