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Cafeicultura impulsiona comunidades indígenas em Cacoal

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O renascimento da cafeicultura em Cacoal: uma tradição que persiste

A produção de café em Cacoal, município de Rondônia, tem uma história marcada por desafios e tradição. Apesar de enfrentar competição de outros municípios, a cidade se destaca por sua produção anual de 13 mil toneladas, segundo dados do IBGE. A herança como pioneiro na produção de café faz de Cacoal uma referência no estado, mesmo não sendo mais a maior produtora de café. A produtividade rondoniense, embora inferior a outros estados, é considerada excelente devido a ações fundamentais como manejo de poda, irrigação e utilização de material genético de qualidade.

A influência dos migrantes italianos na cafeicultura de Cacoal e o surgimento de empresas e pequenas propriedades que apostaram no café são aspectos significativos para entender a vocação do município para o cultivo do grão. A tradição cafeeira de Cacoal remonta a técnicas bem estabelecidas e formulações comerciais inspiradas nas velhas fazendas de café dos ‘barões do café’. Com uma produção de 3,88 milhões de sacas anuais, Rondônia se destaca como um dos maiores produtores da espécie robusta no Brasil.

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Desenvolvimento

Cacoal, localizado na Região Central de Rondônia, é um município que celebra sua herança como pioneiro na produção de café. Após investir na cafeicultura e ganhar o título de ‘Capital do Café’ do estado, enfrentou desafios impostos pela pecuária e soja, mas ressurgiu com uma produção anual de 13 mil toneladas, segundo o IBGE.

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A média de produtividade da cafeicultura em Rondônia é considerada excelente, com práticas como manejo de poda, irrigação, adubação e utilização de material genético de qualidade. A tradição do café se mantém em Cacoal, que inspirou outros municípios rondonienses a apostar na cultura, mesmo diante de desafios logísticos e falta de apoio no início.

A presença de migrantes descendentes de italianos em Cacoal contribui para a ‘vocação’ da cidade para a cafeicultura. Empresas e pequenas propriedades se desenvolveram ao apostar no café, seguindo o exemplo de inovação e tradição. A busca por distinção no mercado internacional, principalmente na produção de café arábica, tem impulsionado Cacoal a seguir o sucesso de estados tradicionais como Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo.

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Conclusão: A ascensão da cafeicultura em Cacoal

Com base nos dados apresentados, é possível concluir que a cafeicultura em Cacoal, apesar de não ser mais a maior produtora do estado de Rondônia, mantém sua tradição e importância na região. A produtividade de café conilon no município é considerada excelente, resultado do manejo adequado, da irrigação e da utilização de material genético de qualidade. Além disso, a influência dos descendentes de italianos na cultura cafeeira é evidente, contribuindo para o desenvolvimento e prosperidade dessa atividade em Cacoal.

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A história e a tradição do café em Cacoal continuam atraindo investimentos e impulsionando a economia local, demonstrando a importância dessa cultura para a identidade e o crescimento do município. O futuro da cafeicultura em Cacoal certamente reserva novos desafios e oportunidades, mas a base sólida e a expertise acumulada ao longo dos anos são fundamentais para garantir o sucesso contínuo dessa atividade na região.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo

Análise do Impacto da Cafeicultura em Cacoal

A cafeicultura tem sido um elemento fundamental na economia de Cacoal, impulsionando o desenvolvimento da região. Confira abaixo as respostas para algumas perguntas frequentes sobre esse tema:

1. Qual é a importância da cafeicultura em Cacoal?

A cafeicultura é de extrema importância em Cacoal, contribuindo significativamente para a economia local e regional. O município ganhou destaque como a ‘Capital do Café’ de Rondônia, consolidando-se como um importante polo produtor.

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2. Quais são os principais desafios enfrentados pelos produtores de café em Cacoal?

Os produtores de café em Cacoal enfrentam desafios como a intensificação da pecuária e da soja na região, bem como questões logísticas e de apoio à pesquisa e extensão rural. No entanto, o manejo adequado e a qualidade do material genético têm contribuído para o aumento da produtividade.

3. Como a tradição cafeicultora de Cacoal influenciou outros municípios de Rondônia?

A tradição cafeicultora de Cacoal inspirou outros municípios de Rondônia a investirem na cultura do café, mesmo diante de adversidades iniciais. Parcerias com instituições como a Embrapa foram fundamentais para o desenvolvimento desse setor.

4. Qual é a relação entre a cafeicultura de Cacoal e a história do café no Brasil?

Cacoal possui uma forte influência de migrantes descendentes de italianos, que trouxeram consigo técnicas de produção e comercialização do café. Mesmo surgindo após o auge do café no país, o município mantém viva essa tradição cafeicultora.

5. Como Cacoal se posiciona no cenário nacional da produção de café?

Cacoal, assim como outros municípios de Rondônia, contribui para a produção nacional de café, com destaque para a espécie robusta. A região busca seguir os passos de estados tradicionais na cafeicultura, buscando reconhecimento no mercado internacional.

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Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo

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AGRICULTURA

Na Região Central de Rondônia, a 479 km da capital, o município de Cacoal celebra sua herança como pioneiro na produção de café, uma cultura que floresceu depois do fim do ciclo do extrativismo vegetal, marcado pela extração de látex e de cacau, iniciada no começo do século 20 e pelo setor madeireiro, que vigorou a partir de 1970.

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Emancipado de Porto Velho em 1977, Cacoal investiu na cafeicultura, ganhando o título de ‘Capital do Café’ do estado. Apesar dos desafios impostos pela pecuária e soja que se intensificaram em todo o estado no final da década de 1990, o café de Cacoal ressurgiu com mais força no século 21, hoje a produção anual é de 13 mil toneladas, conforme o IBGE.

A tradição de Cacoal como ‘capital’ persiste, não apenas por sua história, mas também por ser um município-polo com 87 mil habitantes, o quinto maior de Rondônia, localizado estrategicamente às margens da BR-364. No entanto, já não é o maior produto de café do estado. Fica atrás de seis: São Miguel do Guaporé (44 mil toneladas), Alta Floresta do Oeste e Alto Alegre dos Parecis (empatados: 23 mil toneladas), Nova Brasilândia do Oeste (18 mil), Buritis (16 mil) e Ministro Andreazza (15 mil). Estes municípios estão entre os 100 maiores produtores do Brasil.

Café secando no terreiro: tradição

A média de produtividade no estado é de 32 sacas de café conilon por hectare – no Espírito Santo, é de 45,94 sacas para a mesma espécie. Mesmo que inferior ao estado que segue na dianteira, o índice de produtividade rondoniense é considerado excelente. “O manejo de poda, a irrigação, a adubação e a utilização de material genético clonal de qualidade, com a orientação científica, foram ações fundamentais para o aumento da produtividade em Rondônia”, explica Enrique Alves, agrônomo da Embrapa. Outro fator que favorece o cultivo é que as áreas produzidas têm temperatura média de 26 graus e estão acima de 300 metros de altitude.

Cacoal inspirou os outros municípios rondonienses a cultivar, apesar das adversidades iniciais, como a falta de apoio dos órgãos de pesquisa e de extensão rural e desafios logísticos. “Acreditávamos no potencial do café, mas nem rodovia asfaltada tínhamos até 1984. Chegaram o agronegócio e a pecuária de precisão, mas resistimos e apostamos no café. A Embrapa foi uma importante parceira neste projeto”, relata o agricultor Aparecido Oliveira, 62.

Uma das explicações para a ‘vocação’ de Cacoal para a cafeicultura está no perfil dos seus migrantes. Muitos são descendentes de italianos que vieram para o Brasil para atuar nas lavouras após a abolição da escravatura, em 1888. Neste período, surgiram as primeiras ferrovias no país e o Porto de Santos, inaugurado em 1892, confirmando o café como o principal produto de exportação do país.

Embora Cacoal surja apenas sete décadas depois desta história da ascensão do café como base da economia brasileira decorrente do novo modal impulsionado pelas ferrovias no Sudeste, a referência persiste na “genética cafeeira” dos migrantes rondonienses. Mais do que em outros municípios, o município de Cacoal avançou com a presença de muitos capixabas descendentes de italianos ou que aprenderam com estes as técnicas de produção e de comercialização dos grãos observadas nas velhas fazendas dos ‘barões do café’ e seus escravizados.

Neste contexto, surgiram muitas empresas e pequenas propriedades que apostaram no café. Um exemplo: há quase 40 anos surgiu uma das principais beneficiadoras: a Máquina Irmãos Trevizani, que tem diversas ramificações no estado e fatura, só em Cacoal, cerca de R$ 11 milhões anuais. Os proprietários têm sangue italiano e migraram do Espírito Santo para Rondônia em meados da década de 1980.

O Espírito Santo – hoje, segundo maior produtor do país [se incluídas as espécies arábica e conilon] – tem tradição na cafeicultura e, ao lado de Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Paraná, tornou-se ‘case’ no mercado internacional. Cacoal também persegue essa distinção, considerando toda expertise e o lastro histórico já acumulado. Na espécie conilon [é o mesmo que robusta], os dois maiores produtores são ES e RO, nesta ordem. O mercado externo, porém, aceita melhor o café arábica, que é considerado “bebida fina”, pois possui o dobro de cromossomos: 44.

De acordo com a Embrapa, os principais estados produtores de café no Brasil são: Minas Gerais (54,3% da produção nacional), Espírito Santo (19,7%), São Paulo (9,8%), Bahia (7,5%), Rondônia (4,3%) e Paraná (2,7%). Esses seis estados atingem 98% da produção nacional). Se considerada apenas a espécie robusta, Rondônia sobe à segunda posição e o ranking fica assim: ES, RO, BA, PR, MG e SP. O Espírito Santo produz 10 milhões de sacas por ano e responde por 70% da produção nacional de robusta; Rondônia produz 3,88 milhões de sacas – a safra de 2024 será 4% maior em relação ao ano anterior, segundo expectativa do mercado.

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