Pasto na seca: como escolher o capim ideal para manter o boi saudável e lucrar

Pasto na seca: como escolher o capim ideal para manter o boi saudável e lucrar

Diferimento de pasto: como escolher capim ideal para a seca

O diferimento de pasto é uma estratégia prática para manter o gado bem alimentado quando a seca aperta. Ao deferir a pastagem, você oferece um período de recuperação para o capim, enquanto controla o pastoreio e evita o superpastejo. Assim, a reserva de forragem fica disponível para os momentos de piora climática.

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Como escolher o capim ideal para diferimento

Para o diferimento funcionar, escolha capim com boa tolerância à seca e capacidade de rebrota rápida. A pastagem deve manter folhosidade e palatabilidade mesmo sob estiagem. Observe a densidade de cobertura do solo, que reduz erosão e ajuda a manter o sistema vivo.

  • Tolerância à seca combinada com regeneração rápida.
  • Palatabilidade estável mesmo em estresse hídrico.
  • Boa cobertura de solo para reduzir perdas por desfolha.
  • Adaptação ao seu solo e clima local.
  • Facilidade de manejo e disponibilidade regional.

Espécies e características úteis

Entre as opções populares para diferimento, destacam-se as braquiárias. Elas costumam oferecer boa palatabilidade, resistência à seca e rebrotação estável. Converse com o técnico da sua região para indicar variedades aconselhadas no seu solo.

  • Braquiária resistente à seca, com boa rebrotação (Marandu, Xaraés ou similares).
  • Capins de rebrota rápida que mantêm qualidade nutritiva durante o deferimento.
  • Variedades recomendadas pelo extensionista local conforme o solo e a região.

Manejo prático do deferimento

Divida a área em piquetes, definindo o deferimento por período específico. Monitore a altura do pastejo e não permita que o capim seja degradado abaixo de 8 a 12 cm. Mova o gado com frequência para distribuir a pressão e manter a qualidade da forragem.

  • Rotação de piquetes bem planejada, com duração adequada ao regime de chuva.
  • Altura mínima de pastejo para conservar a carga de forragem.
  • Controle de pastejo para evitar o desgaste excessivo e garantir rebrotação.

Monitoramento e ajustes

Periodicamente, avalie o crescimento das folhas, a diversidade de plantas e a disponibilidade de forragem. Ajuste o tempo de deferimento conforme a chuva, a seca ou alterações no manejo.

Para decisões mais precisas, consulte um técnico local para indicar variedades recomendadas para seu solo e clima.

Braquiárias vs Panicuns: os campeões do diferimento

Braquiárias e panicuns são os campeões do deferimento, cada um com seu perfil. A escolha certa depende do clima, do solo e do manejo da sua fazenda. Vamos comparar para ajudar na decisão.

Braquiárias: vantagens e limitações

As braquiárias aguentam bem a seca e rebrotam com facilidade após o pastejo. Elas formam boa cobertura do solo, o que diminui erosão e mantém a pastagem estável durante a estiagem. Em solos muito úmidos ou frios, algumas braquiárias podem não se desenvolver tão bem. Prefira variedades adaptadas à sua região e ao seu solo.

  • Vantagens: excelente tolerância à seca, rebrotação rápida, palatabilidade estável.
  • Boa cobertura de solo, ajuda a conservar água e nutrientes.
  • Manejo simples quando bem implantadas.
  • Disponibilidade de variedades para diferentes regiões.

Panicuns: vantagens e limitações

O panicum costuma ter rebrotação rápida e boa produção de forragem durante o deferimento. Ele tolera calor e oferece boa qualidade nutritiva. Em solos arenosos ou com problemas de buffering, alguns panicuns podem não se desenvolver tão bem.

  • Vantagens: rápida rebrotação, boa produção de forragem, boa aceitação pelo animal.
  • Funciona bem em deferimentos curtos ou intermitentes.
  • Existe variedade para ajustar ao clima local.

Como decidir entre braquiárias e panicuns

Considere o tempo de deferimento, a disponibilidade de sementes, o custo de implantação e a região. Em seca prolongada, a braquiária resistente costuma oferecer maior estabilidade. Em calor intenso, panicuns adaptados podem render mais.

  • Tipo de solo e disponibilidade de irrigação.
  • Perfil de rebrotação desejado e duração do deferimento.
  • Custo e disponibilidade de sementes na sua região.

Manejo prático para deferimento com cada espécie

Para braquiárias, mantenha a altura de pastejo entre 20 e 25 cm no início do deferimento e controle a pressão para não degradar a planta. Para panicuns, 15 a 25 cm é uma referência comum. Use piquetes rotacionados e ajuste o tempo conforme a chuva.

  • Rotação de piquetes com água e sombra disponível.
  • Ajuste de altura de pastejo e tempo de deferimento conforme a umidade.

Converse com o extensionista da sua região para indicar as variedades mais adequadas ao seu solo. Com planejamento, você mantém a produção estável mesmo na seca.

Guia prático de Iorrano Cidrini para lucrar com o capim certo

Baseado no método de Iorrano Cidrini, este guia prático mostra como lucrar com o capim certo. Vamos direto ao assunto: escolher, implantar e gerir pastagens que rendam mais na fazenda.

Entendendo o capim certo

Capim certo é a variedade que equilibra tolerância à seca, rebrotação rápida, palatabilidade e boa cobertura do solo. Ele mantém a produção mesmo em estiagem e facilita o manejo diário.

  • Tolerância à seca para suportar períodos sem chuva.
  • Rebrotação rápida após o pastejo, sem perder qualidade.
  • Palatabilidade estável para o gado consumir com interesse.
  • Cobertura do solo que reduz erosão e conserva água.
  • Adaptação ao seu clima e solo locais, com sementes disponíveis.

Como escolher para a sua fazenda

Observe o regime de chuva, o tipo de solo e a disponibilidade de sementes. Leve em conta o custo, a logística de plantio e o benefício esperado em cada deferimento. Variedades diferentes atendem em situações distintas, então escolha conforme a sua realidade.

  • Condições de chuva e solo da fazenda.
  • Disponibilidade e custo das sementes na região.
  • Perfil de deferimento desejado (curto, médio ou longo).
  • Variedades recomendadas pelo extensionista local.

Manejo com foco em lucro

Projete a rotação de piquetes, mantendo altura de pastejo entre 8 e 15 cm. Controle a pressão para evitar degradação e favorecer a rebrotação. Faça adubação com base em análise de solo e ajuste conforme a resposta da pastagem.

  • Rotação de piquetes bem planejada para distribuir o peso do pastejo.
  • Altura de pastejo segura para estimular a regeneração.
  • Adubação ajustada ao solo para manter a nutrição da forragem.
  • Monitoramento regular da produção de forragem e do consumo animal.

Plano de implantação prático

  1. Diagnosticar solo, clima e disponibilidade de sementes.
  2. Escolher a variedade mais estável para a região.
  3. Preparar o solo e realizar o plantio conforme a recomendação local.
  4. Iniciar o manejo com piquetes bem distribuídos e monitorar resultados.

Com este guia, você transforma a escolha do capim em um motor de lucro, ajustando-se às condições da sua fazenda e ao comportamento do seu rebanho.

Mantendo o pasto verde na seca: estratégias de manejo

Quando a seca aperta, manter o pasto verde na seca depende de rotação rápida, pastejo bem controlado e suplementação quando precisa. O principal objetivo é conservar a forragem e proteger o solo.

Rotação de piquetes e altura de pastejo

Rotar piquetes evita o pasto ficar batido. Mantenha a altura entre 8 e 12 cm para favorecer a rebrotação. Ajuste a duração do deferimento conforme a chuva e a resposta da pastagem.

  • Rotação com piquetes bem distribuídos.
  • Altura de pastejo de 8-12 cm.
  • Distribuição gradual do rebanho.

Nutrientes e adubação para sustentar a forragem

Faça análise de solo e siga as recomendações. Use adubação equilibrada para repor nutrientes sem excessos. A leguminosa de cobertura ajuda a fixar nitrogênio.

  • Solo com nitrogênio suficiente na estação chuvosa.
  • Adubação baseada em solo e necessidades.
  • Incorporação de leguminosas como cobertura.

Conservação de água e reserva de forragem

Capte água de chuva e mantenha reservatórios. Considere silagens ou fardos para períodos mais secos. Forneça suplementos somente quando necessário.

  • Captar água da chuva com calhas e tanques.
  • Produção de silagem para reserva.
  • Condições de manejo que não aumentem custos.

Monitoramento e ajustes

Observe a cor das folhas, a rebrotação e a produção de massa verde. Use indicadores simples para decidir ajustes. NDVI pode ajudar em áreas grandes, mas a observação direta funciona bem em fazendas menores.

Com disciplina, o pasto fica verde na seca e o gado continua produtivo.

Do pasto ao lucro: otimizando qualidade e consumo animal

Do pasto ao lucro, a chave é alinhar a qualidade da forragem com o manejo de pastejo para maximizar o ganho de peso e reduzir custos.

Qualidade da forragem e seu impacto no consumo

A qualidade da forragem determina quanto peso o animal pode ganhar. Capins jovens oferecem mais proteína e energia que plantas velhas. Folhas macias e boa palatabilidade aceleram o consumo. Uma forragem nutritiva ajuda a manter o ganho diário estável, mesmo em seca.

  • Proteína adequada para a ruminação.
  • Energia disponível para crescimento.
  • Digestibilidade alta para transformar o alimento em peso.
  • Boa cobertura do solo para conservar água.

Manejo do pastejo para otimizar o consumo

Rotacione os piquetes para evitar o superpastejo. Mantenha a altura de pastejo entre 8 e 12 cm. Distribua a pressão de pastejo ao longo da área para promover rebrota.

  • Rotação com piquetes bem distribuídos.
  • Altura de pastejo de 8–12 cm.
  • Distribuição gradual do gado para equilíbrio.

Suplementação consciente

Suplementos ajudam quando a forragem não atende a demanda. Use feno de qualidade, silagem bem conservada ou concentrados com moderação. Priorize a idade da forragem, a palatabilidade e o custo por unidade de ganho.

  • Quando suplementar: em pico de demanda ou queda de qualidade.
  • Tipos de suplemento: feno, silagem, concentrado balansado.
  • Avalie custo-benefício por cabeça e por dia.

Monitoramento e métricas de lucro

Acompanhe ganho de peso diário, consumo de massa verde e o custo por kg ganho. Use indicadores simples para decisões rápidas.

  • Ganho de peso diário por animal (GPD).
  • Consumo de forragem por cabeça.
  • Custo de alimentação por kg ganho.
  • Margem de lucro por piquete e por período.

Estratégias de melhoria contínua

Faça análise periódica de solo, ajuste a adubação e escolha variedades estáveis de pastagem. Pequenas mudanças frequentes geram maior produtividade e lucro ao longo do tempo.

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Saiba Mais Sobre Dr. João Maria
Dr. João Silva é um renomado zootecnista especializado em pecuária de leite, com mais de 2 Décadas de experiência no setor. Com doutorado pela Universidade Federal de Viçosa e diversas certificações, Também é autor de inúmeros artigos científicos e livros sobre manejo e produção de leite.
Dr. João é reconhecido por sua contribuição significativa à indústria e seu compromisso com a qualidade e a inovação na produção leiteira.

joão silva

Dr. João Silva é um renomado zootecnista especializado em pecuária de leite, com mais de 2 Décadas de experiência no setor. Com doutorado pela Universidade Federal de Viçosa e diversas certificações, Também é autor de inúmeros artigos científicos e livros sobre manejo e produção de leite. Dr. João é reconhecido por sua contribuição significativa à indústria e seu compromisso com a qualidade e a inovação na produção leiteira.