SÃO PAULO (Reuters) – O ex-governador de São Paulo Márcio França tomou posse como novo ministro de Portos e Aeroportos em cerimônia em Brasília, nesta segunda-feira, que contou com a participação de representantes de trabalhadores de ambos os setores, que aproveitaram a ocasião para formular críticas contra privatizações realizadas no governo de Jair Bolsonaro.
Em discurso em que elogiou a presença do antecessor Marcelo Sampaio, que ocupava no governo Bolsonaro a pasta da Infraestrutura –dividida em dois ministérios no governo Lula–, França afirmou que “a população brasileira fez uma decisão que é a de respeito ao serviço público”.
França e o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm afirmado que o governo não vai prosseguir com o processo de concessões de infraestrutura promovido pelo governo de Bolsonaro e que tinha o porto de Santos como um de seus principais projetos.
Mas, na cerimônia desta segunda-feira, ele não fez menção ao processo de privatização do porto, apesar do presidente da Federação Nacional dos Portuários (FNP), Eduardo Guterra, ter dito que a privatização da Codesa, que administra os portos de Vitória e Barra do Riacho, no Espírito Santo, foi “mal costurada”. O leilão da Codesa ocorreu em março do ano passado.
“Para onde você olha, há muito o que fazer. Essa imensa logística é fundamental para a economia do país, mas tamanha riqueza e possibilidades se justificam principalmente se gerarem empregos e qualidade de vida para a população”, disse França. “Por isso nós fizemos questão que os trabalhadores falassem hoje aqui. Os portos e os aeroportos só existem porque os trabalhadores estão lá, todos os dias… e é muito importante que eles se sintam prestigiados com essa atividade.”
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“Nosso déficit social, portanto, se apresenta como maior desafio de qualquer setor deste novo governo”, acrescentou França, que assumiu uma pasta que é responsável por 35 portos e 65 aeroportos, além de centenas de terminais portuários e aeródromos.
(Por Alberto Alerigi Jr.)
Fonte:
Reuters
