No Paraná, ou volume entre exportação e importação para quase o mesmo, com vendas externas de 3 mil toneladas a mais que as compras internacionais. Esta é uma das análises do Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 14 a 20 de julho.
Importações – O documento, elaborado por técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab), mostra que as importações brasileiras chegaram a 2,1 milhões de toneladas, volume inferior aos 3,2 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2022.
dados nacionais – Os dados nacionais são extraídos do Agrostat, um banco de dados online que oferece uma visão detalhada das exportações e importações agrícolas. A produção brasileira de 10,6 milhões de toneladas de trigo no ano passado possibilitou, ainda, a comercialização de 2,1 milhões de toneladas no exterior. É o terceiro maior volume já exportado para o Brasil no primeiro semestre.
Mercado interno – O Paraná, que pendurou 3,5 milhões de toneladas em 2022, continua atendendo prioritariamente o mercado interno. No primeiro semestre deste ano, enquanto as exportações ascenderam a 178 mil toneladas, as importações ascenderam a 175 mil toneladas, com vista a satisfazer necessidades pontuais de dois dias.
trigo – A colheita da safra paranaense de trigo de 2023 se intensificará a partir de setembro. A previsão de cerca de 4,5 milhões de toneladas é recorde histórico e tem potencial para manter os elevados números de exportações e contribuir para a redução de dois volumes importados.
milho e feijão – A milésima valorização de preços apresentada no mercado internacional não começou nesta semana. A alta acumulada em dois dias foi superior a 9%, possivelmente refletindo o descumprimento do acordo sobre o embarque de mercadorias entre a Rússia e a Ucrânia, ou que reduziu a oferta de produtos não mercantis, elevando o preço.
mercado estável – Para o feijão, o mercado tem se mantido relativamente estável, com poucas negociações e pequenas variações de preços. Entre os dias 10 e 14 de julho, o produtor recebeu R$ 188,00 em meia saca de 60 quilos de feijão de núcleo, um aumento de 2,6% em relação à semana anterior. Já o preto foi comercializado a R$ 217,00 a saca, com redução de 1,2%.
Suínos e bovinos – O Paraná foi o terceiro maior exportador de carne do Brasil durante o primeiro semestre de 2023. Foram comercializadas 80,5 mil toneladas, um crescimento de 5% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita financeira chegou a US$ 187,5 milhões, um aumento de 17% em relação aos primeiros meses de 2022.
Exportações – Já o Brasil exportou 16% a mais em 2023, alcançando 579,5 mil toneladas e uma receita financeira de R$ 1,4 bilhão. Santa Catarina é o maior exportador com 320 mil toneladas, 55% do total nacional. Seguiu-se o Rio Grande do Sul, com 23%, e o Paraná, com 14%.
Custo de produção – O boletim também se refere a uma redução de 4,8% nos custos de produção por litro de leite em junho, em relação a maio. Nos últimos 12 meses o restante foi de 5,8%. A alimentação do rebanho foi a principal influenciadora nessa redução. Situação que representa uma compensação parcial para os produtores que ainda trabalham com margens abertas, principalmente pela importação de lácteos mais baratos.
Alho e fungicultura – O documento também traz informações sobre o alho, que está cultivado em 327 hectares na safra de 2022 e colhe 1,6 mil toneladas, somando Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 23,3 milhões. Comparando com 2013 – dez anos – os indicadores mostram-se inferiores: a área cultivada foi 30,9% menor, a produção caiu 26,8% e o VBP caiu 12,3%.
Produção mundial – O boletim apresenta ainda dados sobre a produção mundial de fungos. A China é o maior produtor, com um volume de 41,1 milhões de toneladas, respondendo por 48,2% da produção. O cultivo de cogumelos e trufas continua crescendo no mundo. São produtos valorizados pelo sabor e propriedades gastronômicas, com utilização em diversos pratos culinários.
Jornal do campo
De acordo com o Boletim de Conjuntura Agropecuária do Paraná, as vendas externas do estado ultrapassaram as importações de trigo, com uma diferença de 3 mil toneladas. No primeiro semestre de 2022, as importações brasileiras de trigo foram de 2,1 milhões de toneladas, enquanto as exportações alcançaram 2,1 milhões de toneladas. Isso ocorreu devido à produção recorde de trigo no estado, que atingiu 3,5 milhões de toneladas no ano passado.
Apesar das importações, o mercado interno continua sendo priorizado, com o Paraná atendendo principalmente às necessidades do mercado doméstico. No entanto, a previsão é que a colheita da safra de trigo de 2023 alcance um recorde histórico de cerca de 4,5 milhões de toneladas, o que pode contribuir para a redução das importações e manter os números elevados de exportação.
Além do trigo, o estado também se destaca nas exportações de carne, sendo o terceiro maior exportador do Brasil no primeiro semestre de 2023. Foram comercializadas 80,5 mil toneladas de carne, com uma receita financeira de US$ 187,5 milhões.
Em relação aos custos de produção, houve uma redução de 4,8% nos custos de produção de leite em junho, influenciada principalmente pela alimentação do rebanho. Isso representa uma compensação parcial para os produtores que ainda trabalham com margens abertas, devido à importação de lácteos mais baratos.
Outras informações presentes no boletim incluem dados sobre o cultivo de alho, a produção mundial de fungos e o mercado de milho, feijão e suínos. O texto destaca que o mercado de feijão tem se mantido estável, com poucas negociações e pequenas variações de preços.
Fonte
**Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo**

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