Trinta-réis-bando. Foto: Wikimedia/Cláudio Dias Timm
O estado do Rio de Janeiro registrou o terceiro caso de ave migratória silvestre contaminada com influenza aviária (H5N1), a chamada gripe aviária.
O governo do Rio informou, na noite deste sábado (27), que foi encontrado na Ilha do Governador, na zona norte do Rio, o Thalasseus acuflavidus (30-réis-de-bando) na Ilha do Governador.
De acordo com o comunicado, o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA-SP) Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) analisaram o material da ave coletado por um profissional especializado na terça-feira (23).
O governo do estado acrescentou que o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância Sanitária (Cievs) das Secretarias Estaduais de Saúde (SES-RJ) e a secretaria municipal de saúde do Rio de Janeiro estão monitorando as três pessoas que ajudaram a recolher o animal.
“Até ao momento, nenhum deles apresenta sintomas gripais e, por isso, não foram recolhidas amostras para testes”, refere o comunicado.
Outras aves silvestres infectadas

Ainda em maio, outras duas aves silvestres da mesma espécie foram identificadas, com o vírus H5N1. “Eles foram encontrados em São João da Barra, no Norte Fluminense, e em Cabo Frio, na região dos Lagos”, completou o Executivo carioca.
As ações de monitoramento e prevenção para evitar a propagação do vírus no estado, segundo as autoridades estaduais, foram intensificadas. A Secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento (Seappa) divulgou nesta semana “o Plano de Contingência que estabelece medidas de controle para detectar precocemente e conter a disseminação da Gripe Aviária em aves domésticas, silvestres e exóticas”.
Além disso, uma vez que é zoonose com potencial pandêmicoo documento estabelece o fluxo de informações entre os órgãos envolvidos.
“As Secretarias de Saúde e Agricultura instituíram um fluxo de comunicação para informar qualquer mortalidade de aves suspeitas, bem como pessoas com suspeita de síndrome gripal com histórico de contato com aves suspeitas”, acrescentou na nota.
Segundo técnicos da SES e da Seappa, não há motivos para a população se preocupar com a epidemia de H5N1porque no momento não há transmissão direta de pessoa para pessoa.
Os técnicos também notaram que A doença não é transmitida pela ingestão de aves ou ovos.. “As infecções humanas com o vírus da gripe aviária ocorrem através do contato direto com aves infectadas (vivas ou mortas)”, relataram.
Medidas de prevenção da gripe aviária

Foto: Divulgação/Mapa
Ainda no comunicado, o governo do Rio lembrou que na última segunda-feira (22), o Ministério da Agricultura declarou emergência zoossanitária em todo o território nacional. A intenção é evitar que a doença atinja a produção avícola de subsistência e comercial, além de preservar a fauna silvestre e a saúde humana.
Já a SES-RJ orientou os profissionais das unidades de saúde a permanecerem atentos, durante triagem e atendimento médico, a casos de síndrome gripal em pacientes que tiveram contato com animais silvestres.
“Caso haja suspeita, recomenda-se a coleta de amostras, independentemente do dia do início dos sintomas, inclusive nos casos em unidade de terapia intensiva (UTI). O diagnóstico por RT-PCR é considerado o método padrão ouro e deve ser sempre adotado para a obtenção de resultados laboratoriais”, destacou.
Alerta à população
A Secretaria Estadual de Agricultura alertou para a necessidade da população evitar o contato direto com aves caídas, mortas ou não, domésticas, silvestres/exóticas e migratórias, bem como com mamíferos aquáticos (qualquer espécie).
“Qualquer suspeita de animal contaminado deve ser comunicada imediatamente ao Núcleo de Defesa Agropecuária da região ou à Coordenação de Vigilância Ambiental do seu município”, orientou.
Recomendações para avicultores
Aos criadores de aves domésticas, avícolas, de pequena escala e de subsistência, a Secretaria de Agricultura sugere que intensifiquem as medidas de biossegurança nas granjas com as seguintes ações, além de outras definidas na regulamentação vigente:
- Proibir terminantemente qualquer tipo de visita às unidades produtivas;
- Verifique a vedação do núcleo e a triagem adequada do galpão;
- Mantenha o portão de acesso das propriedades fechado;
- Desinfetar as viaturas e materiais que acedem às quintas;
- Tenha cuidado com comida e água;
- Manter registros de pessoas e veículos.
