#souagro | Há alguns dias mostramos aqui no Sou Agro que o Plano Safra atual precisava de um aporte de R$ 200 milhões para atender o produtor rural, a medida foi necessária porque o plano atual não conseguiu atender todas as demandas dos produtores por esse crédito.
E como esse plano atual termina em 30 de junho, a expectativa agora é sobre o que vem a seguir. Por isso fomos ouvir a voz da experiência, conversamos com o Flávio Turra, que é Gerente Técnico da Ocepar que falaram sobre o que esperam para o novo plano.
“A expectativa em relação ao novo Plano Safra é que as diversas linhas de financiamento que atendem pequenos, médios e grandes produtores, e suas cooperativas já estejam implantadas e tenham continuidade com o aumento de recursos para este próximo Plano Safra em cerca de 20%” , detalhou.
Também indagamos sobre as expectativas em relação aos pedidos do Sistema Ocepar. Afinal, todos os anos o governo federal recebe essas informações sobre o que seria mais importante e necessário para atender o setor do agronegócio.
“Em relação às demandas, a Ocepar, em conjunto com a OCB e outros órgãos estaduais, que elaborou uma lista de solicitações ao Governo Federal, que inclui desde a necessidade de novas fontes ou aumento das atuais fontes de recursos para o financiamento da agricultura, como aumentar as exigências da poupança rural para termos mais recursos para financiar a safra, além de dizer que o montante de recursos para a próxima safra deve crescer pelo menos 20%, chegando a R$ 420 bilhões no total. Além disso, recursos do seguro rural para subsídio ao prêmio do seguro rural. E uma questão que preocupa muito o setor também em relação à necessidade de equalizar os juros, precisamos de um valor significativamente maior do que o valor investido na safra passada para equalizar os juros. Isso nos permitiria ter taxas de juros um pouco menores do que as praticadas no atual Plano Safra”, explica.
Outra questão que gera certa ansiedade todos os anos é em relação ao valor que será liberado no novo Plano Safra. Flávio também explica um pouco sobre as expectativas em relação a isso.
“Geralmente, nos últimos anos, o produtor rural captou cerca de 30% do recurso de fornecedores de insumos, cerca de um terço com crédito rural e o terço restante captou com recursos próprios ou utilizou recursos próprios. Este ano, se trabalharmos apenas com um terço do crédito rural, precisaremos de R$ 420 bilhões para os produtores rurais. É importante termos uma visão ampla de todas as categorias de produtores. Precisamos apoiar o pequeno produtor, o médio produtor, o produtor que está utilizando tecnologias ambientalmente corretas. Mas precisamos atender a todos os pequenos, médios e grandes produtores. Dentro disso, precisamos aumentar os limites de financiamento para cada uma dessas categorias de produtores. Precisamos manter os créditos de investimento, em especial, um ponto fundamental para o setor agropecuário é a necessidade de disponibilizar recursos para investimentos em máquinas agrícolas, armazéns e infraestrutura avícola, enfim, toda infraestrutura necessária para produção animal em nível de propriedade e também no âmbito das cooperativas do Paraná e de outros estados do país”, finaliza Flávio.
(Débora Damasceno/Sou Agro)


