De onde saiu mais de um terço da produção nacional de grãos?

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No Brasil, o setor agrícola tem alcançado resultados impressionantes, principalmente no que diz respeito à produção de grãos e fibras. Com destaque para o estado de Mato Grosso, que lidera a produção nacional pelo 12º ano consecutivo, superando seus próprios recordes a cada safra.

De acordo com o levantamento mensal divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Mato Grosso ofereceu nesta safra incríveis 100,97 milhões de toneladas, representando mais de um terço da oferta brasileira, cerca de 31,36%. Esse número é 16,8% superior ao recorde anterior registrado no ciclo anterior, que totalizou 86,48 milhões de toneladas.

Esse crescimento expressivo também é reflexo da expansão da área plantada, que aumentou em 10,3% em comparação com a safra anterior, chegando a uma marca de 21,21 milhões de hectares. Dentre as culturas cultivadas, o algodão se destacou com uma expansão de 27,3% em relação à safra passada.

Entretanto, o protagonismo dessa safra foi o milho segunda safra, que superou a produção de soja no estado, atingindo um volume de 50,73 milhões de toneladas. Essa quantidade representa quase 50% de tudo o que o país produziu na entressafra, que foi de 102,16 milhões de toneladas.

Esses resultados foram impulsionados não apenas pelas condições climáticas favoráveis, mas também pelos investimentos realizados pelos produtores nas duas culturas, o que resultou em ganhos significativos de produtividade. No caso do milho, além do aumento de 13,6% na área plantada, que chegou a 7,36 milhões de hectares, a oferta final foi 23,4% superior em comparação com a safra anterior.

Já no que se refere à soja, que teve sua colheita encerrada em abril, foram colhidas 45,60 milhões de toneladas, um aumento de 9,9% em relação ao saldo anterior, que foi de 41,49 milhões de toneladas. A área plantada também registrou um crescimento de 8,8%, alcançando 12 milhões de hectares.

Esses excelentes resultados de Mato Grosso contribuíram para que a safra de grãos do Brasil no ciclo 2022/23 atingisse um recorde histórico, alcançando a marca de 322,8 milhões de toneladas. Esse volume representa um crescimento de 18,4% em comparação com a safra anterior, correspondendo a 50,1 milhões de toneladas a mais colhidas.

Esses números demonstram o avanço do setor agrícola brasileiro e reforçam a posição do país como um dos principais exportadores de soja e milho do mundo. A expectativa é de que as exportações de soja alcancem a marca de 96,95 milhões de toneladas de grãos, enquanto que os cereais devem atingir cerca de 50 milhões de toneladas. O farelo e o óleo de soja também terão uma excelente demanda internacional, com exportações estimadas em 21,82 milhões de toneladas e 2,6 milhões de toneladas, respectivamente.

Em resumo, o Brasil continua se destacando como um dos líderes mundiais na produção agrícola, com recordes sucessivos e resultados impressionantes. O setor agrícola tem se fortalecido a cada safra, impulsionando a economia brasileira e contribuindo para o abastecimento nacional e internacional.

Confira abaixo 5 perguntas e respostas relacionadas a essa safra:

1. Quem lidera a produção nacional de grãos e fibras pelo 12º ano consecutivo?
Mato Grosso.

2. Qual foi o aumento percentual da produção mato-grossense em relação ao ciclo anterior?
16,8%.

3. Qual cultura se destacou com a maior expansão na safra atual?
O milho segunda safra.

4. Qual é a produção total de grãos do Brasil no ciclo 2022/23?
322,8 milhões de toneladas.

5. Quais são os produtos agrícolas brasileiros mais exportados?
Soja e milho.

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A safra 2022/23 se consolida pelo 12º ano consecutivo, e Mato Grosso continua liderando a produção nacional de grãos e fibras e superando seus próprios recordes.

De acordo com a última edição do levantamento mensal desse ciclo da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) – divulgado nesta quarta-feira (6) –, o Estado oferece 100,97 milhões de toneladas) e fecha a temporada respondendo, sozinho, por 31,36% da oferta brasileira , pouco mais de um terço.

A produção mato-grossense desta safra foi 16,8% superior ao saldo – até então recorde – do ciclo anterior, quando totalizou 86,48 milhões de toneladas.

Paralelamente, a expansão da área plantada cresceu anualmente 10,3%, atingindo 21,21 milhões de hectares (ha).

O maior ganho anual vem do algodão, expansão de 27,3%, quando comparado à safra passada.

Mais em volume, o milho segunda safra tornou-se protagonista do agronegócio mato-grossense, superando a produção de soja e ofertando 50,73 milhões de toneladas.

O milho, aliás, é um capítulo à parte nesta safra. O cereal superou o próprio recorde no estado.

Cresceu 23,4% de uma safra para outra, passando de 41,10 milhões de toneladas para as atuais 50,73 milhões de toneladas.

No cenário nacional, essa tradicional safra de segunda safra mato-grossense representa quase 50% de tudo o que o país produziu na entressafra: 102,16 milhões de toneladas.

Tal como aconteceu com o algodão, as condições climáticas, juntamente com todo o investimento realizado pelos produtores em ambas as culturas, resultaram em ganhos significativos de produtividade.

No caso do milho, enquanto a área plantada – também recorde – cresceu 13,6%, atingindo 7,36 milhões de ha, a oferta final foi 23,4% superior.

Em relação à soja – cuja colheita está consolidada desde o encerramento da colheita em abril – a colheita encerrou com oferta de 45,60 milhões de toneladas, 9,9% acima do saldo de 41,49 milhões de toneladas do ano passado.

Em área, a expansão resultou em superfície recorde, 12 milhões de ha, 8,8% acima do ciclo anterior.

BRASIL

A safra de grãos do ciclo 2022/23 também fechou com recorde: 322,8 milhões de toneladas.

O volume representa um crescimento de 18,4%, o que corresponde a 50,1 milhões de toneladas colhidas a mais que na temporada anterior.

O resultado reflete tanto uma maior área plantada, atingindo 78,5 milhões de hectares, quanto uma melhor produtividade média registrada, passando de 3.656 kg/ha para 4.111 kg/ha.

“Os dados que divulgamos hoje consolidam a estimativa de produção recorde da história brasileira: são 322,8 milhões de toneladas de grãos, o que representa um aumento de 50,1 milhões de toneladas de grãos a mais que na safra passada”, afirma o presidente da Conab, Edegar Pretto. .

“Nos primeiros dados divulgados pela Conab, a previsão de colheita era de 312,4 milhões de toneladas, e encerramos o ciclo com 322,8 milhões de toneladas. Uma diferença de 3,3% ou pouco mais de 10 milhões de toneladas. Isso mostra o avanço metodológico da Conab, responsável pelos dados públicos”, destaca.

Nesta temporada, a soja apresentou recuperação de produtividade em Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina.

No Rio Grande do Sul também houve melhora no desempenho da cultura, embora limitada devido às condições climáticas desfavoráveis ​​durante o desenvolvimento da oleaginosa.

“Nesta temporada, os efeitos do La Niña se concentraram no estado do Rio Grande do Sul, mas ainda em menor escala do que no ciclo anterior.

Nos demais estados, o clima foi bastante favorável, mesmo com alguns atrasos no período de semeadura e colheita”, analisa o gerente de Acompanhamento da Safra, Fabiano Vasconcellos.

Diante do cenário favorável, a produção de soja no país na safra 2022/23 é novo recorde, estimada em 154,6 milhões de toneladas, crescimento de 23,2%.

A expectativa é que o milho também tenha a maior colheita já registrada na série histórica.

No somatório das 3 safras de cereais, a produção deverá atingir 131,9 milhões de toneladas, um aumento de 18,7 milhões de toneladas sobre a obtida no ciclo anterior.

Na primeira safra do grão, a produção totalizou 27,4 milhões de toneladas, enquanto para a segunda safra a previsão aponta para um volume de 102,2 milhões de toneladas.

De acordo com o Progresso da Safra, divulgado esta semana pela Companhia, cerca de 89% da área semeada já foi colhida.

Para a terceira safra, a produção estimada é de 2,33 milhões de toneladas.

“No entanto, a redução das chuvas ocorrida nos meses de julho e agosto restringiu o potencial produtivo em grande parte das regiões produtoras”, observa Vasconcellos.

Produtos importantes para a mesa do brasileiro, o arroz e o feijão apresentam cenários diversos.

No caso de ambos os produtos, houve redução da área de plantio devido à concorrência com outras culturas mais rentáveis ​​na época.

Porém, para o arroz, a melhoria na produtividade não foi suficiente para compensar a menor área resultando numa queda na produção de 6,9%, atingindo 10 milhões de toneladas.

Quanto às leguminosas, o bom desempenho das lavouras garante uma colheita total de 3,04 milhões de toneladas, 1,7% acima do resultado da safra anterior.

Entre as culturas de inverno, foi confirmado o crescimento de 11,8% na área cultivada com trigo no país, ficando em 3,45 milhões de hectares e uma produção estimada em 10,82 milhões de toneladas, 2,5% acima da obtida na safra anterior.

MERCADO

Os bons resultados da colheita brasileira colocam o Brasil como principal exportador de soja e milho na safra 2022/23.

Para a oleaginosa, o volume de exportação deverá atingir 96,95 milhões de toneladas de grãos.

Quanto aos cereais, a estimativa da Empresa aponta para embarques de cerca de 50 milhões de toneladas, superando as exportações norte-americanas.

O bom cenário para as vendas ao mercado internacional também é observado para o farelo e o óleo de soja, com exportações estimadas em 21,82 milhões de toneladas e 2,6 milhões de toneladas respectivamente.

Para o algodão, a produção recorde de pluma permite uma recuperação dos estoques finais em torno de 59%, atingindo 2,1 mil toneladas.

As exportações poderão chegar a 1,7 milhão de toneladas nesta safra.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em agosto de 2023 foram exportadas 104,3 mil toneladas de algodão, o segundo melhor desempenho para o mês na série histórica, superando em 66,1% o mesmo período anterior. ano.