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Boa leitura!
Os desafios da cadeia de abastecimento na caféicultura mundial
A cadeia de abastecimento do café é um setor que apresenta desafios significativos para os profissionais do campo. Além das mudanças climáticas e das dificuldades do trabalho no campo, a segurança dos trabalhadores rurais também é uma preocupação fundamental. Diante desse cenário, a Organização Internacional do Café (OIC) lançou uma campanha com o objetivo de tornar a cadeia de abastecimento do café mais segura para os profissionais envolvidos.
A produção de café ocorre atualmente em mais de 50 países ao redor do mundo, localizados principalmente na América Latina, África e Ásia. Essa indústria é responsável por proporcionar renda a cerca de 20 a 25 milhões de famílias. É importante ressaltar também a participação significativa das mulheres nesse setor, representando aproximadamente 70% da força de trabalho.
A campanha da OIC destaca a importância de reconhecer a divisão do trabalho de gênero e promover locais de trabalho mais seguros e saudáveis para todos os profissionais envolvidos. Para alcançar esses objetivos, a organização enfatiza a necessidade de ações coletivas e diálogo social. Ao unir forças, será possível criar alianças sem precedentes e encontrar soluções duradouras para a segurança e saúde dos trabalhadores da cadeia de abastecimento do café.
A campanha #CoffeePeople iniciada nas redes sociais pela OIC tem o propósito de envolver todos os elos da cadeia, desde o campo até a xícara. No entanto, é fundamental que governos, organizações internacionais, parceiros de desenvolvimento, cafeicultores e setor privado estejam unidos e trabalhando na mesma direção. Somente assim será possível garantir condições de trabalho dignas e seguras para todos.
O Brasil e a segurança na cadeia de abastecimento do café
No Brasil, diversos esforços têm sido feitos para garantir a segurança em todas as etapas da cadeia de abastecimento do café. A integração dessa cadeia sempre foi um desafio, dada a extensão do processo desde a produção até o consumo. No entanto, nos últimos anos, o setor tem se empenhado em acelerar essa integração, tendo em vista os desafios como o aumento dos custos de produção, as questões climáticas e as exigências internacionais.
Como maior produtor e exportador de café do mundo, o Brasil tem avançado na parceria com outras origens produtoras e no contato com grandes compradores. A sustentabilidade é um ponto chave para o país, que busca investir no avanço ambiental, social e econômico, garantindo valor justo e condições adequadas de trabalho e preservação ambiental.
A Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC) destaca a importância desse setor para o país, lembrando que a bebida está presente em 98% dos lares brasileiros. A ABIC também se orgulha de ter contribuído para a transformação do café no Brasil ao longo dos anos. Nos próximos 50 anos, a entidade tem o desafio de aumentar ainda mais o valor atribuído ao café no país.
Outro ponto relevante é a responsabilidade do Brasil como grande fornecedor de alimentos, o que leva à necessidade de garantir segurança ambiental, política e monetária. Para isso, é fundamental que todos possam trabalhar e produzir com tranquilidade, em conformidade com as regras ambientais e sociais mais rigorosas do mundo.
Além disso, o Brasil tem o potencial para ser um exemplo de segurança na cadeia de abastecimento do café. Certificações garantem a segurança e qualidade dos cafés brasileiros para o consumidor final, e a legislação ambiental rigorosa é seguida pelos produtores. Com suas condições favoráveis e comprometimento com a sustentabilidade, o Brasil pode liderar o caminho nesse aspecto.
Conclusão
A cadeia de abastecimento do café apresenta desafios importantes, especialmente em relação à segurança dos profissionais envolvidos. A campanha da Organização Internacional do Café visa promover um ambiente de trabalho mais seguro e saudável para todos. No Brasil, esforços têm sido feitos para integrar e fortalecer essa cadeia, buscando garantir segurança, sustentabilidade e qualidade em todas as etapas. Com a união de todos os atores envolvidos, é possível superar os desafios e promover o crescimento inclusivo e a melhoria na qualidade de vida dos trabalhadores do setor cafeeiro.
Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo
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ICO lança campanha para tornar a cadeia de abastecimento mais segura para profissionais de campo
No mundo, o café só perde para a água e, por ser uma bebida tão tradicional, uma das principais commodities da balança comercial brasileira tem mais de um dia para chamar de sua.
Neste domingo, 1º de outubro, é comemorado o Dia Internacional do Café e além das mudanças climáticas, dos desafios do campo, do reconhecimento do produtor e de tudo que envolve a cafeicultura global, a Organização Internacional do Café (OIC) lançou uma campanha para unir forças na cafeicultura global. setor com o objetivo de que o café se torne uma cadeia de abastecimento mais segura para os profissionais do café.
Em números, os dados da OIC mostram que o café é produzido atualmente em mais de 50 países localizados na América Latina, África e Ásia. Isto significa que entre 20 e 25 milhões de famílias têm como fonte de renda a cafeicultura.
Destaca-se também a participação feminina na cadeia global do café, que representa atualmente 70% da força de trabalho do setor. “Reconhecer a divisão do trabalho numa perspectiva de género é o primeiro passo para promover locais de trabalho mais seguros e saudáveis”, afirma a campanha.

A campanha da OIC é enfática quanto às necessidades de segurança dos trabalhadores rurais, destacando que em qualquer área de atuação da cadeia é fundamental que os trabalhadores tenham direito a um ambiente de trabalho seguro e saudável.
“Para encontrar soluções, devemos tomar medidas coletivas e participar no diálogo social. Juntos, podemos construir alianças sem precedentes e fornecer soluções duradouras para a segurança e a saúde dos trabalhadores do setor cafeeiro”, acrescenta.
A ação coletiva do ICO tem como ponto de partida uma atuação nas redes sociais com o #CoffeePeople, com o foco de atingir todas as pontas da cadeia: do campo à xícara. O primeiro passo é unir-se em redes, mas a Organização acrescenta que é importante que os governos dos países produtores e consumidores, as organizações internacionais, os parceiros de desenvolvimento da cadeia de abastecimento, os cafeicultores e também o setor privado estejam atentos para que todos estejam na mesma página direção.
“Todos os trabalhadores merecem desfrutar de condições de trabalho dignas e seguras. Isto implica, no mínimo, regras de horário de trabalho, pagamento adequado de salários e monitorização eficaz da saúde e segurança no trabalho (…). Tenho orgulho de que hoje, juntamente com a OIT, a OIC esteja comprometida em liderar e moldar um local de trabalho cafeeiro melhor para enfrentar todos os desafios. Promover o respeito pelos direitos trabalhistas internacionais e ajudar as principais partes interessadas a se comprometerem com a defesa desses direitos é essencial para alcançar o crescimento inclusivo, fortalecer a estabilidade e a sustentabilidade do setor cafeeiro e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores”, destaca Vanúsia Nogueira, diretora executiva da OIC .

NO BRASIL: Segurança em campo, com sustentabilidade, segurança financeira e qualidade na copa
No Brasil, temos observado nos últimos anos que diante dos impasses climáticos, das dificuldades impostas pela pandemia da Covid-19 e até da guerra entre Rússia e Ucrânia, o setor tenta conversar entre si, de ponta a ponta no cadeia, para garantir a segurança em todos os elos.
“A integração da cadeia do café sempre foi um grande desafio, devido à extensão dos elos componentes desde a produção até a xícara. Atualmente temos fatores decisivos como o aumento dos custos de produção, os desafios climáticos e as novas exigências da União Europeia para as importações, que exigem que essa integração seja acelerada, o que exige liderança, coordenação da cadeia e alinhamento entre os atores componentes”, afirma Juliano Tarabal – diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado Mineiro.
O café do Brasil chega anualmente a mais de 120 países, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Para Marcos Matos, diretor executivo do Cecafé, o Brasil, como maior produtor e exportador de café do mundo, avançou nos últimos anos na parceria com outras origens produtoras, no contato com grandes compradores, mas ainda há muito espaço para diálogo e negócios, especialmente baseados na sustentabilidade.
“O Brasil tem o compromisso de investir sempre no avanço da sustentabilidade em todos os pilares, ambiental, social e econômico, pensando sempre no valor justo e nas condições mais adequadas em termos de segurança do trabalho e preservação ambiental, sempre conectando o campo e a cidade com o café no mesa do consumidor”, afirma.
Marcos destaca ainda que se trata de um produto com grande peso emocional para o consumidor e, portanto, estar atento ao que esse público exige é fundamental para manter o Brasil na vanguarda do mercado.
“O Brasil, como maior produtor e segundo maior consumidor, está empenhado em garantir um produto com qualidade e sustentabilidade em suas 35 regiões produtoras. O Brasil está preparado para cumprir as novas regras e todas as discussões. OIC no fortalecimento da OIC, da sustentabilidade e do fluxo comercial em tempos ESG”, acrescenta.

Para a Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC), o dia 1º de outubro é especial e merece ser comemorado. Vale ressaltar que dados oficiais da ABIC comprovam que a bebida está presente em 98% dos lares do Brasil.
“O café anima, o café une, o café faz bem à saúde. E a ABIC tem orgulho de ter colaborado com a transformação do nosso café. Nosso país tem o enorme desafio de aumentar o valor atribuído ao café que temos aqui. Pessoal, esse papel é um desafio que a ABIC tem para os próximos 50 anos”, afirma Pavel Cardoso – presidente da ABIC. A entidade completa 50 anos em 2023 e foi a grande responsável por aumentar a qualidade do tradicional café presente na rotina de todas as famílias do Brasil.
José Marcos Magalhães, presidente da Minasul, destaca o avanço que as commodities brasileiras têm visto em termos de produtividade nos últimos anos, fruto de tecnologia de ponta aplicada pelos produtores do campo e que é reflexo de grandes parcerias comerciais, inclusive com o café .
“O Agro promove uma conexão fundamental entre a natureza e as pessoas, não só na alimentação, mas também nas fibras, na bioenergia e o que leva a uma grande vantagem competitiva para o Brasil. Nossas condições, comparadas a outras nações, nos trazem uma grande vantagem”, completa. .
O presidente ressalta ainda que a responsabilidade de ser um grande fornecedor de alimentos acaba trazendo ao Brasil esse clamor por segurança ambiental, política e monetária. “Isso é para que todos possam trabalhar e produzir com tranquilidade e tranquilidade”, afirma.
Para Simão Pedro de Lima, diretor superintendente da Expocacer, o Brasil está mais do que preparado para ser exemplo quando o assunto é segurança na cadeia do café. Primeiro, com as certificações dos cafés brasileiros, que garantem segurança e qualidade ao consumidor final e também no que diz respeito à segurança social e ambiental.
“O Brasil pode dar exemplo nisso. Temos a legislação ambiental mais rígida do mundo e o produtor segue essas regras ambientais. O Brasil pode dar exemplo ao mundo em relação a esses dois elementos”, acrescenta.
