NĆ£o hĆ” igreja sem padre, nĆ£o hĆ” teatro sem ator nem rua sem leiloeiro. A construção do espaƧo polĆtico sempre privilegiou a voz. Ć a materialidade polĆtica e o silĆŖncio dos conflitos. Palavras sĆ£o atos e atitude faz o poder de ser ouvido. Filosofia Ć parte, os pecuaristas avanƧam com cada vez mais convicção no diĆ”logo com a sociedade e sua economia.
Paralelamente Ć aquisição de tecnologia para produzir mais com menos, atenção ao mercado para direcionar seus produtos ao gosto dos clientes e a consciĆŖncia de fazer tudo isso sob o manto da sustentabilidade, os pecuaristas voltam-se para a construção de espĆrito de corpo e capacidade de unem-se sob interesses comuns para defender suas reivindicaƧƵes legĆtimas.
Presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), uma das entidades de maior representatividade polĆtica do agronegócio nacional, Gabriel Garcia Cid destaca os avanƧos alcanƧados pelos pecuaristas nos Ćŗltimos anos. āTer um pecuarista na mesa de discussĆ£o tornou-se essencialādestaques.
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E essa posição de protagonista na economia chega tarde, jĆ” que carne bovina Ć© alimento, portanto, estĆ” na mesa de todo brasileiro e gerar divisas Ć© fator de soberania do paĆs.
Esse avanƧo no poder polĆtico estabelece, inclusive, uma nova ordem na cadeia produtiva, inclusive a carne bovina, que tambĆ©m Ć© conhecida, reconhecida e maturada ao longo do tempo.
Joaquin Villegas é presidente de uma das mais antigas associações de pecuaristas do Brasil, a Associação Nacional dos Criadores Herd-Book Collares.
Ele cita a entidade que dirige como um fórum de encontro de interesses e bandeiras, reforçando que apesar das diferenças hÔ consciência e responsabilidade com a missão da categoria.

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Mas se uma voz mais vibrante e abrangente chegou tarde, Ʃ justo perceber que traz consigo a juventude, atravƩs de novos empresƔrios ou sucessores no ramo, mais dispostos a lutar pela atividade.
AlƩm da forƧa, trazem consigo, nos postos de comando das fazendas, nas empresas fornecedoras de insumos ou nas entidades de classe, a continuidade de suas aƧƵes.
Bento Abreu SodrĆ© Carvalho Mineiro, diretor da ABCZ e vice-presidente de Inovação Tecnológica do Conselho Nacional de PecuĆ”ria de Corte (CNPC), ligado Ć Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Ć© um bom exemplo do que estĆ” pensando a nova geração. āUma maior organização da categoria atrai mais adesƵes e o fortalecimento da representatividadeādestaques.

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Unindo essa nova forƧa do pecuarista brasileiro, mais tecnificado, produtivo e engajado com as necessidades de proteger os animais, as pessoas e o planeta, o ex-ministro da Agricultura, PecuĆ”ria e Abastecimento, professor Roberto Rodrigues (FGV-SP) insere o trabalho de aquele que āmerece uma estĆ”tuaā no cenĆ”rio mundial de combate Ć fome e Ć guerra pela paz.



