Preocupação com oferta e diferenciais altos: Estoques certificados de…

Preocupação com oferta e diferenciais altos: Estoques certificados de…

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Assim como aconteceu com o arábica, o café certificado ICE torna-se mais viável para o mercado neste momento

Após um período de suporte à queda na produção de café arábica, agora a produção mundial de café conilon é o que preocupa o mercado cafeeiro.

Com a queda da produção na Ásia, os preços continuam subindo e os estoques certificados na Bolsa de Londres já começam a registrar quedas significativas – a exemplo do que aconteceu com os certificados em Nova York para o arábica.

Dados do ICE mostram que entre terça e quarta-feira foram registradas 95 mil sacas de café conilon certificado. Agora o volume está em 1.231.500 sacas.

“Isso segue nossa análise de que o café brasileiro já se tornou mais atrativo internacionalmente e pode começar a ter um aumento nas exportações e também na certificação do café, embora essa certificação possa ser limitada em relação ao que vimos no ano passado, devido à demanda interna que permanece firme para o conilon”, diz o especialista.

Os números mostram que o cenário começou a mudar em maio. No último mês, o café vietnamita foi negociado a US$ 80 a tonelada acima do câmbio, enquanto a Indonésia ganhou mais de US$ 150 a tonelada. Nesse mesmo período, o café do Brasil foi negociado pelo menos US$ 130 a tonelada abaixo da Bolsa de Londres.

Em junho, essa diferença tornou-se ainda mais significativa, apesar da leve recuperação dos spreads. O café do Vietnã está sendo negociado US$ 300 acima de Londres, o da Indonésia acima de US$ 250 a tonelada e o Brasil segue mais de US$ 100 abaixo.

ações

Quebra na produção asiática

Segundo a análise de Leonardo Rossetti, a queda nos estoques já é uma resposta aos diferenciais de café na Ásia que estão altos há algumas semanas, o que torna o estoque certificado uma alternativa mais viável e barata para o mercado.

Para o USDA, o Vietnã pode ter um aumento de 5% na produção no ciclo 22/23, com 31 milhões de sacas, considerando as boas condições climáticas observadas até agora. A colheita no Vietnã começa em novembro.

Ainda assim, a queda na Indonésia será significativa, com o USDA estimando a produção 23/24 em 9,7 milhões de sacas. O ciclo anterior foi de 11,28 milhões de sacas.

Brasil pode voltar ao jogo internacional, mas produtora ainda tem pouca participação no mercado

Segundo análise da StoneX Brasil, os preços atuais podem refletir nas exportações do Brasil. Nos últimos dois anos, o mercado registrou queda nos embarques, com a indústria nacional demandando mais conilon por conta da queda do arábica.



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