CRISE NOS BANCOS: Brasil está livre?

CRISE NOS BANCOS: Brasil está livre?

Ao que tudo indica, a crise que acontece nos bancos da Europa e dos Estados Unidos não irá chegar no Brasil, pelo menos em princípio. Atualmente, uma tensão vem permeando os países mais desenvolvidos depois da crise com o Silicon Valley Bank (SVB) e a venda do Credit Suisse para o UBS.

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De acordo com o que afirma Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, a crise no exterior não está nem perto de ter um desfecho, o que faz com que os especialistas fiquem temerosos porque não se tem muito o que fazer. Segundo ele, os riscos para o Brasil não são gerais, mas se concentram em alguns setores.

“Não acredito em uma contaminação sistêmica, nossa maior preocupação são com os ativos financeiros expostos à carteira global por algum fator de desconfiança, o que leva a bolsa cair ou o dólar subir, por exemplo. Uma crise também pode surgir eventualmente por causa de alguma operação de crédito irregular, como foi o caso das Americanas, diz ele.

Segundo outro especialista, Felipe Miranda, CEO do Grupo Empiricus, o Brasil não se encontra blindado de uma crise financeira. O que facilita é que apenas cinco bancos concentram atualmente a grande maioria da oferta de crédito. “Imunidade total não existe, mas a vantagem de termos uma regulação bancária mais dura ajuda. Além disso, temos cinco bancos que concentram 80% da oferta do crédito e empréstimos, o que permite maior monitoramento pelas autoridades financeiras”, indica.

Ele diz que, nos Estados Unidos, o Sistema de Reserva Federal dos EUA (FED) agiu para tentar amenizar o caso, mas acabou sofrendo críticas. “Mas se o FED não tivesse agido teria causado um malefício maior, pois poderia comprometer todo o sistema bancário”, conclui.

CRISE NOS BANCOS: Brasil está livre?

CRISE NOS BANCOS: Brasil está livre?

Nos últimos dias, o mundo assistiu a uma série de crises e quebras de bancos nos Estados Unidos e na Europa, que abalaram a confiança dos investidores e dos correntistas. Mas como o Brasil está posicionado diante desse cenário? Será que os bancos brasileiros estão imunes aos problemas enfrentados pelos seus pares estrangeiros? Neste post, vamos tentar responder a essas perguntas de forma simples e objetiva.

O que causou a crise dos bancos?

A crise dos bancos tem origens diferentes em cada país, mas em geral está relacionada a problemas de gestão, exposição a ativos de risco e falta de liquidez. Nos Estados Unidos, dois bancos de médio porte, o Signature Bank e o Silicon Valley Bank (SVB), entraram em colapso após sofrerem perdas bilionárias com investimentos em empresas de tecnologia e criptomoedas. O SVB era conhecido por financiar startups do Vale do Silício e tinha uma carteira de mais de US$ 100 bilhões em crédito para esse setor. Já o Signature Bank tinha uma forte presença em Nova York e era um dos maiores depositários de moedas digitais do país.

A falência desses bancos gerou pânico entre os clientes, que passaram a sacar seus recursos massivamente, provocando uma corrida bancária. Para evitar mais uma quebra, 11 grandes bancos americanos se uniram para injetar cerca de US$ 30 bilhões em capital no First Republic Bank, outro banco de médio porte que estava sob pressão dos depositantes.

Na Europa, o caso mais grave foi o do Credit Suisse, um dos maiores bancos do continente. O banco suíço revelou um prejuízo de US$ 10 bilhões no quarto trimestre de 2022, decorrente da sua exposição ao fundo Archegos Capital Management, que entrou em default após apostar errado em ações de empresas chinesas. Além disso, o Credit Suisse também foi afetado pelo escândalo da Greensill Capital, uma empresa britânica de financiamento comercial que faliu após ser acusada de fraudes contábeis.

O Credit Suisse precisou recorrer à ajuda do banco central da Suíça (SNB), que disponibilizou uma linha de US$ 54 bilhões à instituição. Enquanto isso, surgiram rumores de que o UBS estaria interessado em comprar parte ou a totalidade do seu rival. A crise do Credit Suisse contaminou outros grandes bancos europeus, como o Santander (Espanha), o BNP Paribas (França), o Deutsche Bank (Alemanha) e o Barclays (Reino Unido), que viram suas ações despencarem nas bolsas.

Como os bancos brasileiros estão protegidos?

Apesar da turbulência global no setor financeiro, os bancos brasileiros passaram praticamente ilesos por toda essa crise. As ações dos quatro maiores bancos do país (Banco do Brasil,
Bradesco,
Itaú Unibanco
e Santander Brasil) tiveram quedas modestas na semana entre os dias 13 e 17
de março
de
2023
,
ficando abaixo dos
4%
no pior dos casos. Esse desempenho contrasta com as perdas expressivas registradas pelos seus pares estrangeiros no mesmo período.

Mas por que os bancos brasileiros estão mais resistentes à crise? Há pelo menos duas razões principais: a solidez patrimonial e a diversificação das receitas.

A solidez patrimonial se refere à capacidade dos bancos de absorverem perdas sem comprometerem sua estabilidade financeira. Os bancos brasileiros são reconhecidos mundialmente por terem altos níveis de capitalização e liquidez,
graças às exigências regulatórias impostas pelo Banco Central do Brasil (BC). O BC determina um índice mínimo
de Basileia para os bancos operarem no país,
que mede



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