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Deputado gaúcho quer manter vinícolas acusadas de trabalho escravo em feiras internacionais

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Deputado Heitor Schuch – Foto: Alex Ferreira/ Câmara dos Deputados

O deputado Heitor Schuch (PSB/RS) manifestou ao governo federal preocupação com a decisão da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) de suspender a participação em feiras internacionais, missões comerciais e eventos promocionais das três vinícolas gaúchas envolvidas acusadas de trabalho escravo em vinhedos no município de Bento Gonçalves. Em ofício enviado ao vice-presidente Geraldo Alckmin, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o parlamentar diz que a medida representa  uma condenação generalizada do setor vitivinícola gaúcho, suas cooperativas e toda a cadeia produtiva da uva.  

Para Schuch, a Apex age de forma precipitada ao impedir as vinícolas Aurora, Salton e Cooperativa Garibaldi de participar de eventos internacionais.  “Afinal, o Ministério Público do Trabalho/RS realizou, somente na última terça-feira, 28, uma audiência com os representantes legais da empresa Fênix Serviços de Apoio Administrativo, responsável pela contratação dos trabalhadores, e está apurando o caso juntamente com procuradores de uma força-tarefa especial.”

Schuch acrescenta: “A apuração e condenação exemplar de todos os responsáveis pela vergonhosa e inadmissível submissão de trabalhadores a condições análogas à escravidão, é o que se deseja, mas que se separe o joio do trigo. Que os culpados pelo trabalho em situação análoga à escravidão na Serra Gaúcha sejam punidos. Mas que não se penalize cooperativas, vinícolas e todo este setor, que envolve milhares de famílias de agricultores, promovendo boicote aos seus produtos – sucos, vinhos e espumantes de alta qualidade -, ignorando um trabalho sério, construído ao longo de muitos anos de trabalho. Um fato isolado não pode ser generalizado, sob pena de se cometer novas injustiças.”

 

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