“Vantagens dos sistemas integrados: dados e especialistas” • Portal DBO

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Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF): Uma Estratégia Promissora para a Agricultura Brasileira

Os Benefícios da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta

A integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) vem se mostrando uma estratégia extremamente promissora para o agronegócio brasileiro. Com a área de integração na propriedade Lagoa Serena, localizada em Torrinha (SP), planejando um aumento significativo, os resultados positivos da ILPF são evidentes. Ela permite uma maior produtividade na lavoura, reduz os custos no confinamento e oferece diversos benefícios ecossistêmicos.

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O Sucesso da ILPF Debatido no Simpósio em São Carlos

O VIII Simpósio de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) do Estado de São Paulo, realizado em São Carlos (SP), foi um evento fundamental para promover a eficácia da ILPF. Neste simpósio, especialistas apresentaram dados e debateram temas relevantes, como a carne baixo carbono, a mitigação de gases de efeito estufa, manejo de pastagens, grãos, serviços agroflorestais e crédito de carbono, entre outros. Um destaque foi a comparação da emissão de CO2 equivalente em diferentes sistemas de produção, demonstrando claramente a eficiência da ILPF na redução da pegada de carbono.

A Sustentabilidade da ILPF: Uma Nova Abordagem para a Pecuária

A ILPF oferece uma nova abordagem para a pecuária, onde modelos mais intensificados ou integrados com árvores e culturas agrícolas se mostraram mais eficientes. Além disso, a Minerva Foods demonstrou seu comprometimento com a sustentabilidade ao apresentar o programa Renove, focado em práticas regenerativas e de baixa emissão de gases de efeito estufa. O presidente da Minerva Foods reforçou a importância de reduzir as emissões além de compensá-las, sendo este um aspecto crucial para a sustentabilidade da produção agropecuária no país.

Conclusão

Em suma, a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) tem se mostrado uma estratégia altamente vantajosa para a agricultura brasileira, oferecendo benefícios econômicos, ecológicos e climáticos. Com o aumento da área de integração na propriedade Lagoa Serena e o comprometimento de grandes empresas com a sustentabilidade, a ILPF promete um futuro próspero para o agronegócio do país.
Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo

João Pedro Gasparello, 24 anos, pretende aumentar cinco vezes a área de integração na próxima safrinha da lavoura. Ele e o pai fazem a gestão da propriedade Lagoa Serena, localizada em Torrinha (SP), a 260 quilômetros da capital do estado.

No ano passado, foram utilizados 40 hectares de terra para integração lavoura-pecuária (ILP). Os bons resultados, maior produtividade na lavoura e redução dos custos no confinamento, fizeram o jovem agropecuarista planejar a integração em 200 hectares. Para isso, Gasparello tem buscado informações a respeito do assunto.

Durante os dias 7 e 8 de dezembro, ele foi um dos cerca de 90 participantes do “VIII Simpósio de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) do Estado de São Paulo”.

No evento, ocorrido em São Carlos (SP), especialistas debateram Carne Baixo Carbono, mitigação de Gases de Efeito Estufa (GEE), manejo de pastagens, grãos, serviços agroflorestais, crédito de Carbono, entre outros temas atuais sobre sistemas integrados de produção.

O pesquisador Roberto Giolo de Almeida, da Embrapa Gado de Corte, apresentou dados de sistemas convencionais, intensificados e integrados.

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Para ele, quando se trata de Carbono, a salvação da lavoura é a pecuária. No entanto, Giolo destacou, uma pecuária bem manejada. Sistemas com pastagens degradadas emitem, já modelos intensificados ou com integração de árvores e culturas agrícolas são mais eficientes, aumentam a produtividade, reduzem o ciclo de produção e mitigam GEE.

Em um sistema convencional, com um animal por hectare (com ciclo de 36 meses), a emissão é de 151 quilos de CO2 equivalente por quilo de carne. Enquanto, em um sistema mais intensificado, com dois animais por hectare (ciclo de 30 meses), a emissão é de 24 quilos de CO2 equivalente por quilo de carne e, em sistemas integrados, também com dois animais por hectare (ciclo de 24 meses), a emissão é de 3 quilos de CO2 equivalente por quilo de carne. Ou seja, muito mais eficiente em relação à pegada de Carbono.

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Pecuária de precisão em sistemas ILPF (Foto: Gisele Rosso)

Para atingir a neutralidade de GEE, até 2035, a Minerva Foods trabalha com uma agenda focada na sustentabilidade. Segundo a coordenadora corporativa de Sustentabilidade, Fernanda Reis Cordeiro, a empresa pretende, até 2030, fazer o monitoramento de toda cadeia, desde a fazenda até a agroindústria.

Durante sua apresentação no simpósio, Fernanda apresentou o Renove, programa de engajamento e atuação colaborativa com fornecedores. Os três principais componentes do programa são capacitação, parcerias e finanças verdes, as quais possibilitam o acesso a pagamentos por serviços ambientais e ao mercado de carbono.

Para ela, apenas calcular e compensar não é a solução do problema, mas também reduzir. Assim, no programa Renove, são realizados planos individualizados para cada fazenda, com práticas regenerativas e de baixa emissão de GEE, como manejo de dejetos, pastejo rotacionado, dieta bovina de qualidade, manejo de pastagem e implementação de sistemas integrados.

A Minerva Foods participa da Rede ILPF para ampliação de áreas integradas no país. Atualmente, são mais de 17 milhões de hectares desses modelos no Brasil. A meta da Rede é chegar a 35 milhões de hectares até 2030, de acordo com a coordenadora dos Projetos Integra MT e SP Agro, Andressa Cruz, da Associação Rede ILPF.

SAIBA MAIS | Governo Federal institui Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas

Um dos coordenadores do Simpósio, o pesquisador Alberto Bernardi, da Embrapa Pecuária Sudeste, salientou que os discursos dos especialistas convergiram, apresentando as vantagens da ILPF para o produtor e para a sustentabilidade da produção agropecuária do país, além do alto potencial para combater as mudanças climáticas.

Na sexta-feira, 8, os participantes conheceram na prática os modelos de ILPF com gado de corte e gado de leite na fazenda Canchim, sede da Embrapa Pecuária Sudeste.

O simpósio foi realizado pela Embrapa Pecuária Sudeste e Grupo de Estudos Luiz de Queiroz (GELQ – Esalq/USP), com apoio da Rede ILPF.

FAQ sobre Integração Lavoura-Pecuária-Floresta

Qual é a meta de João Pedro Gasparello para a próxima safrinha da lavoura?

Ele pretende aumentar cinco vezes a área de integração na próxima safrinha da lavoura, passando de 40 hectares para 200 hectares.

O que foi discutido no “VIII Simpósio de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) do Estado de São Paulo”?

No evento, especialistas debateram Carne Baixo Carbono, mitigação de Gases de Efeito Estufa (GEE), manejo de pastagens, grãos, serviços agroflorestais, crédito de Carbono, entre outros temas atuais sobre sistemas integrados de produção.

Qual é o impacto da pecuária bem manejada em relação à pegada de Carbono?

Segundo o pesquisador Roberto Giolo de Almeida, sistemas integrados com pastagens degradadas emitem menos gases de efeito estufa, aumentam a produtividade, reduzem o ciclo de produção e mitigam GEE. Em comparação, um sistema convencional emite 151 kg de CO2 equivalente por quilo de carne, enquanto em sistemas integrados a emissão é de apenas 3 kg de CO2 equivalente por quilo de carne.

Qual é a agenda focada na sustentabilidade da Minerva Foods?

Até 2030, a empresa pretende monitorar toda a cadeia, desde a fazenda até a agroindústria, e implementar o programa Renove, que promove práticas regenerativas e de baixa emissão de GEE, como manejo de dejetos, pastejo rotacionado e implementação de sistemas integrados.

Qual é a meta da Rede ILPF para ampliação de áreas integradas no país?

A meta da Rede ILPF é chegar a 35 milhões de hectares de áreas integradas até 2030, em comparação com os atuais 17 milhões de hectares no Brasil.

Qual foi a conclusão dos especialistas sobre a ILPF?

Os especialistas ressaltaram as vantagens da ILPF para o produtor e para a sustentabilidade da produção agropecuária do país, além do alto potencial para combater as mudanças climáticas.

João Pedro Gasparello, 24 anos, pretende aumentar cinco vezes a área de integração na próxima safrinha da lavoura. Ele e o pai fazem a gestão da propriedade Lagoa Serena, localizada em Torrinha (SP), a 260 quilômetros da capital do estado.

No ano passado, foram utilizados 40 hectares de terra para integração lavoura-pecuária (ILP). Os bons resultados, maior produtividade na lavoura e redução dos custos no confinamento, fizeram o jovem agropecuarista planejar a integração em 200 hectares. Para isso, Gasparello tem buscado informações a respeito do assunto.

Durante os dias 7 e 8 de dezembro, ele foi um dos cerca de 90 participantes do “VIII Simpósio de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) do Estado de São Paulo”.

No evento, ocorrido em São Carlos (SP), especialistas debateram Carne Baixo Carbono, mitigação de Gases de Efeito Estufa (GEE), manejo de pastagens, grãos, serviços agroflorestais, crédito de Carbono, entre outros temas atuais sobre sistemas integrados de produção.

O pesquisador Roberto Giolo de Almeida, da Embrapa Gado de Corte, apresentou dados de sistemas convencionais, intensificados e integrados.

Em um sistema convencional, com um animal por hectare (com ciclo de 36 meses), a emissão é de 151 quilos de CO2 equivalente por quilo de carne. Enquanto, em um sistema mais intensificado, com dois animais por hectare (ciclo de 30 meses), a emissão é de 24 quilos de CO2 equivalente por quilo de carne e, em sistemas integrados, também com dois animais por hectare (ciclo de 24 meses), a emissão é de 3 quilos de CO2 equivalente por quilo de carne. Ou seja, muito mais eficiente em relação à pegada de Carbono.

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Pecuária de precisão em sistemas ILPF (Foto: Gisele Rosso)

Para atingir a neutralidade de GEE, até 2035, a Minerva Foods trabalha com uma agenda focada na sustentabilidade. Segundo a coordenadora corporativa de Sustentabilidade, Fernanda Reis Cordeiro, a empresa pretende, até 2030, fazer o monitoramento de toda cadeia, desde a fazenda até a agroindústria.

Durante sua apresentação no simpósio, Fernanda apresentou o Renove, programa de engajamento e atuação colaborativa com fornecedores. Os três principais componentes do programa são capacitação, parcerias e finanças verdes, as quais possibilitam o acesso a pagamentos por serviços ambientais e ao mercado de carbono.

Para ela, apenas calcular e compensar não é a solução do problema, mas também reduzir. Assim, no programa Renove, são realizados planos individualizados para cada fazenda, com práticas regenerativas e de baixa emissão de GEE, como manejo de dejetos, pastejo rotacionado, dieta bovina de qualidade, manejo de pastagem e implementação de sistemas integrados.

A Minerva Foods participa da Rede ILPF para ampliação de áreas integradas no país. Atualmente, são mais de 17 milhões de hectares desses modelos no Brasil. A meta da Rede é chegar a 35 milhões de hectares até 2030, de acordo com a coordenadora dos Projetos Integra MT e SP Agro, Andressa Cruz, da Associação Rede ILPF.

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Um dos coordenadores do Simpósio, o pesquisador Alberto Bernardi, da Embrapa Pecuária Sudeste, salientou que os discursos dos especialistas convergiram, apresentando as vantagens da ILPF para o produtor e para a sustentabilidade da produção agropecuária do país, além do alto potencial para combater as mudanças climáticas.

Na sexta-feira, 8, os participantes conheceram na prática os modelos de ILPF com gado de corte e gado de leite na fazenda Canchim, sede da Embrapa Pecuária Sudeste.

O simpósio foi realizado pela Embrapa Pecuária Sudeste e Grupo de Estudos Luiz de Queiroz (GELQ – Esalq/USP), com apoio da Rede ILPF.

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