Frigorífico e pecuarista todos sofrem com a MT-170

Frigorífico e pecuarista todos sofrem com a MT-170

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As perdas com os atoleiros na MT-170, antiga BR-174, são muitas. O prejuízo, segundo a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), ocorre não apenas para os pecuaristas, empresas de transporte, caminhoneiros e frigoríficos, mas também para o estado em termos de arrecadação.

A entidade, que representa o setor da pecuária mato-grossense, percorreu na última semana, durante mais uma edição do Acrimat em Ação, o trecho de Juruena a Castanheira, um dos mais críticos da rodovia estadual.

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Acrimat em Ação percorreu trecho de atoleiros entre Juruena e Castanheira. Foto: Leandro Balbino/Acrimat

Segundo a entidade, foi possível constar caminhões boiadeiros carregados atolados esperando há três dias a chegada de maquinários para realizar a remoção do local, além de um ônibus com passageiros atolado há dois dias.

“Um animal desse aí vai chegar todo machucado. Dentro do frigorífico ele vai passar por uma limpeza e aí você perde muito. Não só o pecuarista, mas como o estado mesmo, que vai diminuir a incidência de ICMS dentro da nota fiscal. Então, todo mundo perde. O frigorífico perde, o estado perde e o pecuarista”, pontua o gerente de Relações Institucionais da Acrimat, Nilton Mesquita Junior.

Acrimat em Ação MT-170 atoleiros Foto Leandro Balbino Acrimat

Foto: Leandro Balbino/Acrimat

Logística encarece custo da produção dos frigorífico

Mato Grosso é detentor de um rebanho bovino de quase 35 milhões de cabeças e tem como a logística, conforme o pecuarista de Aripuanã, Aparecido Piola, como um dos principais entraves da atividade.

“A gente sabe que todo ano é assim. Um ano mais outro menos. A logística nossa aqui complicou bastante de uns 20 dias para cá. Então, a gente tem esse problema de logística, que é uma das principais coisas que faz o nosso custo aumentar muito”, declarou o produtor ao Acrimat em Ação.

Acrimat em Ação MT-170 atoleiros Foto Leandro Balbino Acrimat

Foto: Leandro Balbino/Acrimat

De acordo com o gerente de Relações Institucionais da Acrimat, acompanhando o dia a dia da situação o setor consegue ter embasamento para cobrar soluções das autoridades.

“Vendo isso no dia a dia, comprovando isso, levando todas as situações, a gente pode chegar no Governo e sensibilizar as autoridades”.

O frigorífico perde, o Estado perde e o pecuarista afirma Acrimat sobre a MT-170

A MT-170 é uma rodovia estadual que liga os municípios de Juína e Brasnorte, no noroeste de Mato Grosso. Essa região é uma das mais produtivas do estado em termos de pecuária, com um rebanho de cerca de 2 milhões de cabeças de gado. No entanto, a precariedade da estrada tem prejudicado o escoamento da produção e a competitividade dos produtores locais.

Segundo a Acrimat (Associação dos Criadores de Mato Grosso), a falta de pavimentação da MT-170 gera um custo adicional de R$ 0,30 por quilo de carne transportada, o que representa uma perda anual de R$ 120 milhões para os pecuaristas da região. Além disso, a rodovia também dificulta o acesso dos frigoríficos aos animais, reduzindo a oferta e a qualidade da carne.

Um dos frigoríficos que opera na região é o JBS, que possui uma unidade em Juína com capacidade para abater 800 cabeças por dia. No entanto, segundo o gerente da planta, José Carlos Ferreira, a empresa tem operado com apenas 50% da capacidade por causa das condições da estrada. Ele afirma que o transporte dos bovinos pela MT-170 leva até quatro horas a mais do que o normal, o que aumenta o estresse dos animais e compromete o rendimento da carcaça e a sanidade da carne.

Ferreira também diz que a empresa tem dificuldades para contratar e manter os funcionários na unidade de Juína, pois eles sofrem com a falta de infraestrutura e serviços na região. Ele ressalta que o frigorífico gera cerca de 600 empregos diretos e indiretos na cidade, além de recolher impostos e contribuir para o desenvolvimento local.

O gerente do JBS defende que a pavimentação da MT-170 é uma demanda urgente e estratégica para o setor pecuário e para o estado de Mato Grosso. Ele lembra que a rodovia é um importante corredor de exportação para os mercados do Norte e do Centro-Oeste do país, além de facilitar o acesso aos portos do Pará e do Amazonas. Ele também destaca que a melhoria da estrada beneficiaria outros segmentos econômicos da região, como a agricultura, a mineração e o turismo.

A Acrimat também reforça a necessidade de investimentos na MT-170 e cobra uma solução do governo estadual. A entidade argumenta que a rodovia é fundamental para garantir a competitividade e a sustentabilidade da pecuária mato-grossense, que é responsável por 15% do PIB (Produto Interno Bruto) do estado e por 20% das exportações brasileiras de carne bovina.

A associação alerta que a situação da MT-170 pode se agravar ainda mais com o aumento das queimadas no Pantanal, que têm afetado a fauna e a flora da região. A entidade afirma que os produtores rurais são os principais interessados na preservação do bioma e que têm adotado práticas sustentáveis em suas propriedades. No entanto, eles precisam de apoio do poder público para combater os incêndios criminosos e as invasões de terras.

A Acrimat espera que o governo estadual cumpra o compromisso assumido em 2019 de pavimentar os 174 quilômetros restantes da MT-170 até 2023. A entidade diz que essa obra é essencial para garantir o desenvolvimento econômico e social da região noroeste de Mato Grosso e para valorizar o potencial produtivo da pecuária brasileira.

Confira vídeo enviado pela Acrimat sobre a MT-170:

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