ESTADO DO CONTEÚDO
O Banco Mundial espera que os preços globais das commodities caiam 21% este ano em relação a 2022. Se confirmado, este será o ritmo mais acelerado desde o início da pandemia de covid-19.
O cenário prejudica as perspectivas de crescimento de quase dois terços das economias em desenvolvimento que dependem da exportação de commodities, diz o Banco Mundial, em relatório divulgado na quinta-feira.
Apesar da queda projetada, os preços dos principais grupos de commodities permanecerão bem acima das médias de 2015-2019, destacou.
Os preços dos alimentos devem cair 8%, mas permanecem no segundo nível mais alto desde 1975 – o que significa pouco alívio para os 350 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar no mundo, diz o Banco Mundial.
“Os governos devem evitar restrições comerciais e proteger seus cidadãos mais pobres usando programas direcionados de apoio à renda em vez de controle de preços”argumenta Indermit Gill, Economista-Chefe e Vice-Presidente Sênior de Desenvolvimento Econômico do Banco Mundial.
A entidade projeta uma queda de 26% no preço da energia. Espera-se que o petróleo Brent custe em média US$ 84 o barril este ano, 16% a menos que a média de 2022.
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Os preços do gás natural na Europa e nos EUA devem cair pela metade entre 2022 e 2023, e os preços do carvão devem cair 42% este ano. Os preços dos fertilizantes devem cair 37% este ano, o que seria a maior queda anual desde 1974.
“A queda nos preços das commodities no ano passado ajudou a reduzir a inflação global. No entanto, os banqueiros centrais precisam permanecer vigilantes, pois uma ampla gama de fatores pode elevar os preços e reacender as pressões inflacionárias”.alertou o vice-economista-chefe e diretor do Grupo de Perspectivas do Banco Mundial, Ayhan Kose.
Esses fatores incluem suprimentos de petróleo mais fracos do que o esperado, uma recuperação mais intensiva em commodities na China, tensões geopolíticas intensificadas ou condições climáticas desfavoráveis.
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