Tipo: Evergreen
A pododermatite infecciosa em ovinos Santa Inês pode causar dor, claudicação, redução do consumo, menor ganho de peso e prejuízos reprodutivos. A enfermidade está associada principalmente a *Dichelobacter nodosus* e pode envolver *Fusobacterium necrophorum*.
A umidade persistente, o barro, o excesso de lotação, a matéria orgânica acumulada e os cascos longos favorecem a manutenção do problema. Por isso, o controle sanitário precisa incluir tanto o tratamento dos animais quanto a correção das condições ambientais.
O diagnóstico começa com a inspeção individual. Devem ser observados a intensidade da claudicação, o apoio do membro, a temperatura local, o odor, a maceração interdigital, a separação da linha branca, o descolamento da muralha e a presença de exsudato.
Traumas por cascalho, dermatite interdigital, ectima contagioso, miíase, fotossensibilização, laminite nutricional, celulite e artrite séptica fazem parte do diagnóstico diferencial. Casos com febre, apatia, edema ascendente, lesões profundas ou claudicação intensa exigem avaliação veterinária.

Os animais afetados devem ser separados e conduzidos a uma área seca, limpa e de fácil inspeção. Recém-adquiridos precisam permanecer em quarentena de 21 a 30 dias, com exame dos cascos e aparo corretivo quando indicado.
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O casqueamento deve remover apenas tecido solto, necrosado ou desvitalizado. O corte profundo até provocar sangramento amplia a porta de entrada para bactérias e pode prolongar a recuperação. As ferramentas devem ser lavadas e desinfetadas entre indivíduos.
O pedilúvio com sulfato de zinco a 10% aparece em protocolos de controle quando o produto é autorizado para ovinos e preparado conforme a recomendação técnica. A solução deve cobrir os cascos por aproximadamente 10 minutos, seguida de permanência em área seca por 30 a 60 minutos.
A solução precisa ser trocada quando estiver excessivamente contaminada por fezes, barro ou matéria orgânica. O pedilúvio não substitui a inspeção individual, o isolamento dos casos nem a avaliação veterinária de lesões profundas ou recorrentes.
Conclusão: A redução da pododermatite depende de identificação precoce, separação dos animais afetados, higiene das ferramentas, quarentena e oferta de áreas secas. O tratamento deve ser definido pelo médico-veterinário, especialmente quando houver sinais de infecção avançada.
Fonte: Material técnico da rodada sobre pododermatite infecciosa em ovinos Santa Inês.
