Identificação de propriedades com risco de introdução de planta daninha exótica

A preocupação com a entrada da planta daninha exótica Amatanthus palmeri, conhecida como “caruru gigante”, em propriedades agrícolas é cada vez mais evidente. A Cidasc publicou a Instrução de Serviço Didag nº 01/2024 para identificar as propriedades com risco de introdução dessa praga quarentenária de difícil controle. É fundamental compreender os riscos e impactos que a presença dessa planta pode causar, exigindo a união de esforços de diversos profissionais do setor.

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Desenvolvimento

A planta daninha Amaranthus palmeri, conhecida como “caruru gigante”, representa um alto risco para a agricultura de Santa Catarina devido ao seu crescimento rápido, agressividade e resistência a herbicidas. Para prevenir a introdução dessa praga no estado, a Cidasc emitiu a Instrução de Serviço Didag nº 01/2024, que envolve a atuação conjunta de diferentes profissionais e a realização de vistorias preventivas em propriedades de maior risco.

Não há registro da Amaranthus palmeri em solo catarinense

Embora ainda não tenha sido identificada em solo catarinense, a Amaranthus palmeri representa uma ameaça significativa devido à sua capacidade de cruzamento com outras espécies, incluindo a transferência de genes de resistência. Com relatos de ocorrência em municípios de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, próximos a Santa Catarina, é crucial vigiar o trânsito de máquinas e restos culturais que podem servir como veículos de disseminação da praga.

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O risco da introdução do caruru gigante em Santa Catarina

Diante da gravidade representada pela planta daninha exótica Amatanthus palmeri, conhecida como “caruru gigante”, é crucial estabelecer medidas preventivas para evitar a sua introdução em solo catarinense. A Instrução de Serviço Didag nº 01/2024 da Cidasc é um passo importante nesse sentido, buscando identificar e monitorar propriedades com maior potencial de risco. A união de esforços entre os profissionais que atuam nos Postos de Fiscalização Agropecuária e os transportadores de máquinas é essencial para garantir a eficácia dessa ação.

O papel fundamental da vigilância e da colaboração

Com a implementação da nova diretriz educativa, que orienta os transportadores quanto à importância da limpeza das máquinas agrícolas, é possível não apenas prevenir a introdução do caruru gigante, mas também de outras pragas que representam riscos à sanidade dos pomares e lavouras. A vigilância constante, aliada à colaboração de todos os envolvidos no transporte de máquinas, é a chave para evitar a dispersão dessas ameaças e proteger a produção agrícola catarinense.

A importância da prevenção e da conscientização

A ausência de registros da Amatanthus palmeri em solo catarinense não deve ser motivo para descuidar da vigilância e das medidas preventivas. O potencial de disseminação dessa planta daninha, com sua capacidade competitiva e alta taxa de produção de sementes, exige uma abordagem proativa. A atenção redobrada ao trânsito de máquinas agrícolas entre estados e a identificação de áreas de risco são essenciais para proteger as culturas e a produtividade agrícola da região.

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Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo

Instrução de Serviço Didag nº 01/2024: Cidasc alerta para o risco de introdução do “caruru gigante”

Com o objetivo de identificar propriedades com risco de introdução da planta daninha exótica Amatanthus palmeri, conhecida como “caruru gigante”, a Companhia de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) publicou a Instrução de Serviço Didag nº 01/2024. Segundo a Cidasc, essa praga tem um crescimento rápido, alto poder de adaptação e resistência a herbicidas, representando um desafio para o controle.

O gestor do Departamento Estadual de Defesa Sanitária Vegetal (Dedev) da Cidasc, Alexandre Mees, destaca a importância da união de esforços entre os profissionais que atuam nos Postos de Fiscalização Agropecuária e os transportadores de máquinas agrícolas para prevenir a introdução dessa praga no estado.

Não há registro da Amaranthus palmeri em solo catarinense

A Amaranthus palmeri tem o potencial de reduzir a produtividade de culturas como soja, milho, feijão e algodão em até 90% e, por isso, é importante evitar sua introdução em novas áreas. Apesar de não haver registros da praga em solo catarinense, foi observada em plantações de outros estados, como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O transporte de máquinas e a limpeza das mesmas são medidas essenciais para evitar a dispersão de pragas como o caruru gigante.

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Perguntas frequentes sobre o “caruru gigante”

1. Qual é o risco representado pela Amaranthus palmeri?

A Amaranthus palmeri é uma planta daninha exótica de crescimento rápido, alta agressividade e resistência a herbicidas, o que a torna uma praga de difícil controle e com potencial de reduzir a produtividade de diversas culturas.

2. Como a Cidasc está atuando para prevenir a introdução do caruru gigante em Santa Catarina?

A Cidasc publicou a Instrução de Serviço Didag nº 01/2024 para identificar propriedades com risco de introdução da Amaranthus palmeri e está realizando ações educativas nos Postos de Fiscalização Agropecuária para conscientizar os transportadores de máquinas agrícolas sobre a importância da limpeza e inspeção.

3. O que os transportadores de máquinas agrícolas devem fazer para evitar a dispersão de pragas?

Os transportadores devem parar nos Postos de Fiscalização da Cidasc para inspeção e fornecimento de informações sobre as máquinas. Além disso, é fundamental manter as máquinas limpas e livres de resíduos que possam transportar pragas de uma região para outra.

4. Quais são os sinais de infestação pelo caruru gigante?

O caruru gigante pode ser identificado pelo seu crescimento rápido, agressividade, capacidade de adaptação a diferentes ambientes e resistência a herbicidas. Além disso, ele pode produzir uma grande quantidade de sementes, facilitando sua disseminação.

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5. Como a presença do caruru gigante pode afetar a agricultura em Santa Catarina?

A introdução do caruru gigante em culturas como soja, milho, feijão e algodão pode resultar em perdas significativas de produtividade, representando um risco para a sanidade dos pomares e lavouras do estado. Por isso, é importante prevenir sua dispersão e introdução em novas áreas.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo

Com o objetivo de identificar as propriedades com risco de introdução de Amatanthus palmeri, planta daninha exótica classificada como praga quarentenária de difícil controle, conhecida como “caruru gigante”, a Companhia de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) publicou a Instrução de Serviço Didag nº 01/2024. De acordo com Cidasc, a praga tem crescimento rápido, é extremamente agressivo, se adapta com facilidade a diferentes ambientes e condições climáticas, além de possuir resistência a alguns herbicidas.

O gestor do Departamento Estadual de Defesa Sanitária Vegetal (Dedev) da Cidasc, Alexandre Mees, explica que o trabalho necessita da união de esforços, não apenas dos auxiliares operacionais agropecuários, que trabalham nos Postos de Fiscalização Agropecuária (PFF), mas também dos transportadores das máquinas.

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“Os profissionais realizam uma atividade decisiva, que promove medidas de proteção sanitária, porém, até então, os transportadores não tinham em sua rotina a parada nos Postos de Fiscalização da Cidasc. Precisamos do apoio de quem transita em outros estados com máquinas agrícolas. Basta parar num posto de fiscalização para uma inspeção rápida e fornecer as informações solicitadas. Com esta nova diretriz para atuar de forma educativa, orientando quanto a importância da limpeza das máquinas, conseguimos também identificar propriedades de maior risco de introdução de pragas, possibilitando vistorias preventivas nestes locais”, pontua Mees.

“Vale ressaltar que a vigência busca prevenir a introdução de pragas em nosso estado, como, por exemplo, fungos, bactérias, insetos e plantas daninhas, que colocam em risco a sanidade dos pomares e lavouras. É um sistema que funciona o ano inteiro, 24 horas por dia, sete dias por semana, que será de grande importância para evitar a dispersão desta praga”, completa Mess.

Não há registro da Amaranthus palmeri em solo catarinense

Amaranthus palmeri pode cruzar com outras espécies do gênero, inclusive transferindo genes de resistência, com risco potencial de reduzir a produtividade de muitas culturas, dentre elas a soja, o milho, o feijão e algodão em até 90%.

Não há registro da praga em solo catarinense, mas já foi observada em plantações de municípios de Mato Grosso, desde 2015, e, mais recentemente, em Aral Moreira e Naviraí, no Mato Grosso do Sul, o último próximo à divisa com o Paraná. Relatos indicam que uma planta pode produzir de 100 mil a 1 milhão de sementes. Portanto, com alto potencial de disseminação nos campos de produção agrícola e pode ser facilmente confundido com outras espécies que vegetam no Brasil, especialmente A. spinosus (caruru de espinho).

“O Amaranthus palmeri é uma espécie com grande capacidade competitiva, que pode levar a perdas significativas de produtividade. O trânsito de máquinas com solo aderido ou restos culturais é um grande dispersor de pragas. No caso do Amaranthus, a atenção está focada em máquinas que tenham executado serviços em regiões com ocorrência. Mas queremos aumentar a vigilância para conhecer mais a fundo o fluxo de máquinas no trânsito interestadual para poder prevenir também outras pragas”, destaca Diogo Antônio Deoti engenheiro-agrônomo da Cidasc.

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