Futuro vs físico: por que o boi gordo perde fôlego em agosto
Quando o futuro do boi gordo perde fôlego frente ao preço à vista em agosto, o produtor fica com dúvidas sobre o que fazer. Entender essa relação pode ajudar a reduzir riscos e manter o caixa estável durante a safra.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!O que é preço futuro e o que é preço à vista
O preço futuro é o valor acordado hoje para uma entrega que acontecerá no futuro. O preço à vista, ou físico, é o valor pago hoje na praça pela carcaça pronta para abater. A diferença entre eles é chamada de base.
Por que agosto costuma afetar essa relação
Em agosto a oferta de animais para abate não acompanha imediatamente a demanda de meses seguintes, o que pode puxar o preço de mercado para cima no físico. Ao mesmo tempo, os contratos futuros podem não acompanhar a velocidade dessa variação, mantendo o preço por trás. Fatores sazonais, peso dos animais, custos de alimentação e decisões de exportação influenciam essa leitura.
Como usar esse conhecimento para proteger o negócio
Para quem tem gado para venda nos próximos meses, vale monitorar a base diariamente. Se a diferença estiver muito ampla, considere uma proteção parcial com contratos futuros próximos, ou a rolagem de posições para o mês seguinte. Registre pesos, datas de abate e o custo de engorda para ajustar as decisões.
Checklist rápido para agosto
- Monitore a base entre futuro e físico todo dia.
- Defina metas de proteção conforme o seu fluxo de faturas.
- Considere rolar contratos para meses com maior liquidez.
- Atualize seus custos de alimentação e manejo para recalcular margens.
Datagro (físico) x contratos da B3: o que isso significa para o produtor
Datagro (físico) reflete o preço atual da carcaça disponível para abate e venda na praça. Esse preço mostra o que o gado vale hoje, para você negociar amanhã. Os contratos da B3, chamados de futuros, são acordos para venda ou compra de boi gordo em uma data futura, com preço já definido.
Entendendo a diferença e a base
A base é a diferença entre o preço futuro e o preço físico. Quando a base está estreita, a proteção costuma funcionar bem; se a base se afasta, o ganho pode ficar menor. Fatores como sazonalidade, peso do animal, custos de alimentação e disponibilidade de animais influenciam a base.
Como isso afeta o produtor
Quem tem gado para venda nos próximos meses pode usar a base para planejar negociações. Se a diferença entre Datagro e B3 ficar muito grande, vale considerar hedge parcial com contratos futuros ou rolar as posições para meses com maior liquidez. Mantenha registro de pesos, datas de abate e custos de engorda para recalcular margens regularmente.
Práticas práticas para o dia a dia
- Monitore a base diariamente entre Datagro (físico) e B3 (futuros).
- Defina metas de proteção alinhadas ao seu fluxo de caixa.
- Considere rolar contratos para meses com melhor liquidez.
- Atualize custos de alimentação e manejo para recalcular margens com precisão.
Estratégias de gestão de risco diante da diferença entre futuro e físico
A base é a diferença entre preço futuro e preço físico. Ela mostra o risco de preço que você encara ao vender depois.
Quando a base é estável, as proteções funcionam melhor. Se a base subir, a proteção pode perder eficácia.
Entendendo a base
A base é calculada pela diferença entre o preço futuro próximo e o preço físico atual. Entender isso ajuda a escolher a melhor proteção para a sua safra.
Para o produtor, a base funciona como um guia para decidir quando hedge faz sentido e quanto da venda proteger.
Estratégias de proteção
Use hedge parcial com contratos futuros para travar parte da venda. Você garante preço hoje e ainda pode capturar ganhos do restante.
Rolagem de contratos mantém a proteção alinhada ao seu fluxo de caixa. Programe a rolagem quando a liquidez mudar para evitar vencimentos inadequados.
Opções de venda em futuros criam um piso de preço sem exigir venda imediata. Considere esse recurso para reduzir quedas bruscas na margem.
Práticas diárias
- Defina o percentual de hedge para a safra atual (ex.: 30 a 60%).
- Monitore a base diariamente e ajuste conforme peso dos animais e data de abate.
- Planeje a rolagem de contratos com antecedência para manter liquidez.
- Atualize custos de alimentação e manejo para recalcular margens com precisão.
Checklist rápido
- Base monitorada diariamente.
- Metas de proteção alinhadas ao fluxo de caixa.
- Roteiro de rolagem definido.
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Saiba Mais Sobre Dr. João Maria
Dr. João Silva é um renomado zootecnista especializado em pecuária de leite, com mais de 2 Décadas de experiência no setor. Com doutorado pela Universidade Federal de Viçosa e diversas certificações, Também é autor de inúmeros artigos científicos e livros sobre manejo e produção de leite.
Dr. João é reconhecido por sua contribuição significativa à indústria e seu compromisso com a qualidade e a inovação na produção leiteira.
