Leite da vaca fermentado?

Leite da vaca fermentado?

O Futuro da Indústria de Alimentos

Você já ouviu falar em carne produzida a partir de fermentação de precisão? Nos últimos anos, diversas startups têm investido nessa tecnologia, buscando criar carnes e produtos de origem animal de forma inovadora. E é nesse contexto que surge a Future Cow, uma startup brasileira que está revolucionando a produção de leite usando a fermentação de precisão e prometendo um produto molecularmente idêntico ao leite de vaca tradicional.

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Como a Future Cow Está Mudando a Indústria Alimentícia

O desenvolvimento de tecnologias como o plant-based e o cell-based já chamava a atenção, mas a Future Cow apresenta um terceiro caminho: a fermentação de precisão. Essa abordagem promete revolucionar a maneira como o leite é produzido e oferecer um produto mais sustentável e livre de aditivos indesejáveis. Vamos entender mais sobre essa inovação e como ela pode impactar a indústria alimentícia como um todo.

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Fermentação de precisão na Future Cow

O leite produzido pela startup Future Cow é obtido a partir de uma tecnologia de fermentação de precisão que utiliza o DNA da vaca para criar leite em um processo que envolve a inserção de genes em um hospedeiro, resultando em um produto molecularmente idêntico ao leite tradicional.

Produção e Perspectivas Futuras

A startup já está produzindo leite em pequena escala, mas tem planos de escalar a produção e iniciar os testes do produto com fabricantes do setor alimentício. Além disso, estão trabalhando para obter as aprovações regulatórias necessárias para vender o produto no Brasil e planejam construir uma fábrica para expansão da produção.

Vantagens e Diferenciais

Uma das principais vantagens do leite produzido pela Future Cow é o fato de ser molecularmente idêntico ao leite de vaca, porém livre de lactose, hormônios, pesticidas e antibióticos. Além disso, a startup desenvolveu uma técnica que permite que os hospedeiros sejam alimentados com resíduos da agroindústria, reduzindo significativamente os custos de produção.

Competitividade do Produto

A viabilidade econômica da Future Cow indica que o preço de venda do leite para a indústria poderá competir de igual para igual com o leite tradicional de vaca, proporcionando um produto sustentável, com as mesmas funcionalidades e o mesmo sabor.

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A revolução no mercado de leite: o futuro do leite animal

A Future Cow é uma das pioneiras do mercado latino-americano a utilizar a fermentação de precisão para criar leite animal. Com o desenvolvimento de uma técnica que permite alimentar os hospedeiros com resíduos da agroindústria em vez de glicose, a startup prevê um modelo econômico viável e um preço de venda competitivo para o mercado. Além disso, o leite produzido é molecularmente idêntico ao leite de vaca, mas livre de lactose, hormônios, pesticidas e antibióticos, tornando-se uma opção mais sustentável e funcional. Com estes diferenciais, a Future Cow promete revolucionar o mercado de leite, oferecendo uma alternativa mais saudável e sustentável para a indústria.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo

O Futuro do Leite está na Fermentação de Precisão

As startups têm investido em tecnologias inovadoras para criar carnes e produtos de origem animal, como plant-based e cell-based. A Future Cow, uma startup brasileira, está apostando na fermentação de precisão como uma alternativa para produzir leite.

O Processo de Produção da Future Cow

A Future Cow utiliza o DNA da vaca e insere esses genes em um hospedeiro, como uma levedura ou fungo, para produzir leite em tanques de fermentação. O resultado é um leite com uma estrutura molecular idêntica à do leite de vaca tradicional, segundo a startup.

Escalando a Produção e Aprovações Regulatórias

A Future Cow está otimizando suas células e planeja escalar a produção, além de obter as aprovações regulatórias necessárias para vender seu produto no Brasil. A startup espera concluir esses processos em até doze meses para construir uma fábrica e se tornar um fornecedor para a indústria.

Investimento e Diferenciais

A Future Cow levantou uma rodada de seed money com a Big Idea Ventures e se destaca no mercado ao utilizar resíduos da agroindústria para alimentar os hospedeiros, reduzindo significativamente o custo de produção.

Vantagens do Leite da Future Cow

O leite da Future Cow é molecularmente idêntico ao leite de vaca, mas não contém lactose, hormônios, pesticidas ou antibióticos, tornando-o mais sustentável e atraente no mercado.

FAQs sobre a Fermentação de Precisão na Produção de Leite

1. O que é fermentação de precisão?

A fermentação de precisão é um processo tecnológico que utiliza microorganismos, como leveduras ou fungos, para produzir substâncias específicas, como leite, de forma precisa e controlada em tanques de fermentação.

2. Quais são os diferenciais da Future Cow em relação a outras startups?

A Future Cow se destaca por utilizar resíduos da agroindústria para alimentar os hospedeiros, reduzindo significativamente o custo de produção em comparação com seus concorrentes.

3. O leite da Future Cow é seguro para consumo?

Sim, o leite produzido pela Future Cow passa por rigorosos processos de controle de qualidade e é molecularmente idêntico ao leite de vaca tradicional, mas livre de lactose, hormônios, pesticidas e antibióticos.

4. Qual é o preço estimado do leite da Future Cow?

Segundo a startup, o preço de venda para a indústria é de R$ 2,95 por litro, tornando-o competitivo em comparação com o leite tradicional de vaca.

5. O que torna o leite da Future Cow mais sustentável?

O leite da Future Cow é mais sustentável por não conter os mesmos impactos ambientais associados à produção convencional de leite de vaca, como emissões de carbono, uso de recursos hídricos e contaminação do solo.

Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Do Campo

Nos últimos anos, diversas startups têm criado carnes e produtos de origem animal com tecnologias como o plant-based (que usa vegetais para simular o gosto da proteína) e o cell-based, que extrai uma única célula de um animal e a replica diversas vezes.

A Future Cow está apostando num terceiro caminho: a fermentação de precisão.

boopo leonardo vieiraA startup brasileira pega o DNA da vaca, encontra a sequência genética com instruções de como fazer o leite, insere esses genes num hospedeiro (uma levedura ou fungo, por exemplo), e depois leva tudo para um tanque de fermentação. Voilá: o leite está pronto — segundo a startup, com uma estrutura molecular exatamente igual à do leite de vaca tradicional.

A Future Cow já passou da fase de P&D e está produzindo seu leite num pequeno laboratório com um tanque de fermentação de 15 litros. “Estamos treinando e otimizando as células. A próxima etapa é escalar a produção e começar a testar o produto com fabricantes do setor,” Leonardo Vieira, o cofundador, disse ao Brazil Journal

Em paralelo, a startup está trabalhando com o Pinheiro Neto para conseguir as aprovações regulatórias na Anvisa para começar a vender seu produto no Brasil. (Nos EUA, por exemplo, o FDA já aprovou esse tipo de produto). 

A expectativa de Leonardo é que esses dois processos sejam finalizados em até doze meses, quando a Future Cow pretende construir uma fábrica para escalar sua produção. A ideia da startup é ser apenas um fornecedor para a indústria, e não uma empresa de marca.  

Para bancar o negócio até lá, a Future Cow acaba de levantar uma rodada de seed money com a Big Idea Ventures (BIV), uma gestora de Singapura especializada em proteínas alternativas.

A BIV já investiu em mais de 160 startups desse segmento e está aportando na Future Cow por meio de seu segundo fundo, o New Proteins II, captado este ano. No Brasil, a Future Cow será o primeiro investimento da gestora, que tem cerca de US$ 100 milhões em ativos.

A Future Cow é o ‘first mover’ na América Latina. Mas no resto do mundo, já há startups consolidadas no segmento de fermentação de precisão. 

Nos EUA, a Perfect Day é o ‘case’ mais emblemático. Fundada em 2019, a startup já levantou mais de US$ 750 milhões — e virou um unicórnio — justamente com a produção de leite usando a fermentação de precisão. A startup atraiu fundos como o Temasek e o CPPIB, além do CEO da Disney Bob Iger.

A Turtle Tree, de Singapura, também tem ganhado escala e levantou US$ 40 milhões desde sua fundação. 

Leonardo disse que o maior diferencial da Future Cow em relação a essas outras startups é que ela desenvolveu uma técnica que permite que os hospedeiros (a levedura ou fungo) sejam alimentados com resíduos da agroindústria em vez da glicose, que é usada pelos concorrentes.

“Isso reduz muito o custo unitário de produção, que é um dos grandes gargalos dessa indústria,” disse o cofundador. “No nosso modelo, a redução foi de mais de 200%.” 

Leonardo criou a Future Cow junto com Rosana Goldbeck, uma PhD em engenharia de alimentos que foi o cérebro por trás da tecnologia. Os dois se conheceram durante o programa da Antler, um fundo global de VC que também investiu na startup. 

Segundo Leonardo, o modelo de viabilidade econômica da Future Cow aponta para um preço de venda para a indústria de R$ 2,95 por litro — um valor que ainda deve ser revisado com o tempo. 

Esse preço, no entanto, já permitiria que a startup competisse de igual para igual com o leite tradicional da vaca — vendido para a indústria por entre R$ 1,60 a R$ 3,10 o litro, dependendo da qualidade. 

O leite da Future Cow também tem outro benefício, segundo Leonardo. 

“O nosso leite é molecularmente idêntico ao leite da vaca, mas eu consigo tirar tudo de ruim que o leite da vaca tem: a lactose, os hormônios, a pesticida, o antibiótico,” disse ele. 

“O leite de vaca é um produto muito bom, mas não é sustentável. O plant based é mais sustentável, mas não tem as mesmas funcionalidades e o mesmo sabor. A gente está criando um produto com as mesmas funcionalidades, o mesmo sabor e que é sustentável.”




Pedro Arbex




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