As tragédias decorrentes das chuvas no Rio Grande do Sul têm causado impactos não apenas financeiros, mas também emocionais. Com 425 dos 497 municípios do estado relatando problemas relacionados às recentes chuvas, a situação é preocupante. O agronegócio, principal setor econômico da região, será significativamente afetado pelas enchentes históricas, com estimativas da CNM apontando prejuízos superiores a R$500 milhões, especialmente para a agricultura e pecuária.

Nesse cenário difícil, a pecuária leiteira não escapou dos impactos. Com estradas bloqueadas e propriedades alagadas, a captação do leite e a circulação de insumos têm sido grandes desafios para os produtores locais. A situação se agravou a ponto de 40% do leite não estar sendo entregue devido às condições extremas. Frente a essa crise, medidas emergenciais estão sendo adotadas para minimizar os impactos e garantir a captação do leite na região.

A situação delicada do setor agrícola também preocupa, com a colheita de grãos – como milho e soja – sendo prejudicada pelas chuvas em excesso. Os prejuízos já são evidentes, gerando preocupações sobre a qualidade das lavouras e a escassez de alimentos para os rebanhos. Os desafios logísticos e de abastecimento se intensificam, comprometendo a produção e os custos dos produtores.

Diante desse contexto preocupante, é fundamental entender como a tragédia impacta o setor leiteiro e agrícola do Rio Grande do Sul, assim como as perspectivas para o preço do leite e as ações emergenciais em curso. Estamos diante de uma crise que exige solidariedade e medidas efetivas para minimizar os danos e apoiar os produtores locais. Acompanhe este artigo para obter informações atualizadas e um panorama completo da situação.

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Impactos na pecuária leiteira devido às enchentes

A recente quantidade de chuvas no Rio Grande do Sul afetou significativamente a pecuária leiteira local.

Operação emergencial para captação do leite

Devido às propriedades alagadas e isoladas, cerca de 40% do leite não estava sendo entregue, levando à aprovação de um decreto de calamidade pública e uma operação emergencial para a captação do leite.

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Autorização para coleta de leite em propriedades rurais

Flexibilização de normas para captação

Recentemente publicada, uma portaria autoriza a coleta de leite diretamente nas propriedades rurais, facilitando o processo em meio à situação de calamidade.

Consequências para o setor leiteiro

Perdas significativas e riscos futuros

O setor enfrenta perdas financeiras significativas e corre o risco de uma redução anual na produção de leite de até 10%, o que impactará não só a economia local, mas também as famílias dos produtores.

Dificuldades adicionais para a indústria de laticínios

A falta de energia elétrica e água, somadas à escassez de alimentos para o rebanho, estão gerando ainda mais desafios para as indústrias de laticínios da região, que enfrentam paralisações e dificuldades na compra de combustível.

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Impactos das enchentes no Rio Grande do Sul: cenário atual e perspectivas futuras

Neste cenário caótico provocado pelas enchentes no Rio Grande do Sul, é crucial entender as consequências imediatas e futuras para o setor agropecuário, em especial a pecuária leiteira. As perdas financeiras e emocionais são evidentes, e a reconstrução se mostra um desafio árduo. A aprovação do estado de calamidade pública e as medidas emergenciais para garantir a captação do leite são passos necessários para mitigar os impactos. No entanto, a incerteza sobre o futuro da produção e do preço do leite permanece, enquanto a região enfrenta novas previsões de chuvas. A solidariedade e a união são fundamentais para superar essa adversidade e garantir a sustentabilidade da produção de leite no Rio Grande do Sul.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo

Impactos das Chuvas no Rio Grande do Sul: Consequências Econômicas e Sociais

As tragédias provocadas pelas chuvas no Rio Grande do Sul carregam, além dos impactos financeiros, um abalo emocional. Dos seus 497 municípios, 425 relatam algum problema relacionado às recentes chuvas. Segundo o último boletim da Defesa Civil, os desastres, até o momento, impactaram 1,476 milhão de pessoas.

FAQs

1. Qual setor econômico do Rio Grande do Sul é mais afetado pelas enchentes?

O principal setor econômico do Rio Grande do Sul, o agronegócio, será impactado pelas enchentes históricas. A Confederação Nacional de Municípios estima um prejuízo de mais de R$500 milhões, sendo a agricultura e a pecuária as mais prejudicadas.

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2. Como a pecuária leiteira está sendo afetada?

Com estradas bloqueadas e propriedades alagadas, cerca de 40% do leite não está sendo entregue devido às condições adversas. Uma operação emergencial foi decretada para a captação do leite.

3. Qual medida legislativa foi tomada para amenizar a situação?

A Câmara dos Deputados aprovou o reconhecimento do estado de calamidade pública no Rio Grande do Sul até 31 de dezembro de 2024. Isso permitiu uma operação emergencial para a captação do leite e evitou o desperdício do produto.

4. Como a produção de leite está sendo afetada?

Houve uma queda significativa na produção de leite no estado, causando preocupações quanto ao fornecimento e acesso aos insumos necessários. Além disso, a falta de energia elétrica e água está impactando toda a cadeia produtiva.

5. Qual perspectiva para o preço do leite no Rio Grande do Sul?

Com a redução da produção de leite em maio, devido às condições adversas, espera-se um aumento no preço ao produtor. As dificuldades logísticas e o aumento dos custos de produção fortalecem essa perspectiva de alta.

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Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo

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As tragédias provocadas pelas chuvas no Rio Grande do Sul carregam, além dos impactos financeiros, um abalo emocional. Dos seus 497 municípios, 425 relatam algum problema relacionado às recentes chuvas. Segundo o último boletim da Defesa Civil, de 08/05, os desastres, até o momento, impactaram 1,476 milhão de pessoas.


Os efeitos são claramente notáveis para todos, e o agronegócio, principal setor econômico do Rio Grande do Sul, deverá sentir os impactos das enchentes históricas. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) estima, até o momento, um prejuízo de mais de R$500 milhões só para o agronegócio, sendo R$423 milhões relacionados à agricultura e R$83 milhões à pecuária.




Crédito: REUTERS/Diego Vara


Os impactos são sentidos também na pecuária leiteira. Com estradas e rodovias bloqueadas ou interrompidas, a captação do leite e circulação de insumos tem sido uma preocupação dos produtores locais. 


No início da semana, as estimativas da Gadolando e do Sindilat-RS indicavam que, naquele momento, cerca de 40% do leite não estava sendo entregue devido a propriedades alagadas e isoladas, impossibilitando o recolhimento do produto. Diante da situação extrema, a Câmara dos Deputados aprovou na segunda-feira (6) projeto de decreto legislativo (PDL) reconhecendo estado de calamidade pública no Rio Grande do Sul até 31 de dezembro de 2024, frente a isso, uma operação emergencial para a captação do leite foi decretada e determinou um acordo que permite a todo produtor de leite do estado a entrega de sua produção à indústria que conseguir acessar primeiro a propriedade, evitando assim o desperdício do produto.


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Fonte/crédito: Reprodução das redes sociais. 


Hoje (9/5), o Diário Oficial da União publicou uma portaria que autoriza que a coleta de leite seja feita diretamente nas propriedades rurais dos municípios afetados pela situação de calamidade pela empresa sedeada mais próxima desses locais, inclusive de Santa Catarina, sem a necessidade de cadastro prévio dos produtores no Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (SIGSIF).


A publicação também autoriza a coleta de leite de produtores inscritos no cadastro dos Serviços de Inspeção Municipais (SIM) e dos Serviços de Inspeção Estaduais (SIE) bem como de novos produtores, sem a realização prévia das análises em laboratórios da Rede Brasileira de Laboratórios de Controle da Qualidade do Leite (RBQL).


O diretor de relações institucionais da APIL (Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul, ), Wlademir Pedro Dall’Bosco, informou ao MilkPoint que o setor enfrenta uma situação delicada. “Estamos tendo perdas muito significativas. Já temos estimativa de que o RS não vá atingir mais os 11 milhões de litros/dia. Vai haver uma queda grande na produção anual de leite no estado”. 


Dall’Bosco ressaltou que os danos vão além do financeiro e do momento atual. “Parte dos produtores vão sair da atividade, é um processo natural que será antecipado. Os filhos, noras e esposas querem sair da onde estão, isso vai intensificar a dificuldade da mão-de-obra e gerar problemas para a sucessão. Produtores perderam casa, vaca, galpão, maquinário. E onde está localizada a propriedade, não vale o investimento de se reestruturar. Os produtores não vão querer fazer investimentos para reestruturar numa área mais alta, não tem nem dinheiro para isso”, destaca. Segundo ele, o que está se desenhando é que o RS deve perder 10% da produção de leite (anual), comparado a 2023.   


Outro profissional do setor, relatou ao MilkPoint que entre os dias 1 e 5 de maio, 15% do volume diário não foi captado devido às dificuldades locais, principalmente pelo bloqueio de estradas, destacando que estão tentando contornar a situação por desvios, que aumentam em 400 km a logística e impactam o custo. 


A falta de energia elétrica e água também são preocupação de toda a cadeia produtiva. A escassez de alimentos para o rebanho e as dificuldades de acesso repercutem na redução da produção e descarte do leite. Segundo informações captadas pelo MilkPoint Mercado, algumas indústrias nas regiões afetadas estão paradas por falta de energia, e, devido ao acesso precário, enfrentam dificuldades para a compra de combustível para geradores. 


O Rio Grande do Sul também é altamente competitivo na produção de grãos, como milho e soja, principais constituintes de rações. De acordo com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), o Sul é a região com as atividades de campo mais atrasadas. A colheita do milho 1ª safra está praticamente paralisada, mas 83% da área já foi colhida, enquanto que para a soja ainda faltam colher 25% da área. 


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Imagens cedida pela Jaqueline Ceretta, produtora de leite de Ijuí-RS .


 


As chuvas em excesso retardam ainda mais a colheita e, além das perdas, têm gerado preocupações sobre a qualidade das lavouras. Diversas áreas de pastagens também foram destruídas pelas enchentes, o que impactará ainda mais a já escassa alimentação dos rebanhos, gerando um aumento nos custos de produção que será sentido nos próximos meses. 


 


Como fica o preço do leite?


A produção de leite no Rio Grande do Sul tende a se elevar, sazonalmente, nos meses de abril a julho. Nesse período, normalmente, há um aumento da oferta devido às pastagens de inverno.


Considerando o cenário atual do estado, devemos ter uma redução da produção do leite em maio, que tende a causar um comportamento de alta do preço ao produtor. Segundo o MilkPoint Mercado o aumento do custo e dificuldades logísticas para a chegada de combustíveis e ração, e até mesmo diminuição no número de ordenhas por dia, devem afetar a oferta, fortalecendo a perspectiva de alta.


É importante ressaltar que uma tragédia dessas proporções, não permite uma estimativa assertiva quanto que se espera para frente, visto que nem todos os prejuízos foram calculados e que ainda há previsão para mais chuvas para os próximos dias na região


Caso você esteja na região e deseja compartilhar alguma informação, seja nos comentários no box abaixo ou em contato com nossa equipe, estamos à disposição. Estamos buscando manter os nossos leitores a par das notícias mais atualizadas e iremos trabalhar para trazer novas informações em breve. 


A equipe do MilkPoint se solidariza com as vítimas do ocorrido e estamos em campanha para ajudar a produção de leite no Rio Grande do Sul, saiba como ajudar aqui. 


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