MAPA confirma caso suspeito do mal da “vaca louca” no Pará

MAPA confirma caso suspeito do mal da “vaca louca” no Pará

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Em breve comunicado nesta tarde de segunda-feira (20) o Ministério da Agricultura confirmou o  caso suspeito de Encefalopatia Espongiforme Bovina (Mal da “vaca louca”)

O governo brasileiro investiga a ocorrência de um caso atípico do “mal da vaca louca” (Encefalopatia Espongiforme Bovina), em um animal no estado do Pará. Laudos realizados no Brasil deram positivo para a variedade atípica da doença, e agora o Ministério da Agricultura aguarda o resultado da contraprova enviada ao Canadá. Se houver a confirmação canadense, as exportações de carne bovina para a China devem ser suspensas.

Comunicado

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que, acerca do caso suspeito de Encefalopatia Espongiforme Bovina (Mal da “vaca louca”), todas as medidas estão sendo adotadas pelos governos.

A suspeita já foi submetida a análise laboratorial para a confirmação ou não e, a partir do resultado, serão aplicadas imediatamente as ações cabíveis.

Porque é necessário informar

A existência de um protocolo sanitário assinado entre os dois países em junho de 2015 obriga o Brasil a comunicar o caso a Pequim e promover um auto-embargo nos embarques, com a suspensão imediata das exportações. O embargo é temporário, mas o tempo de duração é indeterminado – e é neste ponto que mora a preocupação de indústrias como JBS, Marfrig e Minerva.

A última vez que um caso foi confirmado no Brasil foi em 2021. As exportações foram suspensas entre setembro e dezembro daquele mesmo ano, com o preço médio de exportação da carne bovina caindo 20% naquele período.

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Do ponto de vista sanitário, casos atípicos de BSE não representam qualquer tipo de risco à saúde pública. Sob o olhar econômico, também não deveriam representar, não fosse o acordo sanitário mal feito com a China em 2015 – e nunca renegociado – que obriga o Brasil a fazer o auto-embargo.

Deixar de vender para a China passa a ser um problema, em especial para os frigoríficos com operações restritas ao Brasil. No ano passado, os embarques somaram 2,15 milhões de toneladas, dos quais 1,23 milhão – 57% do total – foram para o mercado chinês.

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