Geral 28 de junho de 2023 3 min de leitura

“Caso em ave de fundo quintal não gera alteração no status do Brasil”, diz ABPA sobre gripe aviária

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou nesta terça-feira (27) a detecção do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP – H1N5) em uma fazenda de subsistência onde havia patos, gansos, patos e galinhas.

A confirmação gerou um comunicado da Associação Brasileira de Proteína Animal que diz o seguinte: “Em relação ao registro de Influenza Aviária em ave de fundo de quintal no Espírito Santo, a ABPA ressalta a transparência e a manutenção do excelente trabalho de monitoramento da doença realizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e pelas Secretarias Estaduais de Agricultura.

A ABPA lembra que, por ser uma situação de fundo de quintal, o surto identificado não gera nenhuma alteração na condição do Brasil de livre da doença perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMS), uma vez que a produção comercial segue sem registro.

Não se espera, portanto, que ocorram alterações no fluxo das exportações brasileiras. Também não há risco para o fornecimento do produto.

A ABPA também destaca que, segundo todas as agências internacionais de saúde, não há risco no consumo dos produtos.

Por fim, a ABPA destaca que os protocolos sanitários mantidos pela avicultura industrial no Brasil mantêm os mais altos padrões de biossegurança, preservando as unidades produtivas contra a doença”, afirma a nota.

CASOS

Atualmente, o Brasil possui 50 focos de GAAP detectados em aves silvestres, nos estados do Espírito Santo, Bahia, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Atualizações sobre surtos, bem como quais espécies são afetadas, podem ser consultadas no Painel BIfornecidos pelo Mapa.

PREVENÇÃO

Ações de comunicação sobre a doença e as principais medidas de prevenção estão sendo reforçadas com o objetivo de conscientizar e sensibilizar a população em geral e avicultores, com ênfase na notificação imediata de casos suspeitos da doença e no reforço das medidas de biossegurança nos estabelecimentos de produção avícola .

O contato direto, sem proteção adequada, com aves doentes ou mortas deve ser evitado pela população. Todas as suspeitas de GAAP em aves domésticas ou silvestres, incluindo a identificação de aves com sinais respiratórios ou neurológicos ou mortalidade alta e súbita, devem ser imediatamente notificadas ao órgão estadual de saúde animal ou à Superintendência Federal de Agricultura e Pecuária por qualquer meio ou por e-Sisbravet.

(Com ABPA)

(Débora Damasceno/Sou Agro)



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