Qual é a competitividade do etanol desde junho?

Qual é a competitividade do etanol desde junho?

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A indústria de cana-de-açúcar no Brasil está em constante crescimento, com números promissores para a safra atual. De acordo com dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), a moagem de cana-de-açúcar na safra 23/24 atingiu a marca de 41,76 milhões de toneladas, representando um aumento de 5,34% em relação à safra anterior.

Esse crescimento é resultado do aumento da produtividade dos canaviais do Centro-Sul, que registrou um aumento significativo de 23,2% em relação ao mesmo período da safra 22/23. Com uma média de 90,5 toneladas de cana por hectare colhido, a produtividade tem se mostrado bastante favorável.

No entanto, mesmo com números positivos, a operacionalização da colheita tem enfrentado alguns desafios nesta safra. Devido à incidência de chuvas nas lavouras da região Centro-Sul, as unidades de produção tiveram um tempo menor para processar a cana-de-açúcar. Esse cenário, principalmente nas regiões de Araçatuba e Assis (SP), Paraná e Mato Grosso do Sul, impactou a capacidade de processamento das indústrias.

Além disso, a alta produtividade por hectare observada neste ciclo pode se estender até os períodos mais chuvosos do ano, o que pode afetar a capacidade de processamento de cana-de-açúcar das indústrias no último trimestre de 2023, especialmente se houver a influência do evento climático El Niño.

No que diz respeito à produção de açúcar e etanol, os números também são animadores. Na primeira quinzena de setembro, a produção de açúcar foi de 3,12 milhões de toneladas, representando um aumento de 8,54% em relação à safra anterior. Já a produção de etanol alcançou a marca de 2,12 bilhões de litros, com destaque para o etanol hidratado, que teve um aumento de 2,14% em relação ao mesmo período.

As vendas de etanol também apresentaram um crescimento significativo na primeira quinzena de setembro, totalizando 1,30 bilhão de litros, um aumento de 12,20% em relação à safra 22/23. Esse aumento nas vendas é impulsionado principalmente pelo etanol hidratado, que teve um crescimento de 23,63%.

Podemos observar também a alta demanda por biocombustíveis no mercado interno, influenciada pela maior competitividade em relação aos combustíveis fósseis. De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o etanol hidratado teve um crescimento de 19,71% nas vendas na primeira quinzena de setembro em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Para finalizar, a emissão de CBios (Créditos de Descarbonização) alcançou a marca de 23,55 milhões em 2023, indicando a adesão ao programa RenovaBio. As vendas desses créditos também têm sido satisfatórias, com a parte obrigada adquirindo cerca de 55,96 milhões de créditos de descarbonização até o momento.

Em resumo, a indústria de cana-de-açúcar no Brasil está em crescimento, impulsionada por uma maior produtividade dos canaviais, aumento na produção de açúcar e etanol e alta demanda por biocombustíveis. A tendência é que esse cenário positivo se mantenha, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do setor agrícola brasileiro.

Agora, confira abaixo algumas perguntas frequentes sobre o tema:

1. Qual foi o aumento na moagem de cana-de-açúcar na safra 23/24 em comparação à safra anterior?
R: O aumento foi de 5,34%.

2. Qual é a média de produtividade dos canaviais do Centro-Sul na safra atual?
R: A média é de 90,5 toneladas de cana por hectare colhido.

3. Quais foram as regiões mais afetadas pela incidência de chuvas nas lavouras?
R: As regiões de Araçatuba e Assis, em São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul foram as mais afetadas.

4. Qual foi o crescimento na produção de açúcar na primeira quinzena de setembro?
R: O crescimento foi de 8,54%.

5. Qual foi o aumento nas vendas de etanol na primeira quinzena de setembro?
R: O aumento foi de 12,20%.

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Foram processadas 41,76 milhões de toneladas contra 39,64 milhões. Na safra 23/24, a moagem atingiu 448,33 milhões, ante 406,33 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ciclo 22/23 – aumento de 10,34%.

Apesar do crescimento da moagem em relação à mesma quinzena do ciclo passado, na primeira quinzena de setembro foi observado menor tempo nas unidades de produção devido à incidência de chuvas nas lavouras da região Centro-Sul. Por conta disso, a operacionalização da colheita foi afetada em maior medida nas regiões de Araçatuba e Assis, no estado de São Paulo, no Paraná e no Mato Grosso do Sul.

Dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) indicam que, em agosto, a produtividade dos canaviais do Centro-Sul foi de 90,5 toneladas de cana por hectare colhido. Esse valor representa um aumento de 23,2% em relação ao observado no mesmo período da safra 2022/2023. No total, o índice chega a 92,8 toneladas/ha nesta safra, ante 75,7 toneladas/ha reportadas na safra passada – um aumento de 23%. Devido à elevada produtividade por hectare observada neste ciclo, a colheita deverá se estender até os períodos mais chuvosos do ano, o que pode ser amplificado pelo efeito do El Niño. Essa situação poderá impactar a capacidade de processamento de cana-de-açúcar das indústrias no último trimestre de 2023.

Na primeira quinzena de setembro, permaneciam em operação na região Centro-Sul 261 unidades produtivas, 244 unidades de processamento de cana-de-açúcar, oito empresas produtoras de etanol a partir do milho e nove usinas flex. No mesmo período, na safra 22/23, havia 255 unidades produtivas em operação.

Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis ​​(ATR) registrado na primeira quinzena de setembro foi de 153,27 kg por tonelada de cana-de-açúcar, contra 158,51 kg por tonelada na safra 22/23 – variação negativa de 3,31%. No acumulado da safra, o indicador aponta valor de 138,74 kg de ATR por tonelada (-0,92%).

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar na primeira quinzena de setembro totalizou 3,12 milhões de toneladas. Esse montante, quando comparado ao registrado na safra 22/23 de 2,87 milhões de toneladas, representa um aumento de 8,54%. No acumulado desde 1º de abril, a produção do adoçante totaliza 29,26 milhões de toneladas, contra 24,65 milhões de toneladas no ciclo anterior (+18,68%).

Nos primeiros quinze dias de setembro foram fabricados 2,12 bilhões de litros (-0,44%) de etanol pelas unidades do Centro-Sul. Do volume total produzido, o etanol hidratado atingiu 1,25 bilhão de litros (+2,14%), enquanto a produção de etanol anidro totalizou 867,32 milhões de litros (-3,93%). No acumulado desde o início do atual ciclo agrícola até 16 de setembro, a produção de biocombustíveis totaliza 21,21 bilhões de litros (+5,54%), sendo 12,42 bilhões de etanol hidratado (+1,64%) e 8,79 bilhões de anidro (+ 11,59%).

Do total da produção de etanol registrada na primeira quinzena de setembro, 13% vieram do milho, cuja produção foi de 282,26 milhões de litros neste ano, ante 212,33 milhões de litros no mesmo período do ciclo 22/23 – um aumento de 32,93%. No acumulado do ano, desde o início da colheita, a produção de etanol de milho atingiu 2,75 bilhões de litros – um aumento de 44,79% em relação ao mesmo período do ano passado.

Vendas de etanol

Na primeira quinzena de setembro, as vendas de etanol totalizaram 1,30 bilhão de litros, o que representa um aumento de 12,20% em relação ao mesmo período da safra 22/23. O volume de etanol anidro vendido no período foi de 467,91 milhões de litros – queda de 3,66% – enquanto o etanol hidratado, no movimento contrário, registrou vendas de 833,24 milhões de litros – crescimento de 23,63%.

No mercado interno, as vendas de etanol hidratado na primeira quinzena de setembro mantiveram o forte ritmo observado desde o início de agosto, totalizando 785,56 milhões de litros – variação de 19,71% em relação ao ano passado. Esse resultado indica um aumento de 23% nas retiradas de hidratos por dia útil em relação à 2ª quinzena de agosto. A maior demanda por biocombustível se deve à maior competitividade em relação ao seu concorrente fóssil desde o início de junho. Dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que a paridade média no Estado de São Paulo, na última semana de 17 a 23/09, atingiu 61,9%, o menor nível do início de a colheita. Nos demais principais estados consumidores, as energias renováveis ​​também apresentam altos índices de competitividade: 57,3% em Mato Grosso, 62,3% em Goiás, 63,5% em Minas Gerais e 66,1% no Paraná. No caso do etanol anidro, as vendas geraram uma variação positiva de 2,04% resultando num volume de 458,88 milhões de litros.

Na safra 23/24, as vendas de etanol totalizaram 13,87 bilhões de litros, o que representa um aumento de 3,49%. O álcool hidratado representa um volume de vendas de 7,92 bilhões de litros (-0,2%), enquanto o álcool anidro é vendido a 5,95 bilhões (+8,86%).

Mercado CBios

Os dados da B3 registrados até 22 de setembro indicam a emissão de 23,55 milhões de CBios em 2023. Até a data citada, a parte obrigada do programa RenovaBio havia adquirido cerca de 55,96 milhões de créditos de descarbonização. Este valor considera o estoque repassado da parte obrigada em 2021 somado aos créditos adquiridos em 2022 e 2023, até a presente data, estejam eles ativos ou aposentados. O horizonte temporal selecionado abrange as aquisições que comporão os créditos utilizados para cumprimento das metas de 2022, cujo prazo foi adiado, e 2023.

Lembramos que o prazo para cumprimento da meta para o ano de 2022 termina no dia 30 de setembro. As reformas efetuadas até à data já superaram a meta estabelecida para o ano em causa. Contudo, a confirmação do cumprimento da meta deve aguardar a verificação do cumprimento ao nível de cada agente individual. A retirada dos créditos indica que, pelo menos no conjunto, não haverá problemas no cumprimento integral da obrigação com o Programa, cujo menor período de atendimento totalizou 21 meses.