As exportações brasileiras de arroz (base casca) totalizaram 1,83 milhão de toneladas de janeiro a novembro de 2022, com receita de US$ 568,9 milhões, contra 981,6 mil toneladas embarcadas de igual período de 2021, quando o faturamento foi de US$ 316,2 milhões
O resultado do acumulado do ano representa um crescimento de 186% em volume e de 80% em receita. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (9) pela Abiarroz, com base em dados do Ministério da Economia.
Em novembro, segundo a associação, os envios do cereal para o mercado externo somaram 159,7 mil toneladas, o equivalente a US$ 55,4 milhões. Em igual mês de 2021, as exportações alcançaram 26,3 mil toneladas, com receita de 9,94 milhões.
Diretor de Assuntos Internacionais da Abiarroz, Gustavo Trevisan diz que o volume de exportações do cereal em 2022 está próximo da projeção da entidade, que espera fechar o ano com embarques de cerca de 2 milhões de toneladas.
Arroz beneficiado
A gerente de Exportação da Abiarroz, Carolina Matos, acrescenta que as vendas externas de arroz beneficiado, de maior valor agregado, atingiram 483,7 mil toneladas de janeiro a novembro, com receita de US$ 167,6 milhões.
No mês passado, as exportações do cereal beneficiado totalizaram 35,4 mil toneladas, com divisas de US$ 13,8 milhões. Os principais importadores foram Argélia, Estados Unidos, Cabo Verde, Peru, Venezuela, Angola, Trinidad e Tobago, Barbados, Bolívia e São Tomé e Príncipe.
Ela informa que há previsão de aumento das exportações de beneficiado ainda este ano. Em 2022, foram realizadas cerca de 10 ações para promoção do cereal beneficiado brasileiro, por meio do projeto Brazilian Rice, uma parceria de mais de uma década entre a Abiarroz e a ApexBrasil.
Na última semana, entre 30 de novembro e 1º de dezembro, a equipe da entidade promoveu reuniões com 14 adidos agrícolas, em Brasília, para apresentar o produto e abrir novos mercados à exportação do arroz beneficiado.
Os embarques do cereal devem alcançar cerca de 2 milhões de toneladas até o fim deste ano, conforme projeção da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz).
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A Abiarroz também informou que, somente em outubro, as vendas externas de arroz atingiram 388 mil toneladas, o maior volume mensal de 2022, com receita de US$ 122 milhões. No mesmo mês do ano passado, a receita dos embarques ficaram em US$ 43 milhões. A gerente de exportação da Abiarroz, Carolina Matos, explicou o desempenho.
“Em comparação com produtos de outras origens, nosso arroz é translúcido, não tem cheiro, não é geneticamente modificado e temos um contexto internacional movimentado para o arroz. Uma grande insegurança alimentar, com falta de alimentos e alta da inflação”.
Segundo a entidade, esse cenário resultou em perdas para o setor que somaram R$ 36,4 milhões no primeiro semestre de 2021. Só as vendas para os Estados Unidos caíram 70% em julho em comparação com o mesmo mês do ano passado. Ainda segundo a associação, todas as empresas exportadoras de arroz tiveram redução dos embarques e perderam vendas externas em agosto.
No primeiro estudo realizado pela Abiarroz, entre maio e junho, os principais destinos afetados foram o Peru e os EUA. Na atualização da pesquisa, em agosto, além de Peru e EUA, também caíram as vendas brasileiras para México, Chile, Canadá e países da África.
Em nota, a gerente de exportação da Abiarroz, Carolina Telles Matos, disse que “o cenário atual prejudica negócios já consolidados no exterior e as ações de promoção em mercados que importam arroz com valor agregado, como é o caso dos EUA, Peru, México e América Central”.
Ainda conforme a Abiarroz, em comparação o primeiro semestre de 2020, o valor exportado caiu 46% no primeiro semestre deste ano e o volume, 58%. No caso do cereal beneficiado, as quedas foram de 32% e 41%, respectivamente. Em julho, os embarques totalizaram 96,6 mil toneladas.
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