#sou agro | Segundo pesquisa de campo do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos de Defesa Vegetal (SINDIVEG), 46% do volume de produtos aplicados na proteção do trigo no país ocorre justamente nos meses de abril, maio e junho. Ou seja, estamos no momento em que ele mais precisa de cuidados para conseguir chegar à mesa.
E combater as pragas é um dos maiores desafios da agricultura no Brasil, muito por ser um país tropical (quente e úmido) e um dos únicos a ter mais de uma safra anual. Além de interferir na qualidade dos alimentos, a quebra de safra devido ao ataque de pragas leva consequentemente ao aumento dos preços dos produtos, esse cuidado se torna ainda mais importante quando se trata de algo tão essencial para o consumidor brasileiro.
Segundo dados preliminares, referentes à Balança Comercial de abril de 2023, o Brasil importou 312,8 mil toneladas de trigo em grãos. Em relação às exportações, foram embarcadas 281,8 mil toneladas. Com a retração do volume importado nos últimos meses, o valor estimado de importação para a safra atual foi reajustado, que passou de 5,5 mil toneladas para 5,2 mil toneladas.
Ou seja, apesar do reajuste, o trigo continua se destacando entre as culturas mais importantes do Brasil, até porque, sem ele, o brasileiro não tem farinha para pães, massas e uma enorme variedade de alimentos (processados ou não) à base de trigo . . E, por isso, a importância de cuidados redobrados com essa cultura.
Ainda de acordo com o SINDIVEG, as tecnologias de defensivos agrícolas são essenciais para que os produtores agrícolas mantenham um alto nível de produtividade, garantindo assim a crescente demanda da sociedade por alimentos e fibras. O sindicato incentiva a aplicação correta e segura, pois significa aumento da produtividade no campo, pois os defensivos agrícolas permitem que as plantas cresçam e frutifiquem, protegendo-as do ataque e proliferação de insetos, doenças e ervas daninhas.
Veja quais são as principais pragas do trigo e os estragos que elas causam
ferrugem do caule – Doença causada por um fungo que se caracteriza pela formação de manchas em forma de pontos com coloração amarelada. À medida que se desenvolve, essas manchas ficam maiores, alongadas e elevadas. Afeta principalmente os caules e as partes onde as folhas se prendem ao caule. Pode causar tombamento da planta e encolhimento dos grãos, o que reduz a produtividade.
lagarta do trigo – É a principal praga desfolhadora do trigo. Seus danos também são observados em outras gramíneas, como arroz, aveia, azevém, centeio, cevada, milho e pastagens. Seu ataque é importante até o octogésimo dia da safra, e as perdas são sensíveis quando o nível de desfolha ultrapassa 30%.
mancha marrom – Esta doença tem potencial para causar danos significativos, especialmente em fontes quentes e úmidas. Na cultura do trigo, as perdas causadas por essa doença podem chegar a 80%.
azevém – O azevém é uma espécie de inverno e ocorre concomitantemente com culturas de inverno, como o trigo. É facilmente dispersa e, portanto, está presente e caracterizada como planta daninha em praticamente todas as lavouras e pomares de inverno no sul do Brasil. A interferência de plantas daninhas nas plantas cultivadas pela competição de água, nutrientes e radiação solar pode trazer inúmeros malefícios ao sistema produtivo, sendo que a cultura do trigo pode prejudicar a produtividade, reduzindo seu rendimento.
ferrugem da folha – Esta doença manifesta-se desde o aparecimento das primeiras folhas até à maturação da planta. Devido à redução da área fotossintética da planta, que fica recoberta por pústulas nas cultivares suscetíveis, a produção de grãos é afetada, podendo levar a prejuízos de mais de 50%.
oídio – O oídio é uma doença de importância econômica em todos os países produtores de trigo, principalmente pela perda do vigor das plantas, que se traduz em queda de rendimento de até 40%. A doença ocorre naturalmente principalmente no sul do Brasil, em outras regiões ocorre em lavouras irrigadas. O patógeno reduz a fotossíntese, aumenta a respiração e a transpiração das plantas, levando ao enfraquecimento e atrofiamento das plantas.
(Com agências)
(Emanuely/Sou Agro)


