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Boa leitura!
Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Então você está no lugar certo! Neste artigo, iremos abordar um projeto de lei que pode trazer grandes avanços para a produção de biocombustível no país. Vamos explorar o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina, suas possíveis consequências e o impacto no mercado global.
O presidente do Sindicato dos Indústria Cana-de-Açúcar (Unica), Evandro Gussi, estima que o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina, de 27,5% para 30%, impulsionaria a produção de biocombustível em cerca de 5%. Segundo Gussi, a indústria canavieira não teria problemas em atender essa demanda, uma vez que já demonstrou capacidade de aumentar sua oferta no passado.
No entanto, o aumento na produção de etanol poderia afetar a produção de açúcar, uma vez que parte da cana utilizada para a produção de açúcar seria desviada para a produção de etanol. O Brasil é um dos principais atores do mercado internacional de açúcar, sendo responsável por aproximadamente metade do comércio mundial do adoçante.
Porém, o setor tem investido em novas variedades de cana-de-açúcar mais produtivas, além de ter aumentado significativamente a produção de etanol de milho, o que ajudaria a atender uma mistura maior de etanol na gasolina. O presidente do Unica concorda que uma maior demanda por etanol anidro impulsionaria os investimentos no setor, mas ainda não é possível estimar o volume de recursos que serão gerados.
O projeto de lei chamado “Futuro do Futuro” tem o potencial de viabilizar investimentos de 250 bilhões de reais e busca descarbonizar a matriz de transportes, estabelecendo metas de redução das emissões de gases de efeito estufa no setor aéreo, além de incentivar o uso e a produção de biocombustíveis avançados.
Além do aumento da mistura anidra na gasolina, o projeto também propõe alterar o percentual mínimo de adição de biocombustíveis, passando de 18% para 22%. Essa medida visa melhorar a qualidade da gasolina em termos de desempenho, devido à maior octanagem do biocombustível, e também em termos de sustentabilidade, uma vez que o etanol é uma fonte de energia renovável.
Em conclusão, o projeto de lei Combustível do Futuro traz grandes oportunidades para a produção de biocombustível no Brasil. Se implementado, o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina pode impulsionar a produção de biocombustíveis em aproximadamente 5%, gerar investimentos significativos no setor e promover uma matriz de transportes mais sustentável.
Agora, vamos responder a 5 perguntas frequentes sobre o assunto:
1. Quais são os benefícios do aumento da mistura de etanol anidro na gasolina?
– O aumento da mistura de etanol anidro na gasolina traz benefícios tanto para o setor energético quanto ambiental. Ele impulsiona a produção de biocombustíveis, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa.
2. Como o aumento da produção de etanol pode afetar o mercado global de açúcar?
– O aumento da produção de etanol pode desviar parte da cana utilizada para a produção de açúcar, o que poderia impactar o mercado global de açúcar. O Brasil é responsável por cerca de metade do comércio internacional de açúcar, portanto, qualquer mudança na produção de cana-de-açúcar terá repercussões globais.
3. Quais são os investimentos previstos com o projeto de lei “Futuro do Futuro”?
– O projeto de lei tem o potencial de viabilizar investimentos de 250 bilhões de reais. Esses recursos serão direcionados para o desenvolvimento e expansão da produção de biocombustíveis, redução das emissões de gases de efeito estufa no setor aéreo e incentivo ao uso de biocombustíveis avançados.
4. Como o setor canavieiro está se preparando para atender à demanda por uma maior mistura de etanol anidro na gasolina?
– O setor canavieiro tem investido em novas variedades de cana-de-açúcar mais produtivas e aumentado a produção de etanol de milho. Essas medidas visam atender a uma maior demanda por etanol anidro e garantir o abastecimento do mercado.
5. Qual é a ambição do governo com o projeto de lei “Futuro do Futuro”?
– O governo busca melhorar a qualidade da gasolina em termos de desempenho e sustentabilidade, estimulando o uso de biocombustíveis. Além disso, o projeto visa reduzir as emissões de gases de efeito estufa no setor de transporte e promover uma matriz energética mais limpa e renovável.
Esperamos que este artigo tenha sido esclarecedor e informativo sobre o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina e suas implicações para o setor de biocombustíveis no Brasil. Fique ligado em nossas próximas publicações para se manter atualizado sobre o agronegócio brasileiro!
Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo
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Por Roberto Samora
SÃO PAULO (Reuters) – O aumento da mistura de etanol anidro na gasolina, segundo o projeto de lei Combustível do Futuro lançado nesta quinta-feira, daria um impulso de cerca de 5% à produção de biocombustível, estimou o presidente do Sindicato dos Indústria Cana-de-Açúcar (Unica), Evandro Gussi.
O texto enviado ao Congresso Nacional prevê que o teor máximo de etanol na gasolina poderá subir de 27,5% para 30% –atualmente, o país mistura 27%.
Segundo Gussi, a indústria não teria problemas em aumentar a oferta de etanol anidro e já demonstrou capacidade para atender qualquer aumento de demanda no passado.
“Com o parque atual é possível, mas isso também tende a ativar capacidade ociosa, e também com repercussão no campo”, disse Gussi, em entrevista por telefone, após ter participado do lançamento do projeto, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A maior produção de etanol poderia desviar parte da cana utilizada para a produção de açúcar, com possíveis impactos no mercado global, considerando que o Brasil é atualmente responsável por cerca de metade do comércio internacional do adoçante.
Mas Gussi destacou que o setor tem investido em novas variedades de cana-de-açúcar mais produtivas. E mencionou que também houve um forte aumento na produção de etanol de milho, o que ajudaria a atender um mix maior.
Gussi concordou que uma demanda firme por uma maior mistura de anidro na gasolina impulsionaria os investimentos, mas disse que o setor ainda estima o volume de aportes que poderá ser gerado.
No total, o projeto de lei “Futuro do Futuro” tem potencial para viabilizar investimentos de 250 bilhões de reais, afirmou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
A iniciativa visa descarbonizar a matriz de transportes, com metas de redução das emissões de gases de efeito estufa do setor aéreo e de incentivo ao uso e produção de biocombustíveis avançados.
Mas há uma frente importante no aumento da mistura anidra, sujeita à verificação de viabilidade técnica. O projeto também altera o percentual mínimo de adição de biocombustível, de 18% para 22%.
Segundo o representante da Unica, o projeto traz também a ambição do governo de melhorar a qualidade da gasolina em termos de desempenho (devido à maior octanagem do biocombustível) e sustentabilidade, já que o etanol é renovável.
