Mercado 25 de fevereiro de 2024 4 min de leitura

Brasil e Egito – Ampliam Comércio Na Pecuária

Em visita ao Egito, o ministro da Agricultura, Marcos Montes, disse que o Brasil está disposto em melhorar o comércio de produtos agropecuários entre os dois países, "a fim de atingir todo o potencial do comércio bilateral". "Esse relacionamento é muito importante para os dois países, especialmente neste momento de preocupação com a segurança alimentar mundial", disse Montes, em reunião com o vice-ministro da Agricultura do Egito, Moustafa El Sayeed, informou a pasta em nota. Segundo Montes, o ministro egípcio garantiu que procurará o setor privado do país para que empresas aumentem o fornecimento de fertilizantes para o Brasil. De acordo com o ministério, temas sanitários também foram tratados na reunião entre os ministros. A pasta informa que o ministro egípcio se comprometeu em manter os temas brasileiros em "alta prioridade". Dentre estes assuntos estão as análises das listas de estabelecimentos brasileiros habilitados a serem atualizadas até outubro de 2022. O ministro egípcio também solicitou ao Brasil atenção às demandas de exportação de frutas egípcias. No mesmo encontro, a Embrapa assinou um memorando de entendimentos com a Agriculture Research Center (ARC) do Egito para intercâmbio de tecnologias em genética, sanidade, irrigação, mudanças climáticas e biotecnologia. O acordo é válido por cinco anos e inclui áreas como saúde e segurança de animais e plantas, melhoramento genético, uso de novas tecnologias como biotecnologia, nanotecnologia e técnicas geológicas na melhoria das qualidades do solo e dos produtos agrícolas. Já na agenda com o ministro do Abastecimento, Aly Al Moselhy, Montes discutiu melhorias nos modelos de acesso a informações de leilões do governo para ampliar a participação dos empresários brasileiros e o início de estudos para o equilíbrio de mercados entre fertilizantes exportados do Egito e produtos brasileiros exportados ao país. O secretário de Comércio e Relações Internacionais da pasta, Jean Marcel Fernandes, que integra a comitiva, afirmou que há interesse do setor privado egípcio em ampliar a comercialização com o Brasil. "Temos ouvido de todos, até agora, altos elogios ao Brasil como fornecedor confiável de alimentos e consumidor de fertilizantes. E todos os produtores desses insumos manifestaram desejo de aumentar exportações ao Brasil", relatou Fernandes, ao Broadcast Agro. Segundo ele, indústrias de adubos do país não firmaram publicamente novos volumes ao Brasil, mas mostram interesse na ampliação. "Os fornecedores egípcios ficaram de ir ao Brasil negociar com os compradores atuais e potenciais novos clientes", disse. Outro tema que está na pauta do governo brasileiro na visita ao Egito são as carnes. Segundo Fernandes, há demanda do Brasil por habilitação de novas plantas brasileiras para exportação para o país. Neste sentido, ainda não houve avanço na missão, sem anúncios até o momento de novas plantas habilitadas. A comitiva também negocia com o país árabe a adoção de habilitação de frigoríficos brasileiros no sistema de "pre-listing" - em que o ministério indicaria as plantas adequadas aos protocolos fitossanitáros para habilitação. De acordo com dados do ministério, o Egito é o principal destino das exportações brasileiras para a África. Nos últimos dez anos, as exportações do agronegócio brasileiro para o Egito geraram receita média de US$ 1,6 bilhão. Carne bovina e de frango in natura, açúcar bruto e milho lideram as vendas para o país. Segundo a pasta, desde 2019 foram abertos 21 mercados para produtos brasileiros do agronegócio no Egito.

Brasil e Egito - Ampliam Comércio Na Pecuária

Brasil e Egito – Ampliam Comércio Na Pecuária

Nos últimos dez anos, as exportações do agronegócio brasileiro para o Egito geraram receita média de US$ 1,6 bilhão.

Brasil e Egito – Ampliam Comércio Na Pecuária

Em visita ao Egito, o ministro da Agricultura,

Marcos Montes, disse que o Brasil está disposto a melhorar o comércio de produtos agrícolas entre os dois países,

“para atingir todo o potencial do comércio bilateral”.

“Essa relação é muito importante para os dois países, especialmente neste momento de preocupação com a segurança alimentar global”, disse Montes, em uma reunião com o vice-ministro da Agricultura do Egito,

Moustafa El Sayeed, disse o ministério em comunicado. Segundo Montes, o ministro egípcio garantiu que vai buscar o setor privado do país para que as empresas possam aumentar a oferta de fertilizantes ao Brasil.

Segundo o ministério, questões de saúde também foram discutidas na reunião entre os ministros.

O ministério informa que o ministro egípcio está empenhado em manter as questões brasileiras como “alta prioridade”.

Entre essas questões está a análise das listas de estabelecimentos brasileiros autorizados a serem atualizadas até outubro de 2022.

O ministro egípcio também pediu ao Brasil atenção às exigências de exportação de frutas egípcias.

Na mesma reunião, a Embrapa assinou um memorando de entendimento com o Centro de Pesquisa Agropecuária (ARC) do Egito para o intercâmbio de tecnologias em genética, saneamento, irrigação, mudanças climáticas e biotecnologia.

O acordo é válido por cinco anos e inclui áreas como saúde e segurança de animais e plantas, melhoramento genético, uso de novas tecnologias como biotecnologia, nanotecnologia e técnicas geológicas para melhorar as qualidades do solo e produtos agrícolas.

Já em pauta com o ministro do Abastecimento,

Aly Al Moselhy, Montes discutiu melhorias nos modelos de acesso às informações dos leilões governamentais para aumentar a participação dos empresários brasileiros e o início de estudos para equilibrar os mercados entre fertilizantes exportados do Egito e do produtos exportados pelos brasileiros. para o país.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do ministério, Jean Marcel Fernandes, que integra a delegação, afirmou que o setor privado egípcio tem interesse em ampliar o comércio com o Brasil.

“Ouvimos de todos, até agora, grandes elogios ao Brasil como fornecedor confiável de alimentos e consumidor de fertilizantes.

E todos os produtores desses insumos manifestaram o desejo de aumentar as exportações para o Brasil”, disse Fernandes à Broadcast Agro.

Segundo ele, as indústrias de fertilizantes do país não assinaram publicamente novos volumes para o Brasil, mas demonstram interesse em expandir.

“Os fornecedores egípcios decidiram ir ao Brasil para negociar com os atuais compradores e potenciais novos clientes”, disse.

Outro tema que está na agenda do governo brasileiro durante sua visita ao Egito é a carne.

De acordo com Fernandes, há demanda do Brasil para viabilizar a exportação de novas plantas brasileiras para o país.

Nesse sentido, não houve avanço na missão, sem anúncios de novas usinas habilitadas até o momento.

A delegação também negocia com o país árabe a adoção da autorização para frigoríficos brasileiros no sistema “pré-lista” – no qual o ministério indicaria as plantas aptas aos protocolos de autorização fitossanitária.

Segundo dados do ministério, o Egito é o principal destino das exportações brasileiras para a África.

Nos últimos dez anos, as exportações do agronegócio brasileiro para o Egito geraram receita média de US$ 1,6 bilhão.

Carne e frango in natura, açúcar mascavo e milho lideram as vendas para o país.

Segundo o ministério, desde 2019, foram abertos 21 mercados para produtos do agronegócio brasileiro no Egito.