Tipo: Evergreen
Uma claudicação discreta pode ser o primeiro sinal de pododermatite infecciosa em ovinos Santa Inês ou de laminite associada à sobrecarga de carboidratos em equinos Crioulos. As duas enfermidades comprometem locomoção, ingestão, desempenho, reprodução e bem-estar. A resposta rápida reduz a progressão das lesões, mas o controle depende de inspeção frequente, ambiente seco, nutrição equilibrada e registros individuais.
Na pododermatite infecciosa ovina, os sinais iniciais incluem apoio irregular, menor deslocamento até o cocho, permanência prolongada em decúbito e lambedura dos membros. A inspeção pode revelar hiperemia no espaço interdigital, maceração, odor desagradável, erosão da comissura interdigital e descolamento progressivo da muralha do casco. Casos avançados podem apresentar separação da sola, necrose e deformação permanente.
O controle começa com isolamento dos animais claudicantes, contenção segura, limpeza mecânica cuidadosa e aparo limitado ao tecido desvitalizado. A retirada agressiva de casco pode atingir tecido vivo, provocar sangramento e ampliar o risco de infecções secundárias. O pedilúvio com sulfato de zinco a 10% é uma alternativa utilizada em programas de controle, com exposição dos cascos por 10 a 15 minutos e permanência posterior em piso seco por pelo menos 30 minutos.
A solução do pedilúvio deve ser renovada quando houver excesso de matéria orgânica. Corredores, currais, bebedouros e pontos de acúmulo de água precisam ser avaliados para reduzir umidade e contaminação. Ovinos recém-adquiridos devem passar por quarentena, inspeção dos cascos e, quando possível, avaliação da origem sanitária antes da mistura ao lote.

Em equinos, a laminite pode estar associada à ingestão excessiva de carboidratos não estruturais, ao acesso repentino a pastagens de alto risco ou a alterações metabólicas. Casco quente, pulso digital aumentado, relutância ao movimento, postura de alívio e dor nos membros são sinais de alerta. Diante da suspeita, deve-se interromper o acesso ao alimento rico em carboidratos, restringir deslocamentos, oferecer cama profunda e buscar atendimento veterinário urgente.
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O uso de anti-inflamatórios, como flunixina ou fenilbutazona, não deve ser combinado sem prescrição veterinária. Lesões profundas, necrose extensa, febre, edema ascendente, dor persistente ou sinais sistêmicos exigem exame profissional. Em equinos, exames complementares e eventual ferrageamento terapêutico dependem da avaliação clínica e, quando indicado, radiográfica.
Conclusão: A prevenção das doenças podais depende da integração entre biossegurança, drenagem, inspeção, nutrição e resposta rápida. Na Safra 2026/27, registrar casos, tratamentos e evolução ajuda a reduzir reincidências e a proteger o bem-estar e a eficiência dos sistemas de criação.
Fonte:
- MSD Veterinary Manual — Foot Rot in Sheep: https://www.msdvetmanual.com/generalized-conditions/foot-rot-in-sheep/overview-of-foot-rot-in-sheep
- MSD Veterinary Manual — Laminitis in Horses: https://www.msdvetmanual.com/musculoskeletal-system/laminitis-in-horses/laminitis-in-horses
- American Association of Equine Practitioners — Laminitis: https://aaep.org/horsehealth/laminitis
- Embrapa — Caprinos e Ovinos: https://www.embrapa.br/caprinos-e-ovinos
