Volume e receita sobem em agosto; China lidera as exportações
Em agosto, o volume das exportações de carne bovina subiu. A receita também cresceu, puxada pela demanda da China.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!A China continua sendo o principal destino, seguida por México e Chile. Essa demanda elevou o valor por tonelada, ajudando a manter a renda do produtor. Isso tá ajudando a fechar mais negócios daqui pra frente.
Fatores que explicam o movimento
Diversos fatores explicam esse movimento. Primeiro, houve recuperação de consumo na Ásia. Segundo, o peso da carne brasileira se manteve estável. Essa combinação favorece contratos de curto e longo prazo.
Impacto para o produtor
- Planeje safras e vendas com base na demanda externa para evitar sobras.
- Busque diversificação de destinos para reduzir riscos de liquidez.
- Negocie contratos de longo prazo para manter renda estável.
Para manter esse desempenho, acompanhe as tendências de demanda e ajuste a oferta conforme o mercado.
Principais mercados: China, Rússia, México e Chile
Os principais mercados para a carne bovina brasileira são China, Rússia, México e Chile, cada um com demandas distintas.
A China continua sendo o maior importador. A demanda surge da necessidade de proteína na alimentação diária e de melhorias na cadeia de frio. O setor exige rastreabilidade, certificados de origem e padrões de qualidade consistentes. Contratos costumam ser de curto a médio prazo, com pagamentos em dólar.
China
Para vender na China, a documentação sanitária deve estar em dia e acessível rapidamente. Os compradores buscam cortes específicos e carne com boa marmoreio, mantendo padrões de segurança alimentar. A logística de entrega precisa ser ágil para preservar a qualidade. Diversificar clientes e manter flexibilidade de oferta ajudam a gerenciar preço e disponibilidade.
Rússia
A Rússia apresenta demanda estável, com picos sazonais ligados a festas e ao frio. Certificações sanitárias e conformidade com embalagens são cruciais. O envio pode exigir rotas transcontinentais, aumentando custos e tempo de trânsito. Pagamentos em moedas fortes ou via crédito documentário ajudam a reduzir risco cambial.
México
No México, a proximidade favorece logística mais rápida e custos menores. Há demanda por cortes variados, com foco em qualidade uniforme. A conformidade com normas locais de rotulagem é essencial. Contratos de longo prazo ajudam a manter receita estável.
Chile
O Chile é mercado estável, com boa infraestrutura de importação e logística costeira eficiente. Os compradores pedem cortes diferentes e padrões de segurança alimentar. Acordos comerciais contínuos e entregas regulares ajudam a planejar a produção. Contratos de longo prazo costumam oferecer margem mais estável para o produtor.
Para explorar esses mercados, mantenha certificações atualizadas, monitore câmbio e construa uma rede de compradores confiáveis.
Impacto para o mercado interno e perspectivas para 2025
O mercado interno da carne está ajustando seus preços neste ano. A demanda doméstica segue firme, mas o custo da ração pesa. Os frigoríficos buscam contratos estáveis para planejar produção. Clima, pragas e custos cambiais influenciam o preço pago ao produtor.
Panorama atual: o consumo de carne vem mantendo volume, especialmente em cortes comuns. As redes de varejo priorizam qualidade e oferta estável. Isso ajuda os produtores a planejar abates e venda com menos surpresas.
Fatores que movem os preços
Fatores gerais: inflação, câmbio, custo de frete e disponibilidade de gado. A exportação forte pode reduzir o gado disponível para o mercado interno, elevando preços. Clima e pragas afetam a produção e mantêm os custos de criação altos.
Perspectivas para 2025
Para 2025, a previsão é de manutenção de consumo com variação moderada de preço. A indústria busca contratos mais longos para reduzir volatilidade. O mercado pode se beneficiar de ganhos de produtividade e melhoria na eficiência logística.
O que o produtor pode fazer
- Firme contratos com frigoríficos para preços estáveis.
- Monitore o custo de alimentação e otimize a dieta para reduzir custos.
- Diversifique os compradores para evitar dependência de um único canal.
- Invista em qualidade, rastreabilidade e certificações para abrir portas.
- Prepare cenários de preço e ajuste a produção conforme o mercado.
- Planeje abates e venda para manter fluxo de caixa.
Vamos acompanhar o mercado juntos e ajustar as práticas conforme necessário.
Análise rápida dos números de janeiro-a-agosto e o recuo dos EUA
Entre janeiro e agosto, as exportações de carne bovina tiveram variações, com a China mantendo a liderança entre os destinos e o recuo dos EUA mudando o fluxo de compras. Esse movimento pode deixar alguns cortes mais caros no mercado externo e exigir ajustes na estratégia do produtor.
Fatores que explicam o recuo dos EUA incluem demanda interna mais moderada, maior competição de fornecedores globais e variações cambiais que aumentam o custo de importação. Esses aspectos reduzem o interesse por determinados cortes e mudam o mix de compradores.
Impacto para o produtor
O recuo dos EUA abre espaço para outros mercados ganharem força. Diversificar destinos reduz dependência de um único comprador. Manter qualidade, rastreabilidade e certificações facilita a entrada em novas portas de exportação.
O que fazer agora
- Mapeie mercados com demanda estável e preços competitivos.
- Diversifique as rotas de exportação para reduzir tempo de trânsito e custos.
- Ajuste a linha de cortes conforme o que os compradores buscam no exterior.
- Invista em rastreabilidade, certificações e conformidade sanitária para abrir novas oportunidades.
- Considere contratos de longo prazo para maior previsibilidade de receita.
Acompanhe o cenário internacional e ajuste seu planejamento de produção a cada dois meses para manter a competitividade.
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Saiba Mais Sobre Dr. João Maria
Dr. João Silva é um renomado zootecnista especializado em pecuária de leite, com mais de 2 Décadas de experiência no setor. Com doutorado pela Universidade Federal de Viçosa e diversas certificações, Também é autor de inúmeros artigos científicos e livros sobre manejo e produção de leite.
Dr. João é reconhecido por sua contribuição significativa à indústria e seu compromisso com a qualidade e a inovação na produção leiteira.
