Você sabe calcular a idade das árvores? Uma forma é usar a dendrocronologia, técnica baseada no estudo dos anéis de crescimento das árvores. Um curso sobre esse método foi realizado pela Embrapa Amapá de 5 a 9 de junho, incluindo atividades no Laboratório de Recursos Florestais e coleta e análise de uma amostra de samaumeira localizada em frente à Procuradoria Geral do Ministério Público do Amapá, em Macapá (AP). O termo dendrocronologia vem do grego (dendro: árvore. chrono: tempo. logia: estudo). Em outras palavras, é a ciência que estuda a datação dos anéis de crescimento.
Um dos principais objetivos deste treinamento é auxiliar na implantação do primeiro Laboratório de Dendrocronologia do Estado do Amapá, sediado no Núcleo de Recursos Florestais da Embrapa Amapá. Destina-se a pesquisadores, alunos de pós-graduação e técnicos de instituições de ciência, tecnologia e inovação, órgãos de comando e controle, empresas e demais interessados que se relacionem com a política florestal do Amapá e tenham interesse em dendrocronologia.
A pesquisa recebe financiamento do CNPq e da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia
O programa incluiu desde conceitos básicos para compreensão da dendrocronologia, coleta de amostras em campo, análises para definir a datação das amostras, prática da tabela de medição (Lintab), contagem dos anéis de crescimento da árvore coletada, até análises estatísticas de dados e relações de anéis de crescimento com variáveis climáticas. A pós-doutoranda da Universidade de Arkansas, Daniela Granato de Souza, atuou como instrutora do curso, que foi coordenado pelo pesquisador da Embrapa Amapá, Marcelino Guedes, e pelo doutorando do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade, Anderson Firmino. O procurador do Meio Ambiente, Marcelo Moreira, e uma equipe técnica do Ministério Público Estadual acompanharam a atividade de coleta de material da samaumeira para pesquisas dendrocronológicas.
De acordo com o material do curso, o método dendrocronologia permite obter uma resolução anual para as datas atribuídas aos anéis de crescimento, contribuindo para as ciências derivadas da dendrocronologia, como a dendroclimatologia, que é o estudo do clima passado por meio dos anéis de crescimento como proxies climáticos ; e com a dendroecologia, estudo da dinâmica de crescimento das árvores amostradas; e também auxilia na compreensão dos fatores ecológicos que contribuem para o desenvolvimento e manutenção das florestas.
Essa capacitação faz parte do projeto “Estimando a idade e o crescimento da castanheira na Amazônia por meio da dendrocronologia”, aprovado em edital da Rede Ciência da Fundação Estadual de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap), realizado com recursos do CNPq e da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Setec), e conta com o apoio da startup Inova Manejo.
(Com EMBRAPA)
(Emanuely/Sou Agro)


