IAT zera fila de espera de análise dos planos de uso e conservação de reservatórios

IAT zera fila de espera de análise dos planos de uso e conservação de reservatórios

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Junho foi um mês emblemático para a Divisão de Licenciamento Estratégico do Instituto Água e Terra (IAT). A área vinculada à Diretoria de Licenciamento e Outorga aprovou o Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno do Reservatório (Pacuera) da Usina Hidrelétrica Governador Pedro Viriato Parigot de Souza, em Antonina, no litoral. O reservatório do complexo está localizado nos municípios de Campina Grande do Sul e Bocaiúva do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba.

O polo produtor de energia elétrica é um dos mais antigos do Paraná, inaugurado em janeiro de 1971, e só agora, mais de 50 anos depois, conseguiu se adequar à legislação federal que delimita o regime de uso no entorno das usinas, condição para liberação de licenciamento ambiental. A aprovação de Pacuera na Usina Parigot de Souza é reflexo da reestruturação implementada pelo IAT a partir de 2019. Desde então, o setor conseguiu zerar a fila.

Foram aprovados quatro planos de uso, sendo três usinas hidrelétricas (UHE), UHE Tibagi Montante (Campos Gerais), UHE Baixo Iguaçu (Sudoeste), UHE GPS (Litoral) e uma Pequena Central Hidrelétrica, a PCH Bela Vista (Sudoeste). Outros 16 processos estão em fase final de análise.

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Responsável pelo setor Pacuera, a engenheira florestal Maria do Rocio Lacerda Rocha explica que o planejamento reúne um conjunto de diretrizes e proposições com o objetivo de regular a conservação, recuperação, uso e ocupação do entorno de um reservatório artificial em um raio de mínimo de 1 km, estimulando o desenvolvimento sustentável da área.

Além disso, destacou, o regulamento visa manter a qualidade ambiental da massa de água, estabelecendo tipologias que determinam os usos permitidos, permitidos e não permitidos das zonas ambientais estabelecidas no estudo. “Podemos comparar Pacuera ao plano diretor de uma cidade. É este regulamento que estabelece as regras para a conservação e uso do território em redor da albufeira artificial, organizando as ações”, disse.

Ela destacou que o documento é fundamental para evitar conflitos sociais, impedindo a ocupação irregular do espaço imediatamente adjacente ao reservatório. “É também a garantia do cuidado com a fauna e a flora de toda a região, com as nascentes e o abastecimento de água das cidades”, afirmou.

USINA ELÉTRICA – Inaugurada oficialmente em 26 de janeiro de 1971, quando entrou em operação comercial, a usina tem potência de 260 Megawatts (MW) e está localizada em Antonina. É considerada a maior usina subterrânea do sul do país, um marco para a engenharia da época. O complexo é administrado pela Copel.

Para a construção da usina, também conhecida como Capivari-Cachoeira, foram represadas as águas do Rio Capivari, localizado no Primeiro Planalto do Paraná, a 830 metros acima do nível do mar. Este represamento foi possível graças à construção de uma barragem de terra com 58 metros de altura e 370 metros de comprimento. Da barragem, a água é desviada para o Rio Cachoeira, no litoral, obtendo um desnível de aproximadamente 740 metros, sendo a água conduzida por um túnel subterrâneo de 15,4 quilômetros que atravessa a Serra do Mar.

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Segundo a Copel, durante sua construção, com aproveitamento dos rios Capivari e Cachoeira, o Paraná se projetou no panorama da engenharia brasileira, conquistando dois recordes: maior avanço médio mensal em escavações subterrâneas em obras do gênero, e maior volume de concretagem dentro de túneis.

Na base da montanha (sopé), foram escavadas três grandes cavernas, compondo a planta subterrânea: sala de válvulas, casa de máquinas e sala de transformadores. Na casa de máquinas, quatro geradores de 62,5 mil quilowatts (kW) cada garantem ao Paraná uma produção anual de 900 milhões de quilowatts-hora (kWh).

(Com AEN)

(Emanuely/Sou Agro)



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