Pular para o conteúdo
Patrocinadores

A gestão eficiente de contratos é a chave para o confinamento de gado lucrativo

Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcela Pereira

Os altos custos de produção e o estreitamento da margem de lucro aumentam a demanda por confinamentos de serviços especializados na terceirização da engorda e, em alguns casos, na comercialização de animais.

Com a segunda rodada de confinamento, muitos produtores já escolheram o tipo de contrato que melhor atende às suas necessidades. No entanto, independente da escolha, o gerenciamento das informações de cada animal e de cada contrato é essencial para a segurança dos envolvidos e para o melhor resultado do animal em produção.

O confinamento, por si só, é uma atividade de alto custo. Este ano, o cenário é ainda mais complexo do que em períodos anteriores, dados os altos custos de produção e o estreitamento da margem de lucro, associados à alta demanda por carne bovina impulsionada pelo aumento das exportações desde 2019. Dados do Tour de Confinament, uma parceria entre a empresa de nutrição animal DSM e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) da Universidade de São Paulo (USP), mostra que o lucro por confinamento (ROI) foi de 6,65% em 2021. Segundo o órgão, apesar de ser o segundo menor índice da série histórica, o número surpreendeu pelos altos custos e só foi possível devido à valorização do gado vivo e ao investimento em tecnologia por parte dos pecuaristas.

Nesse cenário, tem crescido a demanda por pecuaristas para confinamentos de serviço especializados na terceirização da engorda e, em alguns casos, na comercialização dos animais. Esse modelo de negócio oferece muitos benefícios, mas exige uma gestão cuidadosa dos diferentes tipos de contratos e suas respectivas métricas de resultado. Atualmente, os quatro tipos de contrato mais comuns são:

uma parceria: é uma prestação de serviço em que as condições variam de acordo com a região, o mercado e o posicionamento do provedor de confinamento. Este é um modelo mais conservador entre as opções de terceirização de animais para engorda, pois nele o pecuarista não está sujeito a desempenho, consumo, tempo de confinamento, entre outros. Aqui, o pecuarista aposta todas as suas fichas na variação de preço da arroba do boi gordo. Existem diferentes estratégias comerciais entre os confinamentos para a prática desse modelo, que pode ser aplicado tanto para machos quanto para fêmeas, com frete pago pelo pecuarista ou pelo confinamento, com prêmio ou não além do preço base. Essas questões dependem da negociação e da região onde os envolvidos estão envolvidos.

Patrocinadores

b) Arrobas produzidas: refere-se a um compromisso de confinamento com a produtividade, ou seja, o pecuarista pagará apenas pelo que foi produzido no confinamento. A aposta está na capacidade do comedouro de explorar ao máximo o potencial dos animais e, quanto mais eficiente o confinamento, melhor o negócio. Por outro lado, se a engorda não for bem, o pecuarista não será impactado e toda a conta da ineficiência ficará para o alimentador pagar. Nesta modalidade, o prestador de serviço de confinamento é remunerado pelo valor de @ que conseguir colocar no animal a um preço pré-estabelecido em contrato, antes mesmo do envio dos animais. O animal é recebido pelo comedouro com 50% do peso vivo, considerando a pesagem da balança na entrada do confinamento, e sai com o peso da carcaça morta (peso refrigerado). A diferença de peso (da geladeira menos a entrada do confinamento) é entendida como arrobas produzidas. O cliente, então, dono do boi, paga o valor combinado para cada arroba produzida em confinamento.

c) Diariamente: é a modalidade mais comum e simples do mercado. O cliente (dono do boi) paga ao confinado a taxa diária fixa de confinamento, que inclui todos os custos de protocolo de entrada, alimentação, despesas de saúde e custos operacionais. O custo diário é definido na chegada dos animais com base no peso de chegada e na característica racial. Neste contrato, é definido um número máximo de dias de confinamento para aquele valor estabelecido por dia e uma segunda faixa de valores, caso os animais ultrapassem a data estabelecida. Aqui, o pecuarista tem um custo fixo, mas o lucro vai depender do desempenho dos animais, que está atrelado principalmente ao consumo.

d) Alimentação por kg: o dono do boi remunera o confinador pelo consumo da ração do animal durante o período de confinamento. O confinamento é cobrado de acordo com o valor definido por kg de ração consumido, podendo ser em matéria seca (R$/KG/MS) ou matéria natural (R$/KG/MN) acrescido de um custo operacional por animal/dia. Esta modalidade pode ser comparada a um restaurante self-service, em que há um preço para cada item (alimentos, medicamentos e outros), e o cliente se serve como bem entender, pagando no final. Ou seja, bois que comem mais devem ter mais desempenho e custo de alimentação mais alto. Bois que consomem menos, realizam menos a um custo menor.

Neto Sartor, proprietário das fazendas de engorda Maximus Feedlot e Brasil Beef, todas no interior de São Paulo, com capacidade estática para 49 mil cabeças de gado, conta com a tecnologia como forte aliada no confinamento: atividade e ciclo curto, com alta receita, mas margens baixas. Portanto, é necessário ter controles muito precisos para mitigar os riscos. Há cerca de 10 anos, utilizamos o TGC, que permite um gerenciamento individualizado de cada indivíduo até a formação de um lote. É como se cada animal tivesse seu próprio CPF. Este sistema me permite controlar todos esses indivíduos e tudo o que acontece com eles ao longo do caminho. Ou seja, há uma gestão zootécnica e financeira de cada indivíduo no confinamento”, explica o confinamento.

Patrocinadores

O TGC, citado por Sartor, é uma tecnologia de gestão de confinamento que, entre inúmeras funcionalidades, registra e controla todos os dados dos contratos de compra de animais e insumos. A tecnologia é da GA+Intergado, duas das mais importantes empresas de tecnologia focadas na gestão da informação e precisão na pecuária, responsáveis ​​pela gestão de um rebanho confinado de mais de 6 milhões de cabeças por ano em confinamento em todo o Brasil.

“O confinamento é uma atividade complexa, com margens cada vez mais apertadas, na qual os produtores têm uma série de desafios, incluindo a gestão de múltiplos contratos. E é aí que a tecnologia entra como uma forte e importante aliada. O TGC, por exemplo, apresenta-se como uma solução flexível para a gestão de diferentes modelos de negócios, sejam rebanho próprio ou prestação de serviços, e modalidades de contratos. Permite a gestão de múltiplos contratos e métricas de desempenho e resultados. Com isso, tanto o pecuarista quanto o prestador de serviços têm mais segurança e transparência em todo o processo”, afirma Paulo Dias, CEO da GA+Intergado.

Fonte: GA + Intergado

🚀 Quer ficar dentro agronegócio brasileiro e receba as principais novidades do setor em primeira mão? ✅ 👉🏽 Para isso, basta juntar-se ao nosso grupo de WhatsApp (clique aqui) ou Telegrama (clique aqui). 🚜🌱

Todo o conteúdo audiovisual do CompreRural é protegido pela lei brasileira de direitos autorais, sendo permitida a reprodução desde que citada a fonte e com aviso prévio através do e-mail [email protected]

Patrocinadores



Source link

Patrocinadores

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *