O Movimento SOS Agro RS está coordenando uma mobilização de agricultores e pecuaristas em Cachoeira do Sul, reunindo milhares de pessoas no parque da Fenarroz. O objetivo principal é pressionar o governo federal a tomar medidas urgentes para ajudar os produtores que estão sofrendo com os impactos de desastres climáticos.

Os agricultores estão enfrentando três anos consecutivos de estiagem, somados aos recentes problemas causados por chuvas e enchentes que afetaram as plantações de soja, arroz, milho e outras culturas. As perdas são significativas, prejudicando cerca de 20 mil famílias no meio rural e 200 empreendimentos familiares na agroindústria.

Diante desse cenário desafiador, os agricultores estão demandando a prorrogação dos débitos, criação de uma linha de crédito com condições especiais e um plano que contemple não só os danos atuais, mas também as dívidas acumuladas nos últimos três anos. Apesar das medidas anunciadas no Plano Safra 2024/2025, eles alegam que as soluções propostas não atendem plenamente suas necessidades.

Essa mobilização reflete a grave situação enfrentada pelos produtores rurais no Rio Grande do Sul e chama a atenção para a urgência de apoio governamental para mitigar os impactos econômicos e sociais desses desastres climáticos. Acompanhe este artigo para entender melhor os desafios enfrentados pelos agricultores e as possíveis soluções para essa crise.

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Principais reivindicações dos agricultores

Os agricultores reunidos em Cachoeira do Sul estão reivindicando medidas do governo federal para amenizar os prejuízos causados por desastres climáticos. Eles destacam que a estiagem dos últimos três anos, somada às chuvas e enchentes atuais, está impactando severamente as safras de soja, arroz, milho e outras culturas. Além disso, as inundações têm afetado tanto as famílias rurais quanto os empreendimentos agroindustriais, resultando em perdas significativas.

Impacto no setor rural e agroindustrial

O presidente do Sindicato Rural de Minas do Leão e Butiá estimou que quase metade da colheita desses municípios foi perdida, totalizando cerca de 40% da área plantada. A inundação dos campos impossibilita o uso de maquinário, prejudica a fertilidade do solo e compromete a qualidade dos grãos, inviabilizando muitas colheitas. O Movimento SOS Agro RS não busca anistia de dívidas, mas sim a prorrogação delas e condições mais favoráveis de crédito para os produtores.

Situação atual e perspectivas futuras

O Plano Safra 2024/2025 anunciou recursos financeiros para os agricultores, porém, as demandas do setor vão além do que foi oferecido. Apesar do aumento no financiamento e das condições especiais no seguro rural para os gaúchos, os produtores consideram que as medidas são insuficientes para cobrir os prejuízos acumulados nos últimos três anos. O diálogo com o governo continua em busca de soluções que atendam às necessidades da categoria.

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Conclusão: Agricultores gaúchos reivindicam medidas urgentes

A mobilização dos agricultores em Cachoeira do Sul demonstra a gravidade da situação enfrentada pela agricultura no Rio Grande do Sul. As perdas causadas por desastres climáticos e enchentes afetaram milhares de famílias e colocam em risco a produção agrícola e pecuária no estado. A reivindicação por medidas como prorrogação de dívidas e linhas de crédito especiais é uma demanda urgente e necessária para garantir a sobrevivência dos produtores rurais.

É fundamental que as autoridades do governo federal compreendam a gravidade da situação e coloquem em prática ações concretas para auxiliar os agricultores gaúchos a superarem os desafios atuais. O diálogo entre os representantes do setor agrícola e os responsáveis pelas políticas públicas é essencial para encontrar soluções efetivas e evitar a crise no campo.

A união e a mobilização dos agricultores são fundamentais para pressionar por mudanças e garantir o apoio necessário para a recuperação do setor. A solidariedade e a cooperação entre os produtores rurais são essenciais para enfrentar os desafios e construir um futuro mais próspero para a agricultura no Rio Grande do Sul.

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Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo

Manifestação dos agricultores em Cachoeira do Sul

No parque da Fenarroz, milhares de agricultores se reuniram para exigir medidas do governo federal devido aos prejuízos causados por desastres climáticos.

Principais reivindicações do Movimento SOS Agro RS

O que o Movimento SOS Agro RS está exigindo?

O movimento reivindica medidas do governo federal para auxiliar os agricultores e pecuaristas diante dos prejuízos causados por desastres climáticos.

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Impacto dos desastres climáticos na agricultura gaúcha

Como as chuvas e enchentes afetaram as colheitas no Rio Grande do Sul?

Os desastres climáticos prejudicaram as culturas de soja, arroz, milho e silagem, resultando em perdas significativas para quase 20 mil famílias.

Prejuízos nos municípios de Minas do Leão e Butiá

Qual foi o percentual de perda na área plantada nos municípios de Minas do Leão e Butiá?

O presidente do Sindicato Rural estima que Minas do Leão e Butiá perderam cerca de 40% da área plantada devido aos desastres climáticos.

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Demandas do Movimento SOS Agro RS

Quais são as principais demandas do movimento em relação ao governo federal?

O movimento pede a prorrogação dos débitos, criação de uma linha de crédito com juros baixos e prazo estendido, além de outras medidas para auxiliar o setor agrícola.

Avaliação do Plano Safra 2024/2025

Como os agricultores gaúchos avaliam o Plano Safra 2024/2025?

Apesar do aumento nos recursos do Plano Safra, os agricultores consideram insuficiente para cobrir os prejuízos acumulados nos últimos três anos.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo

Verifique a Fonte Aqui

Movimento SOS Agro RS coordena mobilização de agricultores e pecuaristas em Cachoeira do Sul

Milhares de agricultores participam de ato em Cachoeira do Sul | Foto: Camila Cunha

Um protesto reúne, nesta quinta-feira, milhares de agricultores no parque da Fenarroz, em Cachoeira do Sul, na região central. A iniciativa é coordenada pelo Movimento SOS Agro RS, que é composto por representantes de diferentes áreas do setor no estado. Os manifestantes reivindicam medidas do governo federal para atenuar os prejuízos que decorrem de desastres climáticos.

O grupo destaca que os impactos contabilizam três anos consecutivos de estiagem. Somado a isso, a safra atual ainda será prejudicada por conta de chuvas e enchentes que atingem o solo gaúcho.

As perdas se concentram em culturas como soja e arroz, além do milho em grãos e silagem. Isso porque, ainda conforme o Movimento SOS Agro RS, excesso de chuvas inviabilizou parte significativa das colheitas. A estimativa é que o dilúvio afetou, no meio rural, quase 20 mil famílias, com perdas em estruturas e propriedades. Na agroindústria, cerca de 200 empreendimentos familiares registraram prejuízos por conta da inundação.

A previsão é que no mínimo 10% da área plantada no estado foi abandonada. O que também vai acabar afetando a criação de suínos, aves e bovinos.

O presidente do Sindicato Rural de Minas do Leão e Butiá, José Fernando Almeida Vieira, estima que os dois municípios perderam perderam quase a metade da colheita.

“Nossos prejuízos estão na casa dos 40% da área plantada. O governo federal precisa entender que quem tem perdas nesse nível não consegue custear investimentos, ainda mais depois da inundação dos campos”, disse o presidente do sindicato.

Lucas Scheffer, um dos organizadores da mobilização, explica que o alagamento da terra inviabiliza o uso de maquinário para colheita. Ele também acrescenta que o excesso de água aniquila a fertilidade dos solos e que a umidade deteriora a qualidade dos grãos.

“É impossível utilizar equipamentos e máquinas em propriedades alagadas. Em outras palavras, com o solo inundado não há como realizar colheitas. Como se não bastasse, a umidade também diminui a qualidade dos grãos, ou seja, nem a pouca quantidade que for colhida será apta para comercialização”, afirmou.

Scheffer, que é produtor de grãos em Cacequi, adiciona que o movimento não reivindica anistia de dívidas. Ao invés disso, as demandas incluem a prorrogação de dos débitos, criação de uma linha de crédito com juros de 3% e prazo de pagamento de 15 anos, com até dois anos de carência.

O produtor reconhece que o Plano Safra 2024/2025 traz fôlego momentâneo ao setor, mas ressalta que o auxílio é insuficiente em relação ao prejuízo acumulado nos últimos três anos. Anunciados na quarta-feira, os recursos ultrapassam R$ 400 bilhões em financiamentos, um aumento de 10% em relação ao montante da safra anterior.

A medida ainda contempla os agricultores gaúchos com condições especiais no seguro rural, com R$ 368,3 milhões, alta de 170% em comparação ao último ano. Os gaúchos alegam que apesar dos bilhões em créditos, o plano não apresenta solução para o endividamento.

“Não basta cobrir os danos que sofreremos neste ano. Seria preciso que o auxílio também compreendesse as dívidas que estão acumuladas desde 2020. São três anos de perdas. O valor do prejuízo é imenso e ultrapassa o que foi previsto do Plano Safra”, disse Lucas Scheffer.

Gedeão Pereira, presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), também fez críticas em relação ao Plano Safra e disse que dialoga com os ministros da Reconstrução, Paulo Pimenta, e da Agricultura, Carlos Fávaro, em busca de soluções para as demandas da categoria.

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