Qual foi o impacto dos dados de emprego nos EUA no dólar, e qual o resultado do dólar ao final da semana?

Qual foi o impacto dos dados de emprego nos EUA no dólar, e qual o resultado do dólar ao final da semana?

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Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – Após três dias de altas, o dólar à vista encerrou a sexta-feira em baixa frente ao real, com as cotações sendo realizadas no exterior, onde dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos aumentaram as apostas de que o Federal Reserve não poderá elevar mais os juros em 2023.

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8748 reais na venda, com queda de 0,51%. Apesar do movimento desta sexta-feira, a moeda norte-americana fechou a semana em alta de 3,03%.

Na B3, às 17h14 (horário de Brasília), o primeiro contrato futuro de dólar caía 1,03%, a R$ 4,8930.

Pela manhã, a moeda à vista americana chegou a subir ante o real, dando continuidade ao movimento da véspera. No pico da sessão, às 9h01, o dólar à vista era cotado a 4,9206 reais (+0,43%).

A divulgação dos novos dados de emprego nos Estados Unidos às 9h30 mudou o cenário. O Departamento do Trabalho disse que a economia dos EUA criou 187.000 empregos em julho, abaixo dos 200.000 empregos projetados pelos economistas consultados na pesquisa da Reuters. O setor privado gerou 172 mil empregos, ante 179 mil esperados, enquanto o setor público abriu 15 mil novos empregos.

Apesar dos dados mostrarem fortes ganhos salariais, o resultado reforçou as dúvidas sobre a necessidade de mais uma alta dos juros pelo Federal Reserve neste ano.

Em reação, o dólar à vista migrou para território negativo, em linha com a perda de força da moeda norte-americana frente às moedas fortes e emergentes no exterior.

No Brasil, o movimento de queda da moeda foi intensificado pelo fato de, na véspera, o dólar ter subido quase 2%, influenciado pela decisão de política monetária do Banco Central na quarta-feira, que cortou a taxa Selic básica em 0,50 ponto percentual, para 13,25 % por ano. Na mínima do dia, às 0h07, o dólar cotava a 4,8455 reais (-1,11%).

“O movimento da taxa de câmbio é agravado pela forte desvalorização que o real teve ao longo da semana. Então, isso abriu espaço para a realização de lucros hoje (sexta-feira), com forte valorização do real”, comentou Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho.

No exterior, ao final da tarde, o dólar seguia em queda frente às moedas fortes e em relação às moedas emergentes ou exportadoras de commodities.

Às 17h14 (horário de Brasília), o índice do dólar – que mede o comportamento da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis moedas – caía 0,42%, a 102,020.

Para José Faria Júnior, diretor da consultoria Wagner Investimentos, o índice do dólar vai mesmo cair “quando o mercado entender que o Fed realmente parou de aumentar os juros”. Nesse caso, segundo ele, o dólar experimentará novas baixas em relação ao real.

“Mas obviamente estamos em um processo de corte de juros no Brasil, em que a Selic estará, a princípio, em 11,75% no final do ano. E o Fed ainda pode aumentar ainda mais as taxas de juros. Logo, pode haver algum incômodo para o dólar cair mais”, avaliou.

Pela manhã, o BC vendeu todos os 16 mil contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de setembro.

(Por Fabrício de Castro Montagem de Pedro Fonseca)

O dólar encerrou a sexta-feira em baixa frente ao real, após três dias de altas, devido a dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos que aumentaram as apostas de que o Federal Reserve não elevará os juros em 2023. O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8748 reais na venda, representando uma queda de 0,51%. Embora tenha ocorrido uma baixa no último dia da semana, a moeda norte-americana encerrou com uma alta de 3,03% no acumulado da semana. O primeiro contrato futuro de dólar na B3 também caiu, com uma queda de 1,03%, sendo cotado a R$ 4,8930 às 17h14. A divulgação dos novos dados de emprego nos Estados Unidos gerou dúvidas sobre a necessidade de mais uma alta dos juros pelo Federal Reserve neste ano.

A reação no Brasil foi intensificada pelo fato do dólar ter subido quase 2% na véspera devido à decisão de política monetária do Banco Central, que cortou a taxa Selic básica em 0,50 ponto percentual, para 13,25% ao ano. Esse movimento de queda da moeda foi agravado pela desvalorização do real ao longo da semana, abrindo espaço para a realização de lucros na sexta-feira e uma forte valorização do real. No exterior, o dólar também estava em queda frente às moedas fortes e às moedas emergentes ou exportadoras de commodities. O índice do dólar caiu 0,42%, a 102,020 às 17h14. Segundo o diretor da consultoria Wagner Investimentos, o dólar deve cair ainda mais quando o mercado entender que o Fed parou de aumentar os juros. Porém, o cenário de corte de juros no Brasil e a possibilidade de aumento das taxas de juros pelo Fed podem causar algum incômodo para o dólar cair ainda mais no futuro.

Perguntas:

1. Por que o dólar encerrou em baixa no Brasil em relação ao real?
Resposta: O dólar encerrou em baixa devido aos dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos que aumentaram as chances de o Federal Reserve não elevar mais os juros em 2023.

2. Qual foi o resultado do dólar à vista na sexta-feira?
Resposta: O dólar à vista encerrou o dia cotado a 4,8748 reais na venda, representando uma queda de 0,51%.

3. Por que a queda do dólar foi intensificada no Brasil?
Resposta: A queda do dólar foi intensificada no Brasil devido ao movimento de alta da moeda na véspera, influenciado pela decisão de política monetária do Banco Central, que cortou a taxa Selic básica em 0,50 ponto percentual.

4. Qual foi o cenário do dólar no exterior?
Resposta: No exterior, o dólar estava em queda frente às moedas fortes e em relação às moedas emergentes ou exportadoras de commodities.

5. Como o diretor da consultoria Wagner Investimentos prevê o movimento do dólar no futuro?
Resposta: Segundo o diretor da consultoria Wagner Investimentos, o dólar deve cair ainda mais quando o mercado entender que o Fed parou de aumentar os juros, porém, o cenário de corte de juros no Brasil e a possibilidade de aumento das taxas de juros pelo Fed podem causar algum incômodo para o dólar cair ainda mais no futuro.
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Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo

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