Impacto do Crescimento do PIB na Amazônia

Neste artigo, vamos analisar o impacto do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) na Amazônia, considerando o crescimento de 2,9% anunciado pelo IBGE. Vamos entender como esse crescimento afeta setores como indústria e agropecuária na região e os desdobramentos sociais, econômicos e ambientais decorrentes dessa evolução.

Repercussão nos Setores Agro e Indústria

Com o crescimento de 2,9% do PIB, a agropecuária, serviços e indústria se destacaram, sendo responsáveis por impulsionar essa evolução econômica. A indústria, em especial, tem impacto significativo na Zona Franca de Manaus, modelo econômico crucial para o Amazonas. Necessidades de aprimoramento e investimentos produtivos são apontados como caminhos para potencializar os benefícios desse crescimento.

Contribuição do Agronegócio na Região Norte

O setor agropecuário foi um dos pilares do crescimento do PIB, com expressivo destaque para a produção de soja e milho. O aumento da produção agropecuária gerou ganhos de produtividade, influenciando de forma positiva os índices econômicos. Porém, é importante considerar as repercussões ambientais desse crescimento e os desafios em promover um desenvolvimento sustentável nesse contexto.

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Desenvolvimento

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2,9% teve um impacto significativo em diversos setores, como a indústria e a agropecuária. O setor agropecuário foi o destaque, com um crescimento de 15,1% em relação ao ano anterior. Já as indústrias, com destaque para as indústrias extrativas, contribuíram com 1,6% para esse crescimento. Essa expansão econômica teve repercussões sociais, econômicas e ambientais.

Crescimento do agro

O crescimento do PIB trouxe um destaque para o setor agropecuário, com um crescimento expressivo na produção de soja e milho. Esse aumento na produção foi impulsionado por uma supersafra e pelo ganho de produtividade da agricultura. No entanto, é importante considerar que o sucesso do setor agrícola está diretamente ligado às condições climáticas, como observado no último ano.

Agropecuária na Amazônia

Apesar dos benefícios econômicos do crescimento agropecuário, especialistas alertam para os impactos ambientais negativos, em particular na região amazônica. O aumento da agropecuária na região favorece a grilagem de terras e contribui para o desmatamento, ameaçando o equilíbrio ecológico. O biólogo Lucas Ferrante ressalta a importância de políticas sustentáveis para conter esses danos e garantir a preservação da Amazônia.

Principais Pontos do Artigo

– O crescimento do PIB brasileiro em 2,9% teve impacto nas indústrias e na agropecuária.
– O setor agropecuário foi o destaque, com um crescimento de 15,1%, impulsionado pela produção recorde de soja e milho.
– Apesar dos benefícios econômicos, a agropecuária na Amazônia gera impactos ambientais, como o desmatamento e a grilagem de terras.
– Especialistas alertam para a necessidade de políticas sustentáveis para preservar a região amazônica e garantir um desenvolvimento econômico mais equilibrado.
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Impactos do Crescimento do PIB na Amazônia

Diante do crescimento do PIB e os setores responsáveis por impulsionar essa alta, é importante considerar os impactos socioeconômicos e ambientais na região amazônica. O aumento da agropecuária, por exemplo, traz consigo diversas consequências que afetam o desenvolvimento sustentável do país. A concentração de lucros, a grilagem de terras e o desmatamento são problemáticas que exigem uma abordagem urgente e consciente.

Portanto, é fundamental repensar as práticas do setor agropecuário na Amazônia e promover ações que visem a preservação ambiental e a distribuição justa de benefícios. Somente através de medidas eficazes e responsáveis será possível garantir um crescimento econômico que não comprometa os recursos naturais e a qualidade de vida das comunidades locais. É hora de agir de forma consciente e sustentável para assegurar um futuro equilibrado para a região e para o Brasil como um todo.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo

O Impacto do Crescimento do PIB na Amazônia

No dia 1º de março de 2024, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou um crescimento de 2,9% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o que impacta diversos setores, incluindo a indústria e a agropecuária na região Amazônica. Esse crescimento não se limita apenas aos aspectos econômicos, mas também influencia o contexto social e ambiental da região. Descubra mais sobre os efeitos desse crescimento e as perspectivas para diferentes setores.

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Perguntas Frequentes sobre o Impacto do Crescimento do PIB na Amazônia

1. Qual setor foi responsável pelo maior crescimento do PIB em 2024?

O setor que mais cresceu em comparação ao ano anterior foi a agropecuária, com um aumento de 15,1%. As indústrias também apresentaram um crescimento de 1,6%, com destaque para as indústrias extrativas, como a extração de petróleo e gás natural, e de minérios de ferro.

2. Como o crescimento da indústria impacta a Zona Franca de Manaus?

O crescimento da indústria é favorável à Zona Franca de Manaus (ZFM), modelo econômico responsável por mais de 80% da arrecadação do Amazonas. Especialistas apontam a necessidade de melhorar as condições para investimentos produtivos na região.

3. Quais foram os destaques do crescimento na agropecuária em 2024?

O destaque do crescimento na agropecuária foi a produção de soja, com um aumento de 27,1%, e de milho, com 19,0%. Esse resultado recorde da agropecuária teve influência no crescimento da produção e no ganho de produtividade da agricultura.

4. Qual o impacto da agropecuária no desenvolvimento econômico da Amazônia?

O aumento da agropecuária na região amazônica não contribui positivamente para o desenvolvimento econômico do país, segundo especialistas. Além de concentrar lucros nas mãos de poucos, a atividade fortalece a grilagem de terras e tem impactos negativos, como o desmatamento.

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5. Como as políticas públicas podem mitigar os impactos da agropecuária na Amazônia?

Especialistas sugerem a implementação de políticas públicas eficazes, como o ordenamento territorial, para evitar o uso inadequado do solo e o desmatamento. É importante garantir que as exportações de produtos agropecuários não provenham de áreas desmatadas.

Essas são apenas algumas das questões levantadas pelo crescimento do PIB e seus impactos na região Amazônica. Continue lendo para aprofundar seu entendimento sobre esse tema e suas repercussões.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo


Crescimento do PIB (Composição: Weslley Santos/Revista Cenarium)

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02 de março de 2024

16:03

Karina Pinheiro – Da Revista Cenarium

MANAUS (AM) – O crescimento de 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB), anunciado nessa sexta-feira, 1º, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), influencia em setores com considerável impacto na Amazônia, como a indústria e a agropecuária, conforme explicam especialistas à REVISTA CENARIUM. E esses efeitos não são apenas econômicos, mas sociais e até mesmo ambientais.

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A agropecuária, serviços e indústria também foram as principais responsáveis pelo crescimento do PIB. A primeira, por exemplo, foi o setor com maior crescimento em comparação ao ano passado, com 15,1%. As indústrias ficaram responsáveis por 1,6% em relação ao ano anterior, com destaque para as indústrias extrativas, como extração de petróleo e gás natural, e de minérios de ferro.

Leia também: Polo Industrial de Manaus fatura R$ 173 bilhões em 2023 e supera recorde histórico
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Gráfico variação da produção (Reprodução/IBGE)

O economista, especialista em Gestão Empresarial e vice-presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM), Altamir Cordeiro, explica que o crescimento da indústria é favorável à Zona Franca de Manaus (ZFM), o modelo econômico responsável por mais de 80% da arrecadação do Amazonas. Cordeiro ainda aponta a necessidade de aperfeiçoar as condições para melhorar os investimentos produtivos.

“Acredito que com o País melhorando em todos os setores da economia, o Amazonas também terá benefícios, uma vez que a política industrial está sendo incentivada e com as garantias mantidas do PIM [Polo Industrial de Manaus] na Reforma Tributária, podemos aumentar novas plantas industriais e diversificação das plantas já existentes”, disse o vice-presidente.

Crescimento do agro

O economista destaca, ainda, que apesar dos números positivos, algumas considerações devem ser levadas em conta para os resultados em 2024, destacando que o clima do ano passado favoreceu uma supersafra, possibilitando um crescimento do agronegócio brasileiro. A atividade econômica é apontada como uma das principais responsáveis pelo desmatamento na região amazônica.

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Nos dois últimos trimestres, a economia brasileira desacelerou e podemos ter um PIB próximo de 2% em 2024. Alguns segmentos da economia foram bastante prejudicados pelas taxas elevadas de juros, principalmente em relação aos investimentos. Sem investimentos, não teremos crescimento sustentável e o país não avança“, apontou Altamir.

Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE), o crescimento de produção teve como destaque a soja, com 27,1%, e o milho, com 19,0%. A coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, explicou que o resultado recorde da Agropecuária teve influência do crescimento da produção e do ganho de produtividade da Agricultura.

Esse comportamento foi puxado muito pelo crescimento de soja e milho, duas das mais importantes lavouras do Brasil, que tiveram produções recordes“, disse em matéria para o IBGE.

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Levantamento Sistemático da Produção Agrícola na região Norte (Reprodução/IBGE)
Agropecuária na Amazônia

Com foco no meio ambiente, o biólogo, pesquisador e doutor Lucas Ferrante alerta que o aumento da agropecuária não contribui para o desenvolvimento econômico do País devido a uma série de fatores que impactam a região amazônica. Ele analisa que o lucro gerado pela atividade está concentrado nas mãos de poucos e que a agropecuária fortalece a grilagem de terras.

“Você não tem uma cadeia de trabalho fortalecida nisso. Tem poucas pessoas trabalhando no ramo, o lucro é concentrado em indivíduos específicos ou em grandes empresas. Isso não agrega para o País, muito pelo contrário, nós temos impacto negativo da pecuária, porque fortalece a rede de grilagem de terras ligada ao crime organizado e, de fato, ao desmatamento na Amazônia. A recomendação para os países importadores é que, se o desmatamento não for zerado, deve haver boicote. O País não pode crescer em uma atividade que tem sido fomentada por crimes ambientais, isso inclusive vai contra o discurso do presidente Lula na COP 30“, afirmou Ferrante.

Um trabalho publicado no International Journal of Climatology, por pesquisadores do Centro de Sensoriamento Remoto da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), observou que entre 1999 e 2019, as regiões que mais perderam floresta tiveram um atraso acumulado de aproximadamente 76 dias no início da estação chuvosa agrícola. Os locais tiveram uma redução de 360 mm nas chuvas e um aumento de 2,5 ºC na temperatura máxima.

A pecuária é uma das maiores ameaças da Amazônia, sem dúvida. Você tem dois fatores ligados aos impactos da pecuária que são bastante preocupantes: primeiro, o aumento do desmatamento, invasão de unidades de conservação e terras indígenas. Inclusive, você tem terras indígenas na Amazônia, como a dos Uru-Eu-Wau-Wau, em Rondônia, onde você tem gados sendo criados para a exportação e isso não foi removido. E a segunda coisa é o fomento da grilagem de terras, que tem mostrado aumento, principalmente no Amazonas, onde tem ocorrido aumento do desmatamento na Amazônia“, explicou o pesquisador.

O cientista da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Artaxo, destaca que a pecuária utiliza enormes áreas da Amazônia sendo utilizadas por uma pecuária altamente improdutiva. Assim como Lucas Ferrante, ele considera que o dano ambiental é enorme e o lucro financeiro com exportações é relativamente pequeno.

Temos que ter políticas públicas que não permitam o uso inadequado do solo da Amazônia, como o ordenamento territorial, onde você não permite, por exemplo, investimentos em plantações de soja em áreas que já foram desmatadas. Isso pode ser do interesse do agronegócio, deixar claro que a soja que está sendo exportada no Brasil não provém de áreas desmatadas”, conclui.

Editado por Marcela Leiros
Revisado por Gustavo Gilona

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