De acordo com as informações obtidas, a JBS incendiou o mercado de gado vivo com paralisações mal explicadas apenas de gado comum; em um dia a arroba já caiu mais R$ 10 no estado.
A bagunça que a JBS está criando no Mato Grosso, com paradas temporárias de plantas e outras até definitivasem situação ainda levantada por agentes locais, tem nome e sobrenome: sobra boi comum para o mercado interno sem fome. Tanto que a unidade de Barra do Garças, a única China habilitada para exportação, não foi toca da informou o Money Times.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!A entressafra não foi a mais forte, o ciclo da pecuária foi invertido, com menos fêmeas sendo retidas para reprodução, e o maior matadouro do mundo está apenas tentando lidar com o gado com prêmios.
De acordo com a Nota Pública, divulgada pela Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), essas medidas causam grandes prejuízos e instabilidade aos pecuaristas. Essa situação tem causado transtornos e prejuízos incalculáveis aos produtores, principalmente os registrados nos últimos dias quando, coincidentemente, os frigoríficos promoveram quase simultaneamente o alargamento de suas escalas, baixando os valores da arroba do boi..
A A JBS foi consultada por meio de sua assessoria, mas sem resposta. Portanto, o cenário conhecido pela Associação dos Criadores do Mato Grosso (acrimatizar) até agora é mais ou menos o seguinte.
O caso está levando ao derretimento do boi. Segundo fontes dos produtores, que preferem não divulgar seus nomes por medo de represálias – ou seja, deixando a balança futura, se e quando houver –, nesta quarta-feira caiu cerca de R$ 10.
Ontem, já havia caído cerca de R$ 7. Há bois comuns a R$ 260 e bois da china, com prêmios, já a R$ 290.
“Quando há escassez de gado, sim, é comum e normal haver paragens temporárias, mas não é o caso agora”diz Francisco Manzi, superintendente da Acrimat, que também ainda está um pouco perdido em fazer um levantamento real do cenário.
Fábricas fechadas ou em férias coletivas
De acordo com informações obtidas por nossa equipe com pessoas ligadas ao setor, as unidades que estão em férias coletivas e ou realizando remanejamento de abate são:
- JBS Nova Andradina,
- JBS Tucumã,
- JBS resgate,
- JBS Colider,
- JBS Pontes e Lacerda e
- JBS Floresta Alta
Com exceção de Pontes e Lacerda, no Sudoeste, os maiores danos estão na vasta região Norte do estado, compreendendo os pontos Nordeste e Noroeste. Lá, a JBS quase não tem concorrência, tem bastante gado porque foi a região menos afetada pela seca do inverno e, como comenta Manzi, o produtor não tem onde entregar para o abate.
Para quem ainda está suplementando o gado, por exemplo, fica ainda pior. O boi não pode esperar para morrer.
Assim os pequenos geladeiras que sobrarem acabarão se aproveitando também. Para buscar o gado – o transporte é feito pela indústria – mais longe, eles vão pagar muito menos. A quantidade de mix que a JBS está dando na região está abalando os produtores.
Posição do Sinifrigo, em Nota, dizem que “pPara cada unidade de refrigeração são milhões investidos, altos valores em fluxo de caixa, seres humanos envolvidos e uma responsabilidade social e econômica de quem dirige essa indústria. Fechar uma indústria lucrativa seria insano. Manter uma fábrica aberta por muitos meses com prejuízo seria irresponsável. Usar o poder econômico para manobras visando o lucro a qualquer custo, como se pode argumentar, é um crime que abominamos”, ressaltou.
Quer escalar? “Não”
Segundo o analista Colheitas e mercado Fernando Henrique Iglesias, muitas indústrias permanecem ausentes da compra de gado, avaliando as melhores estratégias para aquisição de gado no curto prazo. Seguem os horários de abate bastante confortávele oferecer tranquilidade ao setor de refrigeração neste momento.
Segundo Manzi, quem entrou em contato “à escala” com as unidades que antes operavam, foi informado de que não haveria compra, e agora não sabe o que fazer com os lotes prontos. E, como as informações são escassas, o temor é que enquanto não houver nada mais claro, o grupo dos irmãos Batista continue surfando, pois os preços certamente subirão para novos patamares.
Então, mesmo sendo um boi comum, claro que a JBS vai comprar de novo porque vai sair muito barato. Não à toa, acrescenta Francisco Manzi, Acrimat reconhece a situação da proteína bovina diante do consumo“mas na região de Cuiabá existem cinco grupos proprietários diferentes e todos estão operando normalmente”.
Para Marcos Jacinto, produtor de Nelore de Canarana, o cenário tem que ser entendido pelo tamanho que a JBS se tornou, “favorecida pelos governos anteriores”, e muito distante das demais em termos de tamanho.
O grupo “fecha fábricas” sempre que se sente pressionado e não mantém relacionamento com seus “parceiros fornecedores”.
Embora admita que a população não tem dinheiro para comprar carne, Jacinto comenta, por exemplo, o caso da unidade da sua cidade, que ficou fechada durante a noite, durante algum tempo, sem maiores explicações.
