Rabobank aponta queda na produção global de carne bovina em 2025

Rabobank aponta queda na produção global de carne bovina em 2025

Visão geral da retração prevista na produção global de carne bovina em 2025

A visão global aponta para retração na produção mundial de carne bovina em 2025. Diversos fatores atuam juntos, desde clima adverso até incertezas de demanda externa. Para você, pecuarista, é essencial entender o que está por trás desse movimento e como se preparar.

Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!

Principais motivos da retração

O clima tem papel decisivo. Secas afetam pastagens, elevam o custo da alimentação e reduzem o peso dos animais. Além disso, o custo da ração tem subido, pressionando margens de produção.

A demanda internacional também muda o cenário. Países com maior participação na exportação de carne bovina ajustam compras conforme a renda e as tarifas. Essas oscilações reduzem a velocidade de expansão da oferta global.

Outro ponto é a gestão de rebanho. Em alguns mercados, o ciclo de reposição fica mais lento, e isso limita o crescimento da oferta no curto prazo.

Impactos prováveis para o Brasil

O Brasil, como grande produtor, sente a influência dessas tendências. Pode ocorrer ajuste de custos, maior foco em eficiência e, ao mesmo tempo, demanda estável por exportação de cortes nobres. A combinação de clima, câmbio e políticas comerciais afeta o preço de venda no curto prazo.

Quem já investe em melhoria de pastagem e manejo de lotação tende a manter ou melhorar a rentabilidade. Estratégias que reduzem perdas na engorda e elevam o ganho de peso médio ajudam a manter a competitividade.

Estratégias práticas para enfrentar 2025

  • Eficiência alimentar: ajuste o manejo de pastagens, rotacione áreas e utilize suplementos com custo controlado.
  • Seleção genética: priorize animais com melhor ganho de peso e conversão alimentar. Pequenas novidades podem render grandes ganhos.
  • Gestão de custos: acompanhe o custo por arroba e procure fontes de ração mais estáveis, que não comprometam a saúde dos animais.
  • Gestão de risco de preço: avalie contratos futuros ou estratégias de venda escalonada para reduzir a exposição a quedas súbitas.
  • Mercado e qualidade: fortaleça a oferta de carne de qualidade, com rastreabilidade simples e confiança do consumidor.

Por fim, mantenha um planejamento de rebanho claro para 2025. Defina metas de produção, reposição e investimentos em infraestrutura de manejo. Com monitoramento simples de desempenho, você consegue adaptar-se rapidamente às mudanças do mercado.

Principais países atingidos: Brasil, EUA, Canadá e Nova Zelândia

Os principais países atingidos pela retração global em 2025 são Brasil, EUA, Canadá e Nova Zelândia. Cada um enfrenta desafios únicos que afetam a produção, o custo e as exportações.

Brasil

No Brasil, o clima seco afeta as pastagens. A ração fica mais cara e a margem fica apertada. Gerenciar pastagens com rotação eficiente ajuda a manter a rentabilidade. Pequenas melhorias podem trazer grandes ganhos. A demanda externa por carne brasileira segue firme, apoiando os preços.

EUA

Nos EUA, o custo da ração e da energia pesa na produção. O mercado doméstico está estável, mas as exportações moldam a oferta. Clima e políticas públicas também influenciam. Estratégias de eficiência, genética e gestão de risco ajudam a manter a lucratividade.

Canadá

Canadá enfrenta lenta reposição de rebanho e altos custos de alimentação. Investir em genética e manejo melhora a produtividade. Tarifas e acordos comerciais afetam os volumes de exportação.

Nova Zelândia

A Nova Zelândia depende fortemente das exportações e dos preços internacionais. A chuva irregular pode reduzir o pasto e elevar o uso de suplementos. Mercados de carne premium ajudam a amortecer oscilações.

Para o produtor brasileiro, as lições comuns são claras: foque em pastagens bem manejadas, controle de custo e contratos de preço para reduzir a volatilidade. Na prática, acompanhe peso, ganho diário e custo por arroba para ajustar dieta e reposição rapidamente.

  • Pastagens bem manejadas: rotacione áreas e ajuste adubação.
  • Gestão de reposição: planeje a entrada de animais para manter o fluxo.
  • Preço e risco: use contratos ou venda escalonada.

Impactos no Brasil: redução estimada de 500 mil toneladas

A redução estimada de 500 mil toneladas na produção brasileira em 2025 já chega ao bolso do produtor. Essa queda gera volatilidade de preço e incertezas de demanda. Com menos carne para ofertar, compradores ficam mais criteriosos, o que exige melhor qualidade e reposição mais ágil.

O que muda para você, pecuarista

Quem vive da venda de carcaças sente mais pressão. O custo por arroba pode subir, principalmente para quem depende de reposição cara. Por outro lado, produtores com pastagens bem geridas podem manter a margem.

Estratégias simples para manter a margem

  • Pastagens bem manejadas: Rotacione áreas, mantenha adubação de base e use legumes de cobertura para melhorar a alimentação.
  • Eficiência alimentar: Ajuste a dieta com forragens de alta qualidade e, se possível, suplementação estratégica sem desperdício.
  • Gestão de reposição: Planeje a entrada de animais de forma escalonada para manter o crescimento estável.
  • Controle de custos: Registre custos diários e compare preços de ração para reduzir desperdícios.
  • Gestão de preço: Considere contratos futuros ou venda escalonada para reduzir quedas súbitas.
  • Investimento em qualidade: Foque na rastreabilidade e na carne de qualidade para mercados externos.

Notas rápidas sobre manejo de pastagem

Pastagens bem geridas reduzem o consumo de ração cara. Use rotação de piquetes e adubação baseada em solo. NDVI ajuda a monitorar a saúde das plantas, sinalizando quando renovar pastagem.

Com planejamento, a retração pode ser enfrentada com mais segurança.

Perspectivas para 2026: queda prevista de 3,1%

A Perspectiva para 2026 aponta uma queda de 3,1% na oferta global de carne bovina, mantendo a pressão sobre os preços. Isso significa menos carne disponível e compradores mais criteriosos na hora de comprar. A gente precisa entender o que muda e como se preparar.

Principais motivos por trás da queda

A queda vem de vários lados. Rebanhos menores em várias regiões reduzem o abate disponível. O custo da alimentação continua alto, apertando as margens. O clima afeta pastagens, principalmente em áreas importantes para a produção. A demanda internacional pode oscilar por tarifas, renda e condições de fornecimento. Além disso, a reposição de animais anda mais lenta em alguns mercados.

Impactos esperados para o Brasil

Para o Brasil, a oferta menor lá fora pode sustentar a demanda por carne exportada, mas os preços pagos aos produtores tendem a recuar. Quem tem pastagens bem geridas e custos controlados pode manter margens estáveis. Quem depende de reposição cara pode sentir pressão maior no curto prazo.

Estratégias práticas para 2026

  • Pastagens bem manejadas: Rotacione piquetes, revise adubação de base e use cobertura para melhorar a alimentação sem aumentar custos.
  • Eficiência alimentar: Dê dieta com forragens de alta qualidade e, quando necessário, utilize suplementação de forma estratégica para evitar desperdícios.
  • Gestão de reposição: Planeje entradas de animais em lotes, mantendo o crescimento estável sem picos de custo.
  • Gestão de preço: Considere contratos futuros, vendas escalonadas e estratégias de hedge simples para reduzir volatilidade.
  • Qualidade e rastreabilidade: Invista na qualidade da carne e em rastreabilidade para manter a demanda externa.
  • Monitoramento de pastagens: Use ferramentas simples de monitoramento, como NDVI, para saber quando renovar áreas e ajustar a alimentação.

Notas rápidas sobre planejamento e risco

Com planejamento, a queda de 3,1% em 2026 pode ser gerenciada. A gente foca em eficiência, qualidade e gestão de custos para manter a rentabilidade mesmo com menos oferta no mercado.

Contexto regional: Argentina, Uruguai e Paraguai no recuo

O recuo regional na produção de carne bovina envolve Argentina, Uruguai e Paraguai. Isso afeta a oferta regional e pode mexer os preços da carne. Essa situação também influencia o Brasil, abrindo oportunidades e riscos para quem vende exportação ou no mercado interno.

Argentina

Na Argentina, a seca reduz pastagens e aumenta o custo da ração. O abate fica mais lento, o que reduz a oferta de gado pronto para o mercado. A carne bovina pode ficar mais cara, e o produtor precisa ser mais eficiente para manter a rentabilidade.

Investimentos simples em manejo de pastagens e reposição podem fazer a diferença no curto prazo.

Uruguai

Uruguai depende muito de pastagem e exportação. Chuvas irregulares e variações de preço criam volatilidade. Mesmo assim, o país mantém padrão de qualidade que ajuda nas negociações internacionais.

Para o Brasil, isso significa que a demanda externa pode continuar estável, mas a reposição precisa ser bem planejada para não perder participação.

Paraguai

Paraguai segue com pastagens fortes, mas sente o peso de custos de insumos e da logística. A demanda internacional pode oscilar, o que exige adaptação rápida.

Estratégias comuns para o Brasil incluem manter pastagens bem manejadas, melhorar a eficiência alimentar e usar contratos de preço para reduzir volatilidade.

Implicações para pecuaristas e estratégias de mercado

As implicações para pecuaristas e estratégias de mercado surgem rapidamente quando o cenário muda. A oferta de carne pode oscilar, abrindo oportunidades ou riscos para a venda interna e externa. A gente precisa entender o que isso significa para a rotina na fazenda.

Impactos diretos no bolso

Quando o preço reage, a margem fica apertada. O custo da alimentação sobe e a reposição fica mais cara. Quem tem pastagens bem geridas consegue manter a alimentação estável e controlar custos, garantindo rentabilidade.

Estratégias de mercado para 2026

  • Diversifique canais: venda para mercado interno, exportação e plataformas que reduzem a volatilidade.
  • Contratos de preço: use contratos futuros ou ladder de venda para suavizar picos de preço.
  • Rastreabilidade: invista na rastreabilidade para alcançar mercados premium e maior confiança do consumidor.
  • Qualidade: foque na qualidade da carne e no frescor para manter demanda estável mesmo com oscilações.

Gestão de risco de preço

Monitore câmbio, tarifas e demanda. Faça reservas de estoque quando o preço cai. Planeje reposição em lotes para evitar custos elevados.

Práticas do dia a dia

  • Pastagens bem cuidadas: rotação de piquetes, adubação de base e monitoramento simples com NDVI ou avaliações visuais.
  • Ração e suplementação: equilibre forragens de qualidade com suplementação estratégica, sem desperdício.
  • Controle de custos: registre gastos diários, compare preços de ração e renegocie contratos com fornecedores.

Além disso, confira abaixo esses posts:

Preço do Milho Atualizado

Saiba Mais Sobre Dr. João Maria
Dr. João Silva é um renomado zootecnista especializado em pecuária de leite, com mais de 2 Décadas de experiência no setor. Com doutorado pela Universidade Federal de Viçosa e diversas certificações, Também é autor de inúmeros artigos científicos e livros sobre manejo e produção de leite.
Dr. João é reconhecido por sua contribuição significativa à indústria e seu compromisso com a qualidade e a inovação na produção leiteira.

joão silva

Dr. João Silva é um renomado zootecnista especializado em pecuária de leite, com mais de 2 Décadas de experiência no setor. Com doutorado pela Universidade Federal de Viçosa e diversas certificações, Também é autor de inúmeros artigos científicos e livros sobre manejo e produção de leite. Dr. João é reconhecido por sua contribuição significativa à indústria e seu compromisso com a qualidade e a inovação na produção leiteira.